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segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Lisboa que vai mudando XII


Quase um ano depois, volto a desenhar os números 16C e D da Rua de Santa Marta.
No espaço em que esteve uma frutaria agora é a pizzeria Misura. A loja de estética ao lado fechou e ainda não há sinais de novo negócio.
Já fui experimentar umas fatias de pizza. A casa ficou totalmente diferente do que era. As pessoas que nos atendem são muito simpáticas. As mesas são de pé alto e o forno fica ao fundo. A montra para a rua faz muita gente virar a cabeça e olhar para as iguarias italianas.
Remodelação é um projecto de aquitectura da Darq2.

Em baixo, o desenho feito em 2017.


sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Lisboa que vai mudando XI


Novidades na rua onde trabalho. Na antiga sapataria Caciano abriu uma "Luggage Storage" destinada a guardar as malas dos turistas em cacifos e também comprar uma pequena lembrança. A renda da loja é alta e não sei se o negócio dá para pagar as despesas, mas enquanto houver turistas, há lucros.
No número 128 da rua de São José, onde havia sido uma loja de antiquidades e uns tempos antes um cabeleireiro, o espaço foi renovado e agora é um espaço para aluguer de bicicletas e scooters vintage. Ficou bem bonito e as motos são lindas. Apetece alugar uma. 

Abaixo coloco o desenho feito em Janeiro quando a sapataria estava em liquidação e o senhor Caciano já tinha ido para um Lar.


segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Lisboa que vai mudando X


Perto de onde trabalho, entre a Rua de S. Marta e a Rua Rodrigues Sampaio está a crescer um edifício que deverá estar pronto nos próximos meses. Trabalho aqui há 10 anos e habituei-me a ver este espaço vazio, de um edifício antigo de 3 andares. Esse espaço era utilizado como estacionamento não oficial. Em 2011, o artista espanhol Aryz pintou um dos mais alto murais de Lisboa na parede do prédio ao lado, nesta esquina. Um belo desenho que fascina quem passa e pôe muitos turistas a tirar fotos. Este ano começaram as obras para a contrução de um edifício de igual altura e que irá cobrir esta obra. Para memória futura, aqui fica um registo antes que desapareça atrás de um outro hotel. Em frente, o edifício do antigo Montepio está a ser finalizado como Hotel.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Lisboa que vai mudando IX



De regresso à Rua de São José, num dia de muita chuva, protejo-me na entrada de uma garagem e aproveito para desenhar o edifício onde fica a sapataria Caciano. O número 132 apresenta uma montra com um amontoado de sapatos e a loja também está cheia de caixas. Quando vim trabalhar para esta rua em 2008, o Sr. Caciano estava sempre à porta a ver passar as pessoas. Nos últimos tempos e já com 90 anos, permanecia sentado à entrada. Depois deixei de o ver. Disseram-me que tinha ido para um Lar e que algum familiar estava a tentar vender parte da mercadoria com desconto. Não me lembro de ver algum cliente na loja, mas é uma casa com um formato obsoleto e o amontoado de caixas não ajuda. Tudo comprado pelo dono, num ano em que o iva iria subir e assim conseguir um valor mais baixo!
Neste dia, a roupa estendida estava toda encharcada com a chuva e não se via mais ninguém no edificío. Ao lado da sapataria, um antiquário que já havia desenhado.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Lisboa que vai mudando VIII


Subo à Rua de Santa Marta, onde me disseram que há uma frutaria que irá fechar no final de Dezembro. O edifício é bem bonito, faço uns traços e ainda durante a pausa de almoço vou falar com o dono. O Sr. Almeida diz-me que está ali desde 1980 e que esperou quase 2 anos para vender a sua loja. Está satisfeito pelo negócio. A loja é espaçosa e já conta metade das prateleiras vazias - vai ser uma pizzaria. Ao lado mantém-se um centro de estética.
Todos me dizem que o negócio das mercearias é muito complicado no centro da cidade, a faturação não chega para pagar as rendas actuais e as pessoas preferem as grandes superfícies. 
Para quem ficar a viver no centro, terá de se deslocar aos arredores de Lisboa para fazer as compras? Só me estou a lembrar de um Pingo Doce na rua 1º de Dezembro ao lado do Rossio.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Lisboa que vai mudando VI


Na Rua de São José volto a subir e fico a desenhar o n.º 118 - um antiquário. Pela hora de almoço, apanho sempre a loja fechada, mas gosto de ver o mix de artigos na montra. 

