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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Último andar na Rua do Carrião


Uma pausa depois de almoçar deu para admirar o conjunto dos vasos com plantas e os andaimes no n.º 3 da Rua do Carrião, em Lisboa. Optei por desenhar o último andar e durante uns 20m fiquei de pescoço esticado para quem passava. 
Logo no começo, uma senhora saíu deste edíficio ao telemóvel. Viu-me e achou estranho. Foi descendo a rua a conversar e olhar para trás. Não sabia o que fazer para dar confiança de que não era algum fiscal, mas apenas desenhava. No fim ainda vi os operários a descerem dos andaimes, mas esses nem me ligaram.
Colori o desenho mais tarde.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Pausa de almoço sem chuva


Hoje à hora de almoço aproveitei para subir de novo a colina de Santana e na Rua da Esperança do Cardal apanhei esta imagem. Minutos antes, uma rapariga tinha estado a fumar nesta varanda e também a apreciar uma paisagem que para ela é diária.
De volta ao escritório, colori com canetas flurescentes, como tenho visto nos trabalhos do Richard Câmara.
Amanhã veremos como está o tempo. Se chover muito, estas ruelas da colina vão parecer rios com a àgua a chegar com força à Avenida da Liberdade e à Baixa. Atento aos avisos.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Encontro Urban Sketchers (A) Riscar o Património


Apesar de alguma chuva foi uma boa participação e tínhamos sempre a hipótese de nos abrigarmos nas Igrejas. Gostei muito desta iniciativa em simultâneo por diversas cidades. Ainda hoje estive a ver a reportagem de Ponta Delgada e é fascinante ver tanta participação. É fabuloso ver como o desenho reúne cada vez mais pessoas.

Fui logo directamente ao Largo da Misericórdia e captei a Igreja de S. Roque. A exposição lá dentro é também fascinante sobre a história da Misericórdia.


Descemos ao Rossio para ir ao Largo de S. Domingos e já não passei pelos Restauradores para ver os resultados do Encontro. Apanhei um pouco do ambiente multi-étnico do Largo e desenhei um pedaço da bela e surrealista Igreja de S. Domingos, em plena missa. Cada vez melhores estes encontros!



(A)Riscar o Património/Heritage Sketching é uma iniciativa da DGPC – Direcção-Geral do Património Cultural, com apoio dos Urban Sketchers Portugal, integrada nas Jornadas Europeias do Património, a decorrer em todo o país, nos dias 26, 27 e 28 de Setembro de 2014.

O resultado desta iniciativa pode ser vista neste  blog.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Um Pátio na Rua do Carrião


Mais um desenho feito na rua do Carrião em Lisboa. Um edifício que se encontra em recuperação e uma porta aberta para um pátio cor-de-rosa. Desenhei a porta ao fundo do pátio e saíu-me mal o fecho do arco ogival. Estava mesmo com curiosidade para ver a casa em obras da qual só via um arco lindíssimo em pedra, através de uma janela de grades. Há decorações maravilhosas que aproveitam muito bem os materiais mais antigos e ficam umas pérolas escondidas nas ruelas desta cidade. Colori mais tarde de memória.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Arqueologia na Baixa de Lisboa IV


Recomeçaram as escavações no antigo convento Corpus Christi, na Baixa de Lisboa. Numa antiga loja de electricidade tenho acompanhado o trabalho de uma equipa de arqueólogos da empresa Empatia.
Há muita terra a ser retirada e começam-se a ver as fundações dos edifícios antigos, algumas ossadas e um cruzar de várias épocas que só os técnicos conseguem entender.
Pergunto se os muros ficam ou são retirados. Tem a ver com a relevância dos achados e da entidade que regula estas investigações em Portugal. 

