quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Falta-nos confiança para fazer coisas bonitas

Assisti um pouco ao jogo de hoje, entre Portugal e Espanha e gostei. Portugal deu 4 à selecção campeã da Europa e do Mundo. O jogo no âmbito de uma campanha para a realização em conjunto, do Mundial 2018/2022, fez-me ver que com uma equipa confiante os resultados aparecem.

A equipa tem algumas alterações, especialmente no líder e foi o suficiente para mostrar o gozo, a paixão que aqueles jogadores têm para jogar em conjunto. No Mundial, a confiança, a desorientação não estava na África do Sul e sofremos para saír de lá com alguma dignidade.


É um pouco essa a visão que temos de passar para o resto. O que este país ainda consegue fazer para se elevar do buraco que nos colocámos, quando tudo parecia fácil. Agora é necessário, procurar os melhores líderes e fazer funcionar a equipa que todos somos. Por enquanto somos um conjunto de pessoas, com ideias diversas, muitas acusações e disparos para todos os lados. Precisamos de estar virados para o mesmo lado e pensar neste país com alguma confiança.

Acabo esta noite cheio de ideiais, que de manhã já se sumiram. Mas alguma coisa fica e acho que temos equipa para continuar a jogar sem a intervenção de equipas estrangeiras. O FMI não é um personal trainer, somos nós que temos que nos pôr em forma.

domingo, 7 de novembro de 2010

Desenhos de todos os dias #3

Uma rapariga no barco dormia com a cabeça tombada e fiz o resto.
O meu interesse estava primeiro no homem encostado, mas a cabeça tapou.
Nestes desenhos diários há observar bem e desenhar bem rápido.
Em 5 minutos o corredor fica cheio de pessoas, prontas a saírem, quando o barco está para encostar ao cais.

sábado, 6 de novembro de 2010

Parar para observar

Andamos todos na discussão sobre o problema do país, da crise, dos políticos... Isso é uma coisa que os portugueses sempre fizeram bem - Discutir. Podemos passar horas a discutir um jogo de futebol ou em reuniões de condomínio, mas as decisões não aparecem. Falamos, falamos, falamos.


Lembrei-me disto por causa de uma crónica da Helena Matos, no jornal Público da passada quinta-feira, dia seguinte à votação do Orçamento de Estado.
A crónica a certa altura referia-se à visita do Presidente da China a Portugal este fim-de-semana, com uma estória sobre 9 portugueses que estavam presos na China em meados do século XVI.
A estória que surge no capítulo 115 do livro Peregrinação do Fernão Mendes Pinto, refere-se a 9 homens que estando presos não se lembraram de melhor que discutirem sobre quem "tinha melhor moradia na casa de el-rei nosso Senhor, se os Madureiras se os Fonsecas". É curioso como ainda mantemos o vício de arranjar discussões sem nexo com os problemas actuais à nossa volta.
Com o Porto x Benfica e o caso "Face Oculta", duvido que este fim-de-semana alguém se lembre da razão da visita do Presidente da China ao nosso país.
É melhor parar para observar e pensar no futuro.