Comecei o desenho no dia anterior e neste dia, na varanda do 1º andar, uma senhora estendia a roupa. Chamou o marido e quando cruzei o olhar com ele, sem dizermos nada, mostrei-lhe o desenho que fazia. Ele pergunta-me para quem era o desenho. Disse que era para mim e mostrei-lhe outro da mesma rua. Não sei se à distância ele conseguia ver algo, mas explicou à mulher a minha resposta. Foi para dentro e a mulher continuou a estender a roupa. Tive pena de não ter desenhado a cara do senhor a espreitar no meio da roupa. No andar de cima a roupa já secava ao sol.

Lisboa que vai mudando VII


Chego aos números 134-136 da Rua de São José. Há uns anos tomava aqui café de manhã no restaurante da Susana - "Solar de S. José". Depois foi vendido e os novos donos não conseguiram pegar bem no negócio. 
Foi de novo vendido e comprado por 3 jovens sócios que investiram num restaurante elegante, diferente e com comida criativa - "Sr. Lisboa". Já almocei lá e a experiência vale a pena, pela decoração e pelas mesas que são fogões. Até os wc estão bem giros. Não estou a tentar vender a ideia, mas é um caso que acho, encaixou bem na rua e no bairro. 
O prédio parece que ficou à espreita no meu caderno.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Lisboa que vai mudando V


Na minha descida pela Rua de São José, avanço umas casas e desenho o número 100. Queria conhecer a dona da mercearia "Festival dos sabores do Lima", que foi uma das lojas referenciadas num artigo do jornal O Corvo, sobre esta rua de Lisboa. 
Havia desenhado o edifício uns dias antes e hoje passei por lá a mostrar o resultado. Ela adorou e pediu-me logo uma cópia do desenho. Quando me havia visto a desenhar na rua, pensava que eu era um funcionário da Câmara.
A conversa foi agradável e contou-me de mais uma frutaria, mais acima, que vai fechar nos próximos tempos. Já trabalha ali desde os 11 anos e conheceu muitos dos que deixaram os seus negócios. Por enquanto vai resistindo.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Lisboa que vai mudando IV


Continuando a descer a Rua de São José, chego aos números 138-140. Um edificío que tem a bonita leitaria "A Minhota", referenciada nas Lojas com História. O azulejo exterior é lindíssimo. Existe desde 1927.
A casa está um pouco desleixada, sem a preocupação de melhorar as montras. Não costumo ir lá beber café, sendo mais um ponto de encontro das pessoas mais velhas do bairro.
Faz esquina com a rua do Carrião e local de passagem de muitas pessoas, turistas e quem trabalha por aqui. O prédio ainda é habitado.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Lisboa que vai mudando III


Continuando a descer a Rua de São José, desenho os números 144 e 146. Prédio devoluto e degradado.
O número 144 era um antiquário que ainda cheguei a ver aberto com descontos de 50% com vista ao encerramento. Fechou há uns 3 anos.
Este edifício também foi adquirido pelo mesmo investidor para um possível hotel ou apartamentos.
Não consegui perceber o logotipo e o nome que está por cima da porta da loja.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Lisboa que vai mudando II


Ainda na Rua de São José, nos números 148 e 150, funcionou uma loja de instrumentos musicais. Fechou há uns 3-4 anos. A loja que chegou a ter cerca de 40 funcionários antes do 25 de Abril, tinha o R/C e o 1º andar. 
Quando vim trabalhar para esta rua, a actividade estava já muito reduzida. O Sr. Vítor ainda reparava alguns instrumentos. Via-o de manhã no café, sempre muito simpático e na conversa com outros logistas da zona. O café também já não existe.
No número 152, o portão de ferro é do armazém da mercearia do Sr. José. Os edifícios foram vendidos e daqui a uns meses tudo será diferente. 