Fiquei a saber que há actividades sobre arqueologia para os mais pequenos e que procuram sensibilizar as crianças e os pais para a importância destes trabalhos que para muita gente é apenas uma perda de tempo nas obras, mas que se trata do nosso passado.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Arqueologia na Baixa de Lisboa III


A equipa de Arqueologia está de volta à rua dos douradores em Lisboa. Continuam as escavações no antigo convento Corpus Christi e mais ainda estará para surgir.
Este desenho revela as sapatas do edifício depois de retirado o pavimento de cimento da antiga loja de electricidade. Na loja do lado ainda retiram montes de ossadas de antigas valas resultantes do grande terramoto de 1755. Vou continuar a acompanhar as escavações.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Rua do Carrião, 14


Pausa do almoço. Um desenho pela hora do calor com 2 gatos a fazerem inveja a uma bela sesta. Mantiveram-se quietos durante o tempo todo que estive a desenhar. Nem mesmo quando chegou um cão a arranhar a porta e alguém lá dentro abrir e deixá-lo entrar. A porta ficou aberta, talvez para circular o ar.
Atrás de mim abriu também uma porta, um jovem casal ia a saír do prédio e ia-me deixar a porta encostada. Disse-lhes para a fechar que apenas desenhava o cenário da frente. Os gatos ficaram a dormir e a pausa acabou.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Rua Metade, 29


Pela hora de almoço aproveitei para passear um pouco pelas ruas estreitas e mais frescas da Colina de Sant'Anna em Lisboa. Parei na rua Metade onde dei com esta porta bem velha. Comecei a desenhar e logo uma senhora do 2º andar me perguntou se precisava de ajuda. Disse-lhe o que estava a fazer e ficou na varanda a ver. Quando comecei a aguarelar, reparei que o marido já a acompanhava na varanda.
Quando acabei mostrei-lhes e perguntaram-me se não queria ver por dentro. A hora de almoço estava a terminar e já não tinha tempo. Perguntei quanto tempo tinha o prédio, calculam que mais de 100 anos, mas que o casal vivia ali há 45 anos. Agradeci mais uma vez e voltei ao ar condicionado do escritório.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Este ano concorri nas sardinhas de Lisboa


E saíram os resultados do concurso das sardinhas de Lisboa 2014. Gostei muito de algumas e outras deixam-me na dúvida, mas tem a ver com o gosto de cada um.
Fiquei surpreendido com os números do concurso - cerca de 8000 sardinhas entregues, de umas 5000 pessoas e de vários países.


Este ano resolvi participar e gostei muito desde o nascimento da ideia, dos vários desenhos que foram nascendo até chegar ao desenho final. Não esperava que desse tanto trabalho, mas quis apresentar uma com as técnicas tradicionais de grafite, marcador e aguarelas. Fico sempre na dúvida quando vejo trabalhos em formato digital quase perfeitos entre os vencedores, mas penso que o mais importante é a ideia ou a história por detrás do desenho. E esta nasceu-me de andar pelas ruas de Lisboa.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Também quero ser turista


Turistas. Lisboa está cheia de turistas. Quando saio do escritório, passo por eles de calções e t-shirt e eu ainda de casaco e sapatos. São assediados nas ruas pelos empregados de restaurantes para uma refeição. Percebem logo qual a nacionalidade de cada grupo e a eles se dirigem na sua língua. Outro dia vi um deles a falar em japonês para um casal. Incrível como adquirem as frases específicas em várias línguas.

Outro aspecto que não me habituo é ver turistas a jantarem às 17h30, seja peixe grelhado, macarrão ou polvo cozido. São hábitos bem diferentes dos nossos, quando ainda levo ainda o lanche no estômago.
Dão sobretudo um colorido às ruas, nas roupas, na linguagem e na côr de pele camarão de alguns deles. Imagino sempre a figura que faço quando visito outros países e acabo por comer nos pontos mais turísticos. E penso nas refeições típicas do país, quando vejo as nossas típicas que são servidas cá. É igual em todo o lado.
Quando os vejo, apetece estar no lugar deles e sentir-me turista também.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Semana Pascal


Na semana que antecede a Páscoa, em Lisboa não surgem os tradicionais panos rôxos tal como costumo ver no norte do país. Este ano, a festevidade fica um pouco abafada entre os 40 anos do 25 de Abril e uma possível grande vitória do Benfica no domingo e que lhe dará o campeonato. Se a segunda hipótese acontecer, ficará mesmo o domingo de páscoa restringido às Igrejas, pois aí os panos pendurados serão de outra côr.
Uma tradição desta altura e que continua a ser cumprida é a vinda dos nossos vizinhos espanhóis. Começo a ouvir mais o espanhol nas ruas em vez do inglês ou do francês. É bom para nós e para eles que assim saboreiam boa gastronomia e a nossa cultura. Gosto cada vez mais da mistura de culturas que circula por Lisboa praticamente todo o ano, mas nesta altura é uma delícia caminhar como se estivesse também de férias e noutro país. Só falta a máquina fotográfica e os calções. De resto, também tenho as minhas pausas como "turista" e desenho alguns recantos desta cidade, tal como fiz este numa pausa de almoço.
No domingo, veremos qual a festa que predomina, mas sempre tudo em família, que esse é o espírito da época.

