Mostrar mensagens com a etiqueta Lisboa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Lisboa. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Escondidinho em Lisboa I


No cruzamento da Rua da Metade com a Rua do Cardal de São José, dou conta das traseiras de um edifício escondidinho por detrás de um muro alto. Tal como o Filipe Almeida diz, a dificuldade é a escolha do melhor ângulo e que por vezes obriga-nos a ficar junto a caixotes do lixo com moscas à volta ou junto a uma janela com alguém à espreita.
Gosto muito de desenhar os detalhes - desde a tijoleira de uma chaminé antiga, às antenas que ainda existem em milhentos telhados de Lisboa ou a mistura de cabos telefónicos - que surgem no campo visual.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Travessa das Parreiras, Lisboa


Pausa de almoço. Aventurei-me pela encosta num dia de muito frio. Gostei da escadaria da Travessa das Parreiras com o topo dos edifícios da Avenida da Liberdade ao fundo. Terminei com a mão esquerda quase congelada. Frio, mas felizmente um céu bem bonito.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Carnaval e Múmias no Museu


Na terça-feira de Carnaval tive dispensa no trabalho e aproveitei para ir com a minha filha ao Museu de Arqueologia. Já tínhamos visto filmes com múmias e ela gosta sempre da acção e da aventura. E dizia-lhe que havíamos de ver uma múmia ao vivo. Ao vivo, mas que não se mexe como nos filmes.
Gostou de ver a exposição temporária Lusitânia Romana: a Origem de dois povos e sempre a querer mexer nas peças, como fazem todos os miúdos. Depois fomos ver a sala do Egipto onde estava a múmia. Deve-lhe ter dado um arrepio e teve medo de a ver. Acabei por ver a sala com ela ao colo a dizer que queria saír. Para desanuviar fomos desenhar um pouco na secção de pedras, estátuas e lucernas romanas. Sentados no sofá e com os lápis de côr. Alguns visitantes iam espreitando o que fazíamos. No fim comprei-lhe um caderno para desenhar porque o dela estava no fim. Curiosamente os caderno vem decorado com motivos egipcíos e múmias.
De tarde fomos ver o planetário. A primeira vez para ela. Quase levantou voo no foguetão. Sessão cheia para os miúdos. Um Carnaval bem gozado.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Travessa do Despacho


Hora de almoço. Subi a Travessa do Despacho vindo da Rua de Santa Marta em Lisboa. Travessa estreita e com muitos estendais de roupa. Aproveitei e fiz um desenho em 15m. Logo surgiu uma viatura que parou em frente à garagem. Quando o dono voltou e quis subir, tive de me colocar bem encostado a uma porta. Sabia que no fim da travessa estava lá outro carro estacionado. Enquanto terminava alguns detalhes ouvi a discussão entre o dono do carro e uma mulher. Começou suave com pedidos de desculpa, passou para "não sabem ver onde estacionam" e acabou tudo aos gritos com "alhos" e outras palavras sobre a mãe do senhor. Ninguém veio à janela espreitar a discussão que por ali deve ser o dia-a-dia. Voltei pela rua do Passadiço já sem os dois carros à vista.
P.S. Achei curioso uma toalha a secar com o nome e o logotipo de um hospital. Deve ter sido uma oferta.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Outono na Avenida


As cores de Outono estão nas folhas caídas,
nas roupas quentes, 
no cheiro da castanha assada,
nos passeios das avenidas,
onde as pessoas apanham um pouco de sol
na pausa de almoço.

Comecei a desenhar a rapariga sozinha,
logo apareceu um rapaz com o seu phone
ficaram os dois naquele banco,
acrescentei o quiosque do Tivoli,
o rapaz a olhar de lado para um tipo com um caderno
e a rapariga de olhos fechados.
Não faltou o padrão da calçada
e terminei com gosto a minha pausa.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Seixos na parede


Pausa de almoço e uma caminhada até à rua do Passadiço. Na esquina com a travessa das Parreiras, um edifício chamou-me a atenção com a decoração de seixos nas paredes do rés do chão.
Pode ter feito numa época em que estava na moda colocar pedras nas paredes das vivendas, mas esta moda parece não ter pegado muito por esta zona. Deve ser o único com as pedras na parede.
Tive que acelerar o desenho porque estava a ser alvo de dezenas de moscas que não me largavam. Calculo que fosse por ter os caixotes de lixo perto de mim, na esquina de onde desenhava. 