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Lisboa que vai mudando I

Depois de algum tempo sem postar nada no blogue, volto com um tema que observo diáriamente - a gentrificação dos velhos bairros de Lisboa. Assunto polémico mas que afecta muitas pessoas, pequenos negócios e a vida social. 

No festival de Óbidos "Latitudes" tive oportunidade de conversar com dois sketchers catalães, a Maru Godas e o Lluïsot. Um dos assuntos foi sobre o problema de Barcelona e a constante mutação dos bairros típicos. Eles juntam-se para desenhar as lojas que existem antes do seu desaparecimento e é isso que espero conseguir fazer também em Lisboa, no bairro onde trabalho.


No início de Setembro, na mercearia do Sr. Zé fiquei a saber que, ele e a mulher terão de saír do prédio até ao final do ano. Na rua onde trabalho, um investidor comprou uma série de edificíos para converter em hotéis e apartamentos. Nesta rua, paralela à Avenida da Liberdade, tenho assistido a grandes mudanças. Os turistas sobem e descem, há muitos hostels, restaurantes mais gourmet e as velhas lojas vão acabando.
Nesta mercearia, cujos donos estão ali há mais de 40 anos, compro a fruta para comer a meio da manhã. É com tristeza que os donos falam que terão de se mudar. Vão tentar manter-se no bairro, pois os seus clientes são todos dali. Não vejo mal na recuperação dos edifícios, mas não transformem tudo em hoteis.

A D. São que se encontrava à varanda pensava que eu era um funcionário da CML, de caderno na mão. Gostaram muito do desenho que fiz.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Jardineiros na Avenida da Liberdade



Hora de almoço, um passeio pela Avenida da Liberdade. Vi 2 jardineiros a plantarem flores nos canteiros. Fiquei a desenhar e no fim mostrei-lhes o desenho. Fiquei a falar com o chefe de equipa que está a dar formação aos mais novos. Explicou-me como se alinham as flores conforme o formato do canteiro e do problema do bicho da palmeira. As flores (cyclamen persicum) devem aguentar até Maio. São vermelhas e ajustam-se bem às cores desta Quadra. 
Um Bom Natal para todos! E desenhos na consoada.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Número 32


Dia quente, hora de almoço. Aproveito a sombra de uma árvore e encostado a um muro registo o 2º andar de um edifício devoluto, o número 32 da Rua Cardal de São José em Lisboa. Janelas abertas, pombos que entram e aproveitam os beirais para descansar. A rua é tão estreita que à passagem de alguma viatura sou obrigado a ir até à esquina e esperar que ela passe. E enquanto desenhava passaram três. O colorido foi feito em casa, de memória.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

A pausa do guerreiro


Na hora de almoço percorro algumas ruas perto do trabalho, aproveito o silêncio e as sombras das ruas estreitas e inclinadas deste bairro.
Já havia visto as obras a decorrer na rua do Carrião e as manobras do tractor para subir a rua e conseguir descarregar num camião que corta a rua do Passadiço. As manobras são incríveis e aliando a inclinação da rua, há que não derrubar pilaretes ou janelas. 
Neste dia, não estava ninguém e aproveitei para desenhar sem parecer fiscal das obras aos homens da obra. Desenhei este veículo que se farta de trabalhar e que na altura descansava. Uma cadeira velha permanecia ao lado estranhamente, mas fazia companhia ao guerreiro.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Feira do Livro 2016 - Edições Tinta da China