terça-feira, 25 de março de 2014

Os rapazes da revolução


Ao final da tarde passei pelo torreão poente do Terreiro do Paço, onde decorria a apresentação de um novo livro com o título "Os rapazes dos tanques" do jornalista Adelino Gomes e do fotógrafo Alfredo Cunha.Vi a entrevista deles no Público onde diziam que no 25 de Abril tinham 29 e 20 anos respectivamente. Neste livro quiseram ir atrás dos jovens militares de 20 anos que estiveram presentes naquele dia em plena acção.
Interessante ver os autores que eram jovens jornalistas na altura e que assistiram a estes jovens militares enfrentarem a pressão e a responsabilidade naqueles tanques militares. Um dos taques estava junto ao torreão como cenário e chamariz para quem quisesse espreitar.
Quando cheguei assisti a um desses "jovens", o antigo cabo Alves Costa a dar uma entrevista à equipa da RTP. Este antigo cabo nunca mais tinha voltado a Lisboa desde esse dia de 1974 e foi um mistério para o descobrir. O papel dele foi muito relevante no frente-a-frente entre as forças revolucionárias e as forças leais ao governo nessa manhã. Achei muito interessante a entrevista dele ao Público. Um "rapaz" inocente que ficou de frente para uma situação terrível e decidiu bem. 

sábado, 15 de março de 2014

Cerimónia na Sé de Lisboa


Esta sexta-feira, por curiosidade fiz um desvio matinal e passei pela Sé de Lisboa. Sabia que o dia estava marcado pela cerimónia de homenagem ao antigo Cardeal António Policarpo. Todo o cenário estava a ser preparado com carros de exteriores das televisões, desvio do trânsito, esperando uma grande afluência de pessoas na última despedida.
As portas abriam às 08h30. Eram 08h35 quando fiz este desenho. Fiquei ao pé de uma família de turistas estrangeiros que observavam o aparato. O desenho foi muito rápido e chamou-me mais a atenção do estandarte que encimava a entrada da Sé.
Ainda pude observar a saída de um padre cristão ortodoxo, que não passou sem apanhar com as entrevistas e câmeras de televisão. Havia ainda pouca gente e há que aproveitar quem passa para conseguir alguns minutos de noticiário.
Ainda tive oportunidade de passar lá pelas 18h30, quando saíam as pessoas da cerimónia. Representantes das forças militares, da política, das Igrejas e pessoas comuns desciam calmamente pela rua. Não desenhei mais, fiquei a observar o ambiente que sai fora da rotina habitual desta cidade.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Arqueologia na Baixa de Lisboa II


Outro dia tive um pouco mais de tempo no caminho para o trabalho e consegui desenhar rapidamente o cenário de uma escavação no antigo convento Corpus Christi, na Baixa de Lisboa.
Impressiona ver duas caveiras à espreita no chão de terra, com uma delas mesmo de frente para mim. Muitas ossadas misturadas que ficaram em entulho da época do Terramoto de 1755 e de toda a destruição causada.

Antes todos eram enterrados nas igrejas, prática que só foi alterada no século XIX com a obrigação de criar cemitérios ao lado das igrejas como medida de higiene. Grande polémica na altura com os familiares a quererem manter a tradição dos enterros nas igrejas.

Por vezes encontro a equipa que lidera a escavação e aprendo algumas coisas numa troca de impressões. Quando lhes perguntei se não lhes faz impressão mexer em ossadas, respondem que é mais difiícil quando encontram objectos pessoais como roupa ou sapatos. Mas mantendo a concentração científica no trabalho, a pesquisa sobre como viviam os nossos antepassados continua. E vou passando diariamente a acompanhar os trabalhos.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Polémica na Baixa de Lisboa


