quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Um nadinha frustrante


São diversas as situações que passamos na vida que nos deixam um nadinha frustrados. Mesmo que as coisas corram bem, há sempre algo que não ficou como queríamos e isso é um pouco frustrante.
Deve ser um aspecto que é necessário para nos manter um pouco humildes mesmo no sucesso e quase completa satisfação. E há sempre uma pequena coisa que nos deixa frustrados.
Desabafos à parte, há sempre o prazer de desenhar nos transportes públicos. O senhor que "apanhei" no metro acordou e ainda me viu a desenhá-lo. Ficou sem reação. 
No barco, duas raparigas que estavam sentadas atrás do rapaz de capuz viram-me a desenhar e comentavam sobre o desenho do metro. Estavam com um pouco de receio de serem desenhadas, já que estavam no meu campo de visão. Mantive-as no anonimato para seu descanso e acabei por não captar os gestos das duas, que ficariam mesmo bem no caderno. Foi um nadinha frustrante.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Exposição de cartazes do cinema português na SNBA


Aproveitei a hora de almoço para dar um pulo na SociedadeNacional de Belas-Artes para ver a 1ª exposição de cartazes do cinema português. Tenho visto alguns em Mupis na Avenida da Liberdade. Uma iniciativa da Academia Portuguesa de Cinema. Patente também no Hotel Tivoli e na Cinemateca.

Na sala de exposições tive oportunidade de ver cartazes dos diversas décadas. Interessante ver o desenvolvimento no design e a utilização de diferentes técnicas (desenho, colagem ou fotos de cenas dos filmes). Desenhei uma esquina onde tinha cartazes dos anos 90, alguns conhecia dos postais que eram ditribuídos gratuitamente nos cinemas. Foi dificíl desenhar os detalhes dos cartazes e assim optei por alguns em fotografia. Vale a pena ver a exposição. Há possibilidade de ganhar um poster num sorteio.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Amadora BD 2016


Não falhando uma tradição, fui ao Festival Amadora BD. Este ano tinha um sabor diferente porque tinha concorrido para o prémio de BD. O tema era sobre os 50 anos da Ponte 25 de Abril. O tempo foi pouco para criar uma estória em 4 pranchas, mas não desisti do desafio. Deu gozo fazer e quero continuar.
A primeira prancha aqui:

No site bandasdesenhadas.com pode-se ver uma foto com a minha BD exposta no Festival - Aqui.

O Festival manteve a sessão de autógrafos no piso 0 e acho que é mesmo a melhor opção, tendo as bancas de vendas à volta. Gosto do ambiente, do espaço das crianças (ainda desenhei o mais pequeno) e das exposições (o outro desenho que fiz eram 2 raparigas, uma delas lia uns trechos de uma história no telemóvel para a outra).
Gostei muito da exposição do livro "Volta" com todo o processo de criação do livro, desde a troca de e-mails entre argumentista e desenhador, até aos estudos e pranchas finais. Para o ano há mais! 

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Transformação Digital


A poucos dias da Web Summit em Lisboa, os temas das Start Up's e a Transformação Digital circulam em todos os meios. Muita informação e muita dificuldade em perceber o quadro completo.
No passado dia 27 de Outubro fui a uma palestra do software Primavera sobre Transformação Digital, no pequeno auditório do CCB.
À primeira impressão parece que estamos umas horas a ouvir jargão digital, mas por detrás das palavras e das frases há mesmo uma mudança de mentalidade, de perceber como funcionam e vão funcionar as empresas/sociedade. São mudanças que são rápidas e não as sentimos. Quando olhamos para o smartphone, a mudança está lá e nem nos apercebemos de tanto que já mudámos.

A conferência foi agradável, especialmente na palestra do João Tedim, estratega da Microsoft, com exemplos e questões que nos fazem abrir um pouco a cabeça. São questões importantes sobre mudança e o que queremos mudar. Ter ideias não nada fácil e mudar comportamentos de empresas inteiras é quase impossível, mas está em nós o princípio da mudança.

Vi pouca gente a escrever anotações nas folhas que nos deram e muitos passavam o tempo a consultar o FB, os e-mails ou notícias. Se não interiorizamos bem as palavras, tudo nos parece chato e sem grandes novidades. Apercebi-me que se calhar o mais difícil não é mudar de gadgets, mas pensar de forma diferente e atenta à realidade.

Os desenhos dos oradores ajudaram-me na concentração e também na planificação dos temas e suas interligações. O desenho está presente em toda a nossa vida.