quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

2010 - O Futuro!

Hoje é o último dia do ano de 2009. Amanhã começa uma nova década.
2010 é um número redondo para um ano que promete sempre mais que o anterior. Não terá tantas efemérides como este que acaba. Os acontecimentos mais marcantes na História, são sempre num ano 9. A chegada à Lua em 1969, a queda do Muro de Berlim em 1989, a inauguração do metropolitano de Lisboa em 1959 e a saída da Lua da nossa órbita na série "Espaço 1999".
Assim, 2010 é um ano de que não se espera muito, apenas de continuidade e sem grandes obras públicas. Teremos um Campeonato do Mundo de Futebol na África do Sul e de resto, pouco deverá fazer diferença em relação a este ano.
O ano que iremos estrear já foi título de um livro de ficção científica de Arthur C. Clarke. No seguimento da história passada no futuro de 2001. Neste livro, a aventura continua com as viagens no espaço, para investigar acontecimentos estranhos em Saturno. No filme de 1984, com o mesmo nome, a viagem era até Júpiter, porque era complicado fazer os anéis de Saturno.


Olho para isto e imaginar que 2010 foi o futuro fabuloso de outros tempos. Os escritores das décadas anteriores imaginavam viagens no espaço, tudo vestido de igual como no "Star Treck" e cidades cheias de carros voadores.
Para mim o futuro ainda é o do filme "Blade Runner". Uma confusão de pessoas de várias raças a viver em cidades cada vez mais cheias, trânsito caótico, clima todo descontrolado e montes de tecnologias a acompanhar-nos no quotidiano.
2010 já não será o futuro que todos esperávamos há 20 ou 30 anos, mas continuará progressivamente a desenvolver. O livro seguinte do escritor inglês que viveu o resto da vida no Sri Lanka, chama-se "2061: Odissey Three" e essa é a data para qual aponto o futuro, tal como nos filmes. Pelo menos dá tempo para a humanidade visitar Marte e montar uma cidade na Lua.
Para maior garantia, o último livro, foi escrito em 1997 e chama-se "3001: The Final Odyssey". Há muito tempo para o "Futuro".

Feliz Ano Novo 2010 para todos!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Viajantes - Robin Esrock e Julia Dimon

Tenho assistido a um programa sobre viagens no National Geografic - "WordTravel" - com 2 escritores de viagens, tal como se definem. Robin Esrock, sul-africano de 34 anos e Julia Dimon, canadiana, percorrem em cada episódio, um país e relatam diferentes aspectos desse mesmo país. Por vezes fazem o mesmo percursos, ele procura uma vertente mais aventureira e radical e ela uma mais cultural.
A personalidade de cada um dá o tom de cada reportagem e assisto aos medos, curiosidades e diversões dos dois. O que diferencia este programa das outras centenas que existem sobre viagens, é que eles assumem que apenas procuram assuntos para escrever na sua coluna do jornal. Passamos o episódio todo a vê-los fazer apontamentos nos cadernos e a actualizar os textos no computador, mas a simpatia e o modo fresco como os descrevem, dá vontade de os ler.
Não é fácil encontrar assuntos interessantes para escrever e numa altura que há tantos livros, revistas, viajantes e escritos de viagem, apresentar algo de diferente é muito complicado, especialmente evitar os clichés. Por mim, gosto da simplicidade e da cumplicidade entre eles.
Conheceram-se na localidade de Koycegiz, na Turquia, enquanto viajavam nas suas voltas ao mundo e trocaram impressões sobre as viagens de cada um. Agora têm este projecto de uma produtora canadiana que é visto um pouco por todo o mundo e que lhes permite continuar no que adoram.

A equipa portuguesa Nomad poderia fazer uma série portuguesa com os seus correspondentes nos vários continentes, incluindo o Gonçalo Cadilhe na África do Sul e Namíbia.
Fica a ideia. Patrocínios precisam-se.

Links:
http://www.juliadimon.com/
blogue da Julia: http://www.thetraveljunkie.ca/
 
http://www.nomad.pt/default.htm

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Grande Reportagem de volta!

Ontem em conversa ao almoço, falávamos do Miguel Sousa Tavares e seus comentários n'A Bola. O meu colega dizia-me que ele vai recomeçar na SIC e escrever no jornal i. Achei curioso e fui pesquisar. Como gosto do jornal em questão pelo seu formato, layouts e entrevistas procurei saber de que forma é que o MST irá participar. Mais umas crónicas como no Expresso? A ideia parece, passa por assumir a edição de 4 a 6 páginas no jornal com reportagens de fundo, conforme divulgação. Mais um desafio para um jornal que se procura afirmar pela diferença e uma experiência renovada para o escritor.

