terça-feira, 29 de setembro de 2015

(a)Riscar o Património - LxFactory Lisboa


No passado sábado 26, houve encontros de desenho - (a)Riscar o Património/Heritage Sketching - por diversas cidades do país, uma iniciativa da DGPC – Direção-Geral do Património Cultural, com apoio dos Urban Sketchers Portugal, integrada nas Jornadas Europeias do Património, que decorrem todos os anos em todo o país, durante o mês de Setembro.

O tema de 2015 era sobre o Património Industrial e decorreu nas cidades de Viana do Castelo, Porto, Coimbra, Montemor-o-velho, Tomar, Torres Vedras, Lisboa, Castelo Branco, Évora, Porto da Cruz (Madeira) e São Miguel (Açores).




Fui ao encontro de Lisboa no espaço da LXFactory que não conhecia. Fiquei surpreendido pela remodelação de algumas antigas oficinas, a criatividade e a utilização do espaço ao ar livre. O ponto de encontro foi na livraria Ler Devagar e gostei de ver as antigas rotativas e maquinaria da antiga gráfica, um espaço espectacular para apreciar livros e maquinaria antiga.

Alguns dos participantes que fui apanhando numa pausa entre desenhos...





Gostei muito das paredes em tijolo de alguns edifícios, das grandes tubagens no exterior e ao mesmo tempo da mistura entre o antigo e o moderno.

Não fiquei até ao fim, mas pude apreciar outros desenhos numa esplanada onde o grupo tentou convencer o empregado a retirar algum do açúcar das limonadas e ele que estava com receio de alterar a receita na bimby. As receitas não são sagradas, basta retirar o açúcar! Um momento bem engraçado num final de tarde que estava com uma luz linda, criando um ambiente bem criativo e descontraído.


quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Greves, de volta ao trabalho!


Em Setembro recomeçam as aulas. Maior movimento nas estradas, mais jovens a circularem nos transportes públicos. E também voltam as greves. 
As greves são uma boa ponta de lança para os trabalhadores e uma valente pincelada para quem fica prejudicado por elas. A semana passada os trabalhadores da Soflusa, empresa que faz o transporte fluvial entre o Barreiro e Lisboa, fizeram greve às horas de ponta durante dois dias. Reclamam por melhores salários e esta é a forma de eles protestarem. Claro que obrigam aos utentes a puxarem pela imaginação para chegarem a horas ao trabalho ou à universidade em Lisboa.
Por isso nesses 2 dias, fiz 30km diários para ir ao Seixal apanhar o ferry da Transtejo para Lisboa. Obriga-me a circular no trânsito da N10 cheio de camiões TIR e andar a correr para não perder barcos e metro. É uma valente pincelada e ficamos todos com a sensação de não apoiar a luta desses mesmos trabalhadores. Acabam por destabilizar colocando barcos extra a horários comunicados no site 15 ou 20 minutos antes e que obrigam as pessoas a ficarem mais enfurecidas à espera nas estações, ou sentados no chão porque as estações ficam fechadas. A meio do dia não há greve e é quando há menos gente em deslocação. Assim não perdem o dia total de salário e tentam aborrecer ainda mais quem faz um esforço para querer cumprir o horário de trabalho.
Para ajudar, esta semana são mais 3 dias de greve. Se fizerem mais para a semana, não sei como reagirão os utentes. Por causa disso, há sempre um corpo policial a garantir a segurança quando abrem as portas da estação.