sábado, 12 de novembro de 2011

Voltar ao tempo em que não havia internet

Ontem e na quinta estive a trabalhar sem e-mail e sem internet. Deve ser por causa das obras na rua onde trabalho. Com o acelerar das obras dos esgotos por causa da chuva devem ter desligado algum cabo principal e deixaram a zona sem telefones e o mesmo sucedeu com as ligações da Net.


Resultado foi trabalhar com a informação interna. Há muito que não me sucedia e foi estranho. Uma pessoa adapta-se mas tem de se lembrar que não consegue recorrer de legislação on-line, receber e enviar e-mails e nota-se a falta constantemente.
Hoje em dia não dá mesmo para funcionar sem recorrer da informação global. Já trabalhámos assim e ainda apanhei a época dos faxes para todos os documentos, mas agora é complicado. Quando às vezes penso que um dia toda a informação estará em data-centers mundiais (especialmente nos países nórdicos por causa da refrigeração), quem terá força no futuro não é o país que possuir mais armamento, mas quem tiver a ficha para desligar os servidores.

Ontem quando eram 11h11m do dia 11/11/2011, não sucedeu nada de especial.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Por este rio abaixo...

Começa o frio e a chuva, umas castanhas assadas e umas greves dos transportes públicos. Vamos-nos adaptando aos novos tempos. A agitação das "massas" já não passa por gritos, insultos e manifestações. Acho que cada um de nós pensa que "isto um dia rebenta", mas não se vê fisicamente nada a suceder que mexa com toda a gente. Acaba por ser feito por pequenos grupos e iniciativas sem gaz.


Já hoje lia uma reportagem de um jornalista americano na revista Courrier Internacional, a descrever como foi possível amanssar a juventude americana. Concordo com algumas das análises, de facto uma sociedade de consumo e a televisão amolecem qualquer cabeça. Achei mais contundente a análise sobre os empréstimos para os estudantes pagarem propinas. É uma maneira do pessoal ficar mais sossegado com medo de perder a hipótese de o pagar mais tarde. Assim, o objectivo é acabar o curso rapidamente e depois arranjar trabalho para pagar o empréstimo e aqui acaba por ser uma maneira de logo em novo estar preso a alguma coisa, não ter liberdade de reclamar ou ainda pior ir preso pelas "lutas estudantis". Muito interessante toda a análise (até desliguei a televisão e fiquei a ler o resto) e que nos permite pensar um pouco nas revoluções do século XXI. São diferentes e previsíveis.