Lembrou-me a revista "Grande Reportagem" de que eu gostava, que segundo notícia do Público, também se prepara para regressar em 2010. Uma excelente revista que faz falta no mercado que cada vez mais se especializa.
Aproveito para recomendar um livro e uma revista:
O livro "Grande Reportagem" é da Oficina do Livro e junta uma série de excelentes trabalhos de grandes repórteres.
A revista é a espanhola "Altäir", difícil de encontrar, mas tem grandes reportagens sempre sobre um determinado país a cada 2 meses.
A ver se corre bem o projecto num jornal que tem surpreendido pela positiva e uma revista que renascerá no próximo ano e que espero com bastante expectativa.

O meu agradecimento a este blogue de onde retirei a capa da revista.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Gostei deste livro.

Acabei de ler um livro que me emprestaram. "Os Jardins de Luz" do escritor libanês Amin Maalouf. Gostei do livro, o primeiro que li deste autor.

Baseado na história do profeta, pintor e médico Mani, que viveu no século II da era cristã e trouxe uma nova forma de olhar as religiões da época. Agregou pensamentos de Cristo, Buda e de Zaratustra. Procurou um equilíbrio entre a Luz e as trevas.

O livro condensa grande parte da vida do profeta na sua juventude, na sua ascensão como conselheiro dos Reis do Império Sassânida, actual Iraque e na sua morte. As suas viagens pela Ásia não são descritas, apenas referidas.

Grande capacidade de argumentação e em poucas palavras encontrava o termo certo para convencer o Poder nas suas decisões, contrariando o clero da religião Zoroastra.

Fico com a sensação que ele passou ao lado de uma grande carreira. Arrastou multidões, mas a sua insegurança e abstenção na tomada de posições, revelava grandes fragilidades para convencer os descrentes ou adversários. Os seus escritos desapareceram, os seus pensamentos perderam-se no tempo.

Com a queda do Rei que o protegeu, a sua morte foi logo desejada pelo herdeiro que usurpou o trono do irmão. O clero ganhava espaço e acabava com um problema.

Revi muito nessa história a actualidade do mundo. Ontem via o presidente americano Barack Obama receber o Nobel da Paz e percebo que ele irá ter de optar por seguir uma via "Americana" de ver o mundo. Também ele sabe discursar bem e convencer alguns, mas os que sempre dominaram não descansarão enquanto não encontrarem pontos fracos.

Quero ler mais livros deste autor, especialmente um sobre as Cruzadas vistas pelos árabes. Há muito por aprender na História que se reflete nas atitudes de hoje.
 
Foto: Imperador romano Valeriano submete-se ao Rei Sassânida Sapor I. Tirada daqui.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Um sorriso e uma voz

Fico em casa à pesquisa na Net enquanto o céu lá fora está cinzento e as notícias avisam-nos de mau tempo e alertas amarelos em alguns distritos. Fico a ouvir a entrevista do Carlos Vaz Marques na TSF com uma cantora basca que resolveu arriscar no Fado, cantado em espanhol. Romper tabus, mexer com a tradição e experimentar. Agrada-me a entrevista de Maria Berasarte cuja mãe galega a espicaçou para cantar a música tradicional portuguesa.

Procuro por imagens, entrevistas e reparo naquele sorriso que concilio com a sua maneira de falar, em português com sotaque. Simpatia, amor por Portugal e Espanha e uma paixão pelo Fado por influência dos pais. Acho que irei arriscar na compra do CD de estreia "Todas las horas son viejas" e ouvir esta voz, que me fez companhia numa tarde de vento e chuva.
Se para os espanhóis, nós somos hermanos, porque será que para os portugueses, eles são apenas nossos vizinhos? Gosto destas fusões que vão surgindo, em especial, na cultura. O que vou dizer, muitos portugueses não concordam, mas andamos há muito separados. Não sendo necessário uma união formal, mas apenas deixarmos de estarmos as costas. O passado está lá atrás não podemos andar a arrastar questões de invasões e escaramuças. As pessoas que têm irmãos também andam à porrada quando são miúdos e depois se apoiam e ajudam em adultos.
Quanto a mim, a Maria Berasarte ganhou um fã. A ver se todos nós nos conhecemos melhor e o que podemos contribuir para que isso aconteça. Afinal, as línguas são parecidas e não precisamos de esperar até 2018, para apenas realizar um campeonato do mundo de futebol em conjunto.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Desenhos do Sketchcrawl Barreiro 2

Mais uns desenhos da zona antiga do Barreiro. O Largo que surge era o centro político, administrativo e social do Barreiro até ao início do século XX.
Alguns pingos de chuva caíam e ajudaram a fazer uma aguada no desenho da estátua.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009