sexta-feira, 26 de junho de 2009

O twitter está na boca de toda a gente!

Ontem um colega pedia-me ajuda sobre o "Twitter". O que é isso do twitter?
Procurei explicar com a ajuda de exemplos. Ele tinha visto a entrevista na SIC com um dos fundadores que, por acaso tem a minha idade, e com 2 anos de existência, tem milhões de seguidores. Disse-lhe que basicamente é enviar SMS de tudo o que fazemos como no telemóvel, mas aqui, as pessoas de todo o mundo têm interesse em saber disso.
Tenho página aberta no dito cujo, mas escrevo muito pouco e muito pouca paciência para seguir tudo o que se passa. Gosto imenso das piadas do Inimigo público, mas tive de deixar seguir os jornais. É um duche de informação que não dá espaço aos outros.Tenho assistido nos telejornais sobre a vantagem que o twitter está a dar aos manifestantes no Irão. Sem jornalistas no país, as pessoas procuram enviar o máximo de informação para todo o mundo e isso está a dar cabo da cabeça ao governo iraniano. A popularidade desta rede era um pouco previsível. As pessoas tem pouca paciência para ler grandes textos e preferem coisas bem curtas. Claro que o excesso de informação irá no futuro saturar as nossas cabeças. Ou ligamos a tudo ou só ligamos às coisas superficiais, deixando o mais importante por saber.
As notícias de guerras e celebridades correm mundo e por vezes nem sabemos o que se passa no nosso bairro.
Ainda estou a tentar saber o interesse de algumas pessoas em escrever "Estou a pôr o esparguete ao lume" no Twitter, mas quem sabe a empresa que o vende queira saber como o coze.
Cartoon saíu daqui.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Verão nos escritórios

A poucos dias de entrarmos oficialmente na estação quente, as conversas nos escritórios voltam-se para o tema férias, depois dos meses de "emagrecimentos" Abril e Maio. Das conversas sobre as temperaturas e do calor que faz, há um diálogo que adoro todos os anos. Sempre repetido:
- Vais de férias quando?
- Vou tirar 10 dias em Julho.
- Junho?
- Julho.
- nho ou lho?
- nho! Mês 7! Julho!!!
- Ah, vais em Julho! Também estou a pensar nuns dias em Julho.
- lho?
- ...
E depois vêm as questões sobre destinos. Há sempre uma pressão para saber quem tem dinheiro para viajar para o estrangeiro, acampar ou ir todos os dias para a praia da Caparica. Pelo menos não falamos das milhares de comparações sobre o que se pode comprar com o valor da transferência do Ronaldo. Já parece a do "que fazias se te saísse o euromilhões?".
Não há paciência. Mas, o verão sempre foi de conversas vazias e sem nexo, tal como o nosso cérebro com o calor.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

"Viagens" na Bertrand do Chiado

Na quinta-feira passada passei pela Bertrand do Chiado para assistir a um encontro da revista Ler. O tema era "Arte da viagem: os livros como passaporte" com o José Eduardo Agualusa, a Maria Filomena Mónica, o Paulo Moura e com moderação da Anabela Mota Ribeiro. Sala composta que se foi tornando mais quente em ambiente e na discussão.
Falou-se nos livros de cada um, nas experiências, algumas histórias curiosas até chegar ao cerne da questão  - as viagens. Partir à descoberta ou partir para o conhecido? Da minha parte, reconheço-me mais com o Agualusa e o Paulo Moura que gostam de conhecer outras culturas e outras linguagens. A Maria Filomena Mónica viaja mas com uma grande preparação e pesquisa bibliográfica. E também para o mundo mais próximo da cultura ocidental. Cada um tem a sua forma de "viajar" e é isso que torna tão agradável ler sobre os mais diversos autores. As opiniões divergiam e tornaram o encontro mais dinâmico.
Gosto sempre da altura que chega às perguntas do público. Aqui voltou a aparecer um senhor (há sempre um assim) que se gosta de se ouvir falar e em jeito de questão fez uma retrospectiva sobre a sua vida e a sua paixão pela tauromaquia, até ser interrompido para dar lugar às verdadeiras perguntas colocadas por outras pessoas.
Consegui fazer um pequeno desenho dos intervenientes (as minhas desculpas ao Paulo Moura pelo desenho dele, mas estava de pé e sem apoio para o caderno) e que me deu um certo gozo em complemento com um tema que adoro ouvir e conversar.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

O fim do carro americano

Há notícias que não são novidade, infelizmente. A falência da General Motors prenuncia o fim da produção do carro americano. Aquele carro que consumia tanto, parecia uma banheira e que já ninguém compra. Os europeus e os japoneses vão vencendo no terreno.
Vi esta imagem num e-mail que me enviaram e achei uma excelente ideia para aproveitar todo o material que vai sobrando. Uma boa utilização para os motores que debitavam tantos cavalos e "bebiam" como camelos. Fica a ideia para os aficcionados do tunning ou dos economistas, para se lembrarem do fim da produção do gigante americano.
Tem a vantagem de fazer de bar. Basta olear de vez em quando para manutenção.