Li uma notícia no Público sobre o risco de fecho da casa "ginginha sem rival" nas Portas de Santo Antão em Lisboa. Passo por esse local todos os dias e vejo sempre com muitos turistas. É mais um caso para acrescentar à polémica sobre o futuro de Lisboa. Tem havido muita construção de hoteis de luxo na Baixa, com o despejo de lojas antigas desses edifícios. Se por um lado vejo que essas obras reabilitam edifícios que estavam muito degradados, por outro lado desaparecem algumas lojas tradicionais que não existem em mais lado nenhum. E muitas vão sendo substituídas por lojas de "souvenirs" baratos que não ficam nada bonitas.
Espero que estejam a fazer contas ao número de hoteis que surgem e o que os turistas irão ver da cidade. Se a Baixa ficar toda bonita e cheia de hoteis, o que haverá para ver sem ser as lojas que existem em todos os países. Os turistas vêm ver o que é diferente, os cafés e restaurantes com comida portuguesa, as retrosarias, as lojas de vinhos e conservas (são lindas!) e a vida quotidiana dos lisboetas.
Na minha opinião, as ruas deveriam ser pensadas em todas as vertentes. Os hoteis são necessários, mas também as lojas que são parte da cultura. Há também lojas completamente obsoletas e que se arrastam.

Corremos o risco de ver ruas tão caras e de luxo que não há onde almoçar fora ou comprar produtos de mercearia. Quem morar no centro terá de saír para os arredores para ir às compras?
Outro aspecto que não anda longe desta polémica é o tipo de pavimento a usar na cidade. A calçada tradicional é linda, mas estando degradada é um risco para uma queda e há muitos casos. Já vi como ficou a rua da Vitória com um pavimento de pedra grande que ficou mesmo liso e excelente para quem anda de sapatos altos. Promete aumentar a discussão.

Vivemos numa época em que felizmente Lisboa está nos roteiros e melhores destinos internacionais. Vamos acarinhar isso e pensar com cabeça sobre o futuro da cidade. Temos que nos virar para o turismo cultural e gastronómico, porque infelizmente o turismo de sol e praia cada vez vai ser mais complicado com as praias a ficarem sem areia.

Desenho: Um dos sinos da Igreja de São Nicolau, na esquina da rua dos Douradores com a rua da Vitória, em Lisboa.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Missa num final de tarde


Na passada sexta saí do trabalho e vinha a descer a Rua dos Fanqueiros, quando vi a porta aberta da Igreja da Madalena. Fui até lá espreitar e havia missa. Entrei e reparei que o padre discursava perante uma audiência de 3 pessoas. Estive a observar o tecto, as imagens e um senhor convidou-me a sentar. Agradeci, mas continuei de pé e aproveitei para desenhar um pouco. Estive uns 10m a passar o ambiente para o papel sempre com o olhar de um dos presentes. Duas senhoras no banco da frente e um senhor cá mais atrás era a assistência possível a uma sexta-feira pelas 18h30.
Deve haver alguma dificuldade na Igreja em cativar mais assistência. Da minha parte gosto da calma que me permite limpar a cabeça de ideias, sem o ruído da rua. 
Difícil é desenhar sem levantar suspeitas de estar a fazer algum inventário para algum roubo. Procuro ser discreto, não desrespeitar o lugar e dar confiança a quem tenta proteger estes espaços. Saí debaixo de chuva e com este momento guardado no diário-gráfico.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Deixaremos de saber escrever à mão?


Ontem estive a ler mais um post do blog "Horas Extraordinárias" sobre o facto de estarmos a deixar de escrever à mão e teclarmos muito mais para comunicar. Quando em conversa perguntamos a alguém há quanto tempo não escreve com papel e caneta, normalmente faz um esforço para recordar. 
Já não escrevemos em agendas, nos blocos de notas ou no trabalho. Tudo é por e-mail ou word, ainda por cima com corrector ortográfico. 
Há quem afirme que melhora a compreensão das palavras e da memória, quando se escreve à mão. Concordo, mas há sempre desvantagens quando temos de ler a mensagem de alguém que tem uma letra horrível ou como dantes para saber o nome dos medicamentos nas receitas dos médicos.
Eu ainda escrevo à mão apontamentos no trabalho e mesmo nos desenhos, mas faço-o com a LETRA DE FORMA. Escrevo muito pouco com a  letra de escola ou cursiva, tal como se aprende na caligrafia. Não sei como se faz nas escolas actualmente, mas se até eu deixei de o fazer, calculo que serão poucos a aprender quando há tanta tecnologia.
A grande vantagem da letra de forma é que se consegue ler por todos, fica mais atraente para quem tem má caligrafia e parece sempre como chamada de atenção. Poderá estar em extinção a escrita cursiva. Até nós temos dificuldade em ler o que escrevemos nos nossos cadernos de escola, mais tarde deixaremos de identificar aquelas maiúsculas bonitas e mesmo conseguir ler cartas antigas.