Feira do Livro à hora de almoço. Experimentei um Hamburguer "TrinkaTuga" numa das caravanas que compõem a oferta gourmet no parque Eduardo VII em Lisboa. Acompanhado com uma imperial, o dia estava excelente para o passeio.
Com tempo que tinha visitei apenas o sector "laranja" da Feira, onde estive numa das editoras de que gosto, a Tinta da China. Percebi que estavam em arrumações nos bastidores e logo ali pedi autorização para desenhar a "desarrumação" normal, com caixotes, colunas de livros e até o aspirador. O cenário é muito diferente de quem vê de "fora", mas foi isso que me atraíu. Ainda deu para aguarelar o desenho e mostrei à equipa da Editora.
Agradecimentos à Rute, à Joana e à Madalena, da parte da Tinta da China.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

3 minutos para desenhar


Frustrado por não ter apanhado o metro por segundos, olhei para o quadro e vi que tinha 3 minutos e meio de espera pelo próximo. Sentei-me, consultei os e-mails no telemóvel e reparei que estava já um tipo de fato e gravata sozinho em cima da faixa de segurança amarela. De pasta na mão, olhava para a esquerda e para a direita. As pessoas vinham chegando ao cais e ele olhava. E admirava.
Isto dos dias mais quentes, põe os homens a serem menos discretos e serem apanhados a olharem para as mulheres. Puxei do caderno e percebi que tinha 3 minutos para colocar o tipo e o cenário em volta, em dupla página. Os minutos passaram a correr e logo tinha a carruagem do metro à minha frente. Aguarelei em casa.
Gostei da postura do tipo, levemente inclinada para a frente e com uns sapatos bem compridos. Vou testando a minha rapidez no desenho com os "cronómetros" do Metropolitano de Lisboa.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Um sofá à esquina


Mais um momento depois de almoço e passeio pelas ruas perto de onde trabalho. Na esquina da Rua do Carrião e a Rua do Cardal de São José vi um amontoado de sacos do lixo, caixotes e um sofá. Sem almofada no assento e 2 placas de contraplacado como que a presidirem no trono.
Ao segundo olhar pensei em pegar no caderno e desenhar. Escolhi o ponto de vista e comecei sem saber o que iria ficar em toda folha. Ainda entrou uma janela aberta com o cortinado esvoaçante. Um cenário que afasta todos excepto as moscas, mas que me chamou a atenção e nesse dia ficou no caderno. São registos que ficam apenas no papel, tudo foi limpo no dia seguinte.

quarta-feira, 30 de março de 2016

Esquina destruída


Na véspera da Sexta-feira Santa, fui aproveitar o sol na pausa de almoço. Dei com esta esquina destruída entre a Travessa de Santa Marta e a Rua do Passadiço, em Lisboa.
Trata-se de uma esquina onde muitas viaturas passam para o Instituto Oftalmológico Dr. Gama Pinto e daí as paredes estarem todas riscadas e de várias cores das portas dos carros.
Enquanto estive a desenhar desviei-me várias vezes para os táxis fazerem a curva. Mas não imagino que viatura possa ter dado cabo do corrimão da varanda do edifício. Um camião não teria margem para fazer a curva e as carrinhas não são tão altas. Mistério.
Viam-se bem os tijolos e as vigas da estrutura. Uma cicatriz aberta para deixar quem passa a imaginar o resto.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Escondidinho em Lisboa II


Mais um recanto de Lisboa. De tal maneiro escondido que nem o sol aquece aquelas paredes e a humidade deixa as suas marcas por todo o lado. O tapume do pátio que dá para a Calçada de Santo António está a descascar todo o revestimento verde e deixa ver o metal que assim fica desprotegido pelo clima mais severo.
Um pequeno arbusto espreita pela janela e lá em cima um anexo surge meio envergonhado por detrás da chaminé.
Neste dia cinzento e de frio, aguentei melhor a temperatura e encostado a um muro, pude fazer o desenho mais confortável. Algumas pessoas passaram por mim espreitando para ver o "funcionário da Câmara" a tomar notas.

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