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Travessa do Loureiro - Lisboa


Dia de céu azul em Outubro e uma pausa na hora de almoço para conhecer mais recantos perto do trabalho. Junto ao Instituto de Oftalmologia Dr. Gama Pinto, encostado a uma das portas, apanhei este edifício na Travessa do Loureiro. À janela uma mulher estendia a roupa e conversava com algumas conhecidas. Ainda olhou desconfiada para mim, mas já não fui a tempo de a desenhar.
Uma rua de sentido único onde passam táxis a grande velocidade para deixar pacientes no Instituto, no cruzamento com a Rua do Passadiço. Recantos desta cidade que ainda tem roupa estendida à janela e até uma caixa de cerveja à espreita. 

terça-feira, 29 de setembro de 2015

(a)Riscar o Património - LxFactory Lisboa


No passado sábado 26, houve encontros de desenho - (a)Riscar o Património/Heritage Sketching - por diversas cidades do país, uma iniciativa da DGPC – Direção-Geral do Património Cultural, com apoio dos Urban Sketchers Portugal, integrada nas Jornadas Europeias do Património, que decorrem todos os anos em todo o país, durante o mês de Setembro.

O tema de 2015 era sobre o Património Industrial e decorreu nas cidades de Viana do Castelo, Porto, Coimbra, Montemor-o-velho, Tomar, Torres Vedras, Lisboa, Castelo Branco, Évora, Porto da Cruz (Madeira) e São Miguel (Açores).




Fui ao encontro de Lisboa no espaço da LXFactory que não conhecia. Fiquei surpreendido pela remodelação de algumas antigas oficinas, a criatividade e a utilização do espaço ao ar livre. O ponto de encontro foi na livraria Ler Devagar e gostei de ver as antigas rotativas e maquinaria da antiga gráfica, um espaço espectacular para apreciar livros e maquinaria antiga.

Alguns dos participantes que fui apanhando numa pausa entre desenhos...





Gostei muito das paredes em tijolo de alguns edifícios, das grandes tubagens no exterior e ao mesmo tempo da mistura entre o antigo e o moderno.

Não fiquei até ao fim, mas pude apreciar outros desenhos numa esplanada onde o grupo tentou convencer o empregado a retirar algum do açúcar das limonadas e ele que estava com receio de alterar a receita na bimby. As receitas não são sagradas, basta retirar o açúcar! Um momento bem engraçado num final de tarde que estava com uma luz linda, criando um ambiente bem criativo e descontraído.


sábado, 29 de agosto de 2015

Beco de Santa Marta


Um desenho na vertical para apanhar o Beco de Santa Marta que liga à rua com o mesmo nome. Ao fundo as portas são dos serviços de limpeza da Junta de Freguesia de onde saíram três funcionários que não me deram tempo de os colocar no caderno à medida que desciam na conversa. 
Fiquei a desenhar junto dos caixotes de fruta de uma frutaria ao lado da dona que conversava com a da loja ao lado. Iam espreitando o que ia fazendo no diário-gráfico. Não ficaram para ver o resultado final. Havia clientes para atender.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Fui à praia do Torel


Ontem na pausa de almoço resolvi dar um pulo à famosa praia urbana no jardim do Torel, no centro de Lisboa. Já conhecia o miradouro e o espaço que abre as vistas para a colina do Bairro Alto e Avenida da Liberdade, mas agora vi um local bem diferente. Apetrechado com nova esplanada, o lago cheio de água, miúdos a nadarem e adultos a apanharem sol na areia ou à sombra dos chapéus de um banco deste Milénio. Não faltava o chuveiro e nadador salvador que captei no meu desenho. Tem também uma pequena biblioteca. Serve muito bem quem não pode ir até às praias da Linha ou da Caparica.
Escolhi um local quase à sombra e logo um agente da autoridade se colocou à minha frente para aproveitar também a sombra. Ele perguntou-me se não estorvava. Disse que não e acabou também por ficar na moldura.
Colori ainda no local e no fim fui mostrar ao polícía. Ele ficou supreendido porque tinha pensado que estava a fazer algum levantamento de dados para a Junta de Freguesia ou da Câmara. Disse-lhe que já me tomaram por funcionário camarário quando desenho nas diversas ruelas desta bela cidade.
Apetecia um mergulho com o calor que estava. Voltei ao trabalho.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Traseiras de Lisboa


Mais uma pausa de almoço, mais um desenho. Desta vez subi a Travessa Larga em direcção à rua do Passadiço, junto ao Instituto de Oftalmologia Dr. Gama Pinto. 
Este desenho é de um terreno abandonado junto ao estacionamento do dito Instituto, nas traseiras de um edificio devoluto que dá para a rua de Santa Marta. Gosto de ver o emaranhado de varandas em ferro forjado, pequenas chaminés e antenas na diagonal. Proporcionam desafios para encaixar tudo na folha, mas podemos pensar que são pedaços desta cidade que esperam quem lhes dê nova vida.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Pombos na Cardal de São José


Voltei a comprar a "Marmita" na estação fluvial do Terreiro do Paço e que depois aqueço no micro-ondas da copa no trabalho. Acabo por ter mais tempo na pausa de almoço para deambular pelas ruas da freguesia de Santo António em Lisboa.
Ontem percorria a Rua do Cardal de São José e vi um edifício em obras, puxei do caderno, mas não me atraíu a desenhar com um tapume muito grande à frente. Nas minhas costas um conjunto de casas velhas chamaram-me a atenção. Quem me chamou foram os pombos, mas desenhei o alinhamento final desta rua e não me esqueci destas "personagens" de Lisboa que se encontravam em pausa à sombra dos telheiros.
Ainda deixei um erro de perspectiva no tapume verde que não acompanhou a linha de fundo. Desculpo-me com o sol bem quente que já me fervia a cabeça.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Rappel na Rua do Carrião.


Na pausa de almoço, apanhei um pintor em rappel num edifício antigo em plena rua do Carrião. Chamava a atenção a todos que passavam. Aproveitei e fiz o registo no caderno.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Manifestantes na Avenida


Na sexta passada, durante o almoço estava a ver as notícias sobre a manisfestação dos lesados do BES na televisão. A manifestação era em frente à sede do Novo Banco, em plena Avenida da Liberdade em Lisboa. Atravessaram a avenida e bloquearam o trãnsito. Entretanto acabei de almoçar, saí do restaurante e como a acção estava a decorrer a uns 500m de onde estava, fui até lá.

Muitos polícias a controlarem os manifestantes que se apresentavam com cartazes, uma carrinha com slogans e até uma mini-banda que dava um ambiente menos violento à situação. O trânsito estava a ser desviado para outras ruas e vias laterais. Saquei do diário-gráfico e apanhei um pouco do cenário no cruzamento da avenida.
Logo a seguir a multidão começou a subir a avenida e dirigiram-se para a rua Alexandre Herculano. A polícia foi saíndo da via e acompanhando a manifestação, A sede do Novo Banco manteve uma série de polícias em volta do edifício.

Hoje as carrinhas são outras, da RTP para cobrir as marchas de Lisboa amanhã, na véspera de Santo António. A avenida é sempre palco de vários acontecimentos.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Reabilitação Urbana em desenho



Uma tarde maravilhosa para fazer um encontro de desenho. O tema era a Reabilitação Urbana e a cidade de Lisboa tem tido nos últimos tempos uma grande desenvolvimento nessa àrea.
Aproveitei para desenhar um edifício que está a ser demolido em plena Avenida da Liberdade e que dará certamente lugar a um novo edifício. Achei curiosa a marca que esse prédio deixou no vizinho do lado e acabei por desenhar também as diferentes paredes. Algumas ainda com o papel de parede colado.




No fim do encontro, uma cervejinha, pasteis de bacalhau e um chouriço assado, enquanto fazíamos uns "duelos" de marcador e caderno. 


Agradecimento ao Nelson Paciência pelo convite para este 75º Encontro dos Urbans Sketchers Portugal.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Barco-bar junto ao cais das colunas


Ao final da tarde, junto ao cais das colunas em Lisboa, um barco foi colocado para servir de bar e servir umas bebidas a quem quer a ver o rio e o pôr-do-sol. Umas espreguiçadeiras e uns bancos de madeira para o momento ser mais confortável. Este verão vai ser um dos spots.

domingo, 1 de março de 2015

Demolição em plena Avenida


Em plena Avenida de Liberdade, em Lisboa, perto do cinema S. Jorge procede-se à demolição de um edifício que já foi café-restaurante e outros adjacentes que estão virados para uma rua atrás. Já tinha visto as entranhas dos edifícios outro dia, mas hoje na pausa de almoço, fui desenhá-los.

Ainda estava no início quando um americano me perguntou se eram edifícios com importância histórica. Contei-lho do que conhecia e que se tratavam de prédios devolutos muito degradados. E que se a Câmara tinha dado autorização, em princípio estava tudo ok para avançar com a demolição.

Junto a estas obras há sempre uns "engenheiros" mais velhos a observarem e a dizerem algo sobre a contrução. Este americano era mesmo engenheiro e estava a gostar de ver as entranhas dos prédios. Eu disse-lhe que era esse o motivo pelo qual estava a desenhar.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Este frio que entra pelo nosso corpo


Está mesmo frio! Sinto-o mesmo muito quando saio da cama, quando a água do chuveiro termina para ensaboar e quando chego à estação fluvial do Terreiro do Paço, pelas oito da manhã.
Sente-se o frio no interior do corpo, a picar na cara e nas orelhas. E aquele ventinho junto ao rio que ajuda a picar ainda mais. Não dá para parar e apreciar o céu azul por detrás da encosta do castelo ou em pleno rio Tejo, ao mesmo tempo que mais um paquete chega com a maré e atraca em Sta. Apolónia.
O café com um pouco de leite, aquece um pouco até ao fundo da garganta, mas não chega aos pés e aos dedos da mão. O melhor é ir andando pelas ruas da baixa até chegar ao escritório e aí arrefecer os pés durante toda a manhã, enquanto a cabeça aquece com o trabalho. Pelo menos a mão direita aquece ao mexer o rato. 
A temperatura não é muito baixa, mas a humidade nesta cidade entra pelo corpo adentro. As casas não ajudam e ainda nos queixamos nas conversas de café e chá. 
O dia dos namorados e a estreia do filme "50 sombras de Grey" estão aí a chegar para nos aquecer o corpo e o coração.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

VHS na esquina da Rua do Carrião


Na volta da pausa de almoço, encontro uma imagem que é uma das fraquezas das cidade de Lisboa. Na esquina da rua do Carrião com a rua do Passadiço, um monte de lixo espalhado na calçada. Alguém deixou uns sacos junto da papeleira e depois abriram-nos e deixaram tudo a apanhar sol.
Quando lá cheguei mais perto reparei que a maior parte eram caixas de cassetes VHS, não sei se estariam todas vazias, mas achei interessante a escolha feita na limpeza da casa de alguém.
Havia algumas caixas com espectáculos de circo, algum teatro de revista, Fado, magia com Luís de Matos e até o concerto de José Afonso no coliseu.
Lembrou-me as caixas VHS que tanto trabalho me davam a seleccionar as capas e a ter as lombadas com os nomes. Parece que os anos 90 já foram há muito e agora há que fazer uma limpeza para arranjar espaço para os livros. Provavelmente a estante estará lá amanhã, na esquina.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Na Rua do Passadiço em Lisboa


Na passada quarta-feira, numa pausa de almoço, passei pela rua do passadiço e encontrei este edifício devoluto à esquina com as marcas do tempo e um cacto lindo na varanda.
Colori hoje na pausa do almoço. Enquanto não chover a sério vai dando para fazer uns bonecos nesta cidade.

Mais visitadas...