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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Não há meio de aquecer o tempo!

Entramos no mês de Julho e continua aquele vento desagradável ao final do dia. Ainda hoje ouvi na rádio que a temperatura máxima em Lisboa era igual à de Estocolmo na Suécia. O verão anda tímido ou com medo de saír à rua com as notícias da actualidade.

Depois do anúncio do corte nas prendas de Natal, agora baixam-nos o rating para "lixo". Não há maneira de motivarem para ver se saímos por cima deste cinzento que nos sobrevoa.

Hoje li uma notícia curiosa, ainda por cima num site chamado boas notícias, e que fala da descoberta de um tesouro de muitos milhões num templo indiano.
Uns cofres na cave do templo que não eram abertos há uns 140 anos e lá dentro tinham cerca de 400 milhões de euros (estimativa). É bom saber que ainda existem tesouros e não só nos livros ou nos filmes. Pode ser que descubram algum por cá, que dava jeito para equilibrar as contas. Até nos subiam os ratings ou  o levavam para pagar dívidas.

Só por curiosidade, o templo hindu chama-se Sree Padmanabhaswamy. Por diversão tentem lê-lo e assim não pensam tanto no verão que está um pouco atrasado.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Ver o futuro lembrando o passado

Alguns de nós sentimos às vezes que o que já passou é passado, não tem interesse e que temos de olhar para o futuro. Mas é curioso como por vezes analisando factos do passado, descobrimos o futuro. E aí se torna mais fácil, conhecendo os erros do passado. Estou errado?


Capa do Diário de Lisboa de 18 Julho de 1983. Era muito novinho para perceber o que se passava.

Imagem retirada daqui.

terça-feira, 22 de março de 2011

Gerações ou mentalidades

Ontem enviaram-me um texto do Mia Couto, chamado "Geração à Rasca - A Nossa Culpa". Estranhei que fosse dele, porque não me parecia o estilo e mesmo a postura. Ao final do dia descobri que apenas o nome do escritor foi acrescentado, talvez para dar alguma credibilidade. O texto e suas posições vem daqui.




Li o texto e é mais uma acha à fogueira das gerações. Quem são os culpados? Quem são as vítimas? Tenho lido muitas opiniões sobre o assunto e chego à conclusão que não podemos generalizar. Eu sou um pouco mais velho que a faixa etária que se assume à rasca, mas nestas coisas não se deve ver pelas idades, mas pelas mentalidades. Há em todas as gerações, pessoas que se distinguiram e que continuam a ser exemplos para todos, como também houve e continuará a haver pessoas que não se querem esforçar. É uma discussão que não tem fim e o futuro mais próximo só irá complicar. A descida da taxa da natalidade irá provocar ainda mais desigualdade, menos reformas, muito mais vagas nas faculdades e o desaparecimento dos tios, primos e sobrinhos. Com tanto filho único, teremos as gerações dos amigos. Tios e primos são para as famílias mais ricas e as mais pobres. 

segunda-feira, 14 de março de 2011

A grande Onda


Na sexta passada, fomos surpreendidos pelas imagens do Japão. Quase em directo, víamos um tsunami a avançar por terra dentro e a provocar toda a destruição que temos assistido. O país ainda passa por várias dificuldades. Até um vulcão entrou em erupção no sul do arquipélago.

Outro dia tinha andado a pesquisar uma xilogravura do mestre japonês Katsushika Hokusai, chamada "Grande Onda de Kanagawa" e que reproduzo em baixo. Uma imagem forte com o Monte Fuji ao centro e os pequenos barcos a resistirem. E agora revejo a imagem nas televisões. Assustadora.


Ainda na sexta, ao final do dia fui cortar o cabelo e o cabeleireiro estava a falar do assunto e juntou umas teorias da conspiração. Contou-me o filme "2012" e de como estes acontecimentos são o início de algo à escala mundial. Fez uma série de ligações com grandes magnatas a prepararem a fuga em cápsulas especiais, o esconder as alterações da Terra da população. A Teoria dele é que o sismo se deveu à perfuração petrollífera a grandes profundidades e o planeta reage a esse desequilíbrio. Quando saí do cabeleireiro tinha a lição toda. Ainda lhe perguntei se os magnatas se safam e o mundo acaba, o que sobra para eles? Iriam ter de reconstruír eles próprios tudo. Ficou sem resposta.

Uma catástrofe como esta arruína qualquer país, mas o Japão tem uma capacidade para se levantar que impressiona. Espero que não piore com os problemas nas centrais nucleares.

Imagem daqui.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Conteúdos

A velocidade que a informação assume hoje em dia, deixa-nos exaustos e desorientados. Temos acesso a um pouco de tudo o que se passa e a dificuldade em digerir é maior. Ainda se torna mais difícil discutir os "assuntos do dia" com alguém.


Ainda agora assistia a um debate sobre a situação da Líbia na SIC notícias e lembrei-me que nestes últimos dias já vimos um sismo na Nova Zelândia (imagens chocantes), um homícido de um advogado (incrível como passou na televisão) ou as revoltas na Tunísia e no Egipto. Qualquer um vai pensar que o Mundo enloqueceu, mas trata-se afinal de uma enchente de notícias.
Nos jornais on-line, montes de anónimos opinam sobre tudo, na televisão temos comentadores, debates, especial informação, grandes reportagens todos os dias... Uff. Há que descansar a cabeça e saber filtrar os conteúdos. Merecemos momentos de cabeça vazia para racicionar tudo o que vemos, ouvimos e lemos.

Vi outro dia uma reportagem sobre tecnologias das novas "tabletes". Percebo que há grande ânsia para novos meios de comunicação, mas conseguiremos digerir todas as aplicações, livros, jornais, revistas, imagens e demais conteúdos?
Aproveito as pausas das viagens para observar, ouvir e desenhar o que se passa à volta. Precisamos de momentos de relaxamento mental.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Ainda temos alguma privacidade?

Por vezes quando desenho pessoas nos transportes públicos, penso no que achariam se soubessem que estão com a sua imagem no caderno de um estranho. Procuro ser discreto e muitas vezes não desenho a cara, mas fica-me sempre a sensação de invasão de privacidade. Por outro lado quando desenho e alguém ao lado espreita, está a invadir a minha privacidade, mas nesse aspecto deixo a pessoa à vontade a ver. Claro que também poderá pensar que se calhar já foi apanhado no caderno alguma vez.


Esta reflexão vem a propósito de duas notícias recentes. Uma no DN sobre o pedido por parte do FBI dos dados dos Bilhetes de Identidade dos Portugueses e da base de dados de ADN de Coimbra. Como têm encontrado