Quando estava a fazer este desenho, uma senhora de robe veio ter comigo a perguntar se era desta vez que iriam arranjar melhor as bases de cimento que impedem o estacionamento e que eu até as desenhei. Disse-lhe que só estava a desenhar que não era da Câmara de Lisboa. Seguiu continuando a queixar-se baixinho.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Juntos faremos um bom 2014!



O Natal passou com as crianças e os adultos com dores de cabeça pelas prendas e a quantidade certa de filhozes e sonhos a comprar. Foi um Natal de chuva a ver os filmes de animação na televisão, a comer e a conversar. Preciso de fazer exercício.

Agora vem a passagem de ano com os programas habituais na televisão, as reportagens nos casinos e colectividades e depois as notícias com os aumentos dos bens essenciais e impostos. 

É preciso é filtrar as notícias, viver a vida, festejar com a família, procurar ajudar alguém nem que seja um acto mais simples.

Uns dias antes do Natal ia a caminhar pela Rua do Ouro, na baixa lisboeta e vi um Ford Fiesta com alguns anos, parado com os 4 piscas ligados. Um rapariga ia sozinha ao volante e não vi ninguém a ajudar. Parei ao lado do carro e perguntei-lhe se precisava de ajuda. Aprontei-me para empurrar o carro, ela ainda me perguntou como fazia para arrancar. Expliquei-lhe como deveria fazer. Comecei a empurrar, logo outro senhor ajudou e perguntou-me se se tratava de falta de gasolina. Também não sabia, mas o carro lá começou a andar. Agradeceu-me já ia longe. Senti-me bem comigo mesmo e continuei até ao Terreiro do Paço. Ainda passei pela Câmara Municipal que tinha uma exposição sobre Raúl Rêgo, finalizando com o começo do espectáculo de luzes sobre o Circo na grande Praça de Lisboa.


Bom Ano 2014 para todos!

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Andar quando há greve.


Hoje que tinha uma formação de manhã e precisava do Metro, houve greve até às 10 horas da manhã. Pus-me a andar e fiz as avenidas todas até ao Campo Pequeno vindo do Terreiro do Paço. 1 hora a andar que se fez muito bem. 
Sei que as greves são sempre motivo para desagrado de uns e apoio de outros, mas mexe sempre com todos. "Mexe" é a palavra certa, porque faz logo diferença ver tantas pessoas a andarem a pé nas ruas. "Mexe" com a nossa condição física, "mexe" com a rotina diária. 
Hoje por exemplo pude ver a nova loja da Cartier e outras na Avenida da Liberdade, descobri um hostel que fica perto do Marquez e que gostei de pesquisar na Net, pude ver obras que decorrem por todo o lado para construír hoteis e no fim soube bem o exercício. E poupei no bilhete do Metro.
Como se preparam novas greves, começam a nascer novas rotinas entre os utentes afectados. Mais complicado para quem leva o automóvel. Lisboa "mexe".

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

46º Encontro Urban Sketchers - Gare Marítima de Alcântara


No passado domingo 17, realizou-se mais um encontro de desenho dos Urban Sketchers. O objectivo era conhecer as Gares Marítimas de Alcântara e da Rocha Conde d'Óbidos. Edifícios que foram erguidos nos anos 40, projectos de Pardal Monteiro e que hoje em dia estão fechados.


Só pude ir ao encontro de manhã, em Alcântara e gostei da arquitectura, do Espaço e da vista sobre o Tejo. Os paineis do Almada Negreiros são lindíssimos e o espaço central impressiona até pelo eco.


Lamenta-se alguma degradação em algumas zonas e a não utilização do espaço. É um local que está apagado em Lisboa e apenas faz companhia aos contentores e gruas. Espero que a visibilidade desta iniciativa possa dar uma pequena ajuda a olharmos para este e outros casos que estão na mesma situação.


Desenhei um pedaço do edifício que apresenta umas janelas que gosto muito. O tempo esteve excelente e a troca de impressões ainda melhor.

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