sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Alfândega no Terminal Fluvial do Terreiro do Paço


Na terça-feira 24, quando chegava aos torniquetes para validar o passe e apanhar o barco para o Barreiro, dei conta de uma operação do SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras). Foi pedido o cartão do cidadão a todos os passageiros. Uma operação em vários locais junto aos transportes público para deter ilegais ou documentação duvidosa.

O atentado de Paris e a onda de refugiados colocou no pensamento dos países europeus a questão das fronteiras, do receio de não controlar entradas e saídas de estrangeiros, da movimentação de pessoas procuradas e isso assiste-se no dia-a-dia dos aeroportos.
Ainda não tinha apanhado uma operação destas na estação fluvial e de repente senti que morava fora da Europa, na  outra Margem e teria que andar com toda a documentação.

Cresce o receio de ir no metro ao lado de uma pessoa de feição árabe e a desconfiar de todos os turbantes. O irracional nasce do medo. Ao mesmo tempo aceitamos ser mais vigiados e controlados por questões de segurança, tal como já acontece nesta altura em França.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Seixos na parede


Pausa de almoço e uma caminhada até à rua do Passadiço. Na esquina com a travessa das Parreiras, um edifício chamou-me a atenção com a decoração de seixos nas paredes do rés do chão.
Pode ter feito numa época em que estava na moda colocar pedras nas paredes das vivendas, mas esta moda parece não ter pegado muito por esta zona. Deve ser o único com as pedras na parede.
Tive que acelerar o desenho porque estava a ser alvo de dezenas de moscas que não me largavam. Calculo que fosse por ter os caixotes de lixo perto de mim, na esquina de onde desenhava. 

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

De repente o livro acabou...


De repente o livro acabou na página 96. Comecei a ler outro dia o livro "30 dias em Sydney" do escritor australiano Peter Carey e apareceu-me uma página em branco, aliás, várias páginas.
Enviei ontem um e-mail para as Edições ASA do grupo Leya a pedir explicações e se podiam enviar as páginas em falta em pdf. Sei que o livro está esgotado e faz parte de uma coleção de literatura de viagens com mais 4 ou livros. Como tenho a coleção toda em casa, fui logo a seguir ver se acontecia a mesma falha noutros livros. Pelo menos sei que Praga tem as páginas todas e depois verei Paris.

Hoje na travessia do rio, voltei a abrir o livro na página em branco e fiquei a pensar se deveria continuar como se essa folha não fizesse falta. No meio do pensamento desenhei uma rapariga que mais à frente estava satisfeita a ler um livro. Acho que vou colocar o livro de lado e esperar uma resposta da Editora. A questão é que faltam cerca de 15 páginas salteadas e torna-se impossível seguir o rumo da estória.

Acho que vou pegar no livro sobre Paris e conhecer um pouco mais sobre uma cidade que por estes dias anda no pensamento do mundo, infelizmente.

Actualização: No passado dia 26/11/2015, as Edições ASA responderam ao meu e-mail e enviaram-me o livro em pdf para imprimir as páginas em falta. O meu agradecimento à Cristina Carvalho da Leya pela resolução da questão.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Beirute - Paris


Sexta-feira foi uma noite para não esquecer. Na hora dos telejornais, uma torrente de notícias a chegar em todos os canais sobre atentados em Paris. A informação era pouca e as imagens eram de um canal francês, iguais em toda informação de vários países que temos acesso pelo cabo.
Já muito se disse e escreveu, mas retive uma mensagem que vi no facebook sobre um atentado que houve a 9 de janeiro deste ano, no Quénia, em que morreram umas 2000 pessoas e faltou falar nisso em todo o mundo.

É bom ver a união de países, a mostrarem a bandeira francesa em monumentos em todo o mundo, mas esquecemo-nos dos países que convivem com o terror e lhes falta o mesmo apoio. No dia anterior ao atentado de sexta-feira, houve uma dupla explosão em Beirute com a morte de cerca de 40 pessoas.
Parece que vivemos num mundo louco, mas apenas temos acesso a mais informação, inflacionando as loucuras locais e regionais para um nível global, extremando as diferenças entre raças, etnias e religiões.
Acima de tudo há que continuar a promover os valores que julgamos presentes, mas que temos de continuar a lutar por eles - Liberté, Égalité, Fraternité.

Em homenagem ao Líbano e a França.


A conversa do desenho era entre 2 tipos, um deles tinha vindo da Bélgica e falava sobre as estórias por lá. O outro "picava" a perguntar sobre as mulheres. Desenho feito no dia 12/11/2015.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Amadora BD 2015

De volta ao festival de BD da Amadora, na sua 26ª edição. Sempre com surpresas e grandes exposições. Os pequenos adoram ver, desenhar e pintar. Gostei de ver de novo os desenhos do Luís Louro depois há uns anos tê-lo visto quando andava com as aventuras do Corvo. 
Ainda consegui desenhar numa pausa enquanto a minha filha pintava. Comprei 2 livros a preço de feira e um balde de pipocas que já vai sendo tradição.

Desenhos de Luís Louro - 30 anos do Jim Del Monaco.



Desenhos da Joana Afonso...




Exposição 30 anos da Tertúlia BD de Lisboa. Desenhos em toalhas de mesa e mais histórias...


Até 2016...

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Um casal nas escadas


Outro dia entrei no barco e fui directo ao bar beber um café. Ao meu lado uma rapariga e um rapaz que falavam de questões de trabalho. Enquanto esperava que a empregada servisse todas a minis e médias de cerveja que são muito requisitadas ao final do dia, a rapariga ia ficando cada vez mais impaciente com a espera. Quando chegou a minha vez, pedi o café e a rapariga queria uma mini preta. Não havia e ficou com uma média. O rapaz pediu uma cola. 
Bebi o café e como não queria andar à procura de lugar com o barco em andamento, fiquei ao pé das escadas que dão para o piso superior. O casal estava sentado nas ditas.
A rapariga era a mais faladora e de vez em quando olhava para o meu lado para perceber o que eu estaria a fazer com um caderno aberto. Desenhei a senhora à minha frente com o telemóvel e quis fazer os 2 planos e incluír o casal. O desafio seria olhar para eles e desenhar, com a rapariga a topar que estava a observá-los. Felizmente, entusiamou-se com a conversa e deixou de reparar. Acabei o desenho e colori mais tarde. Já há muito que queria fazer um plano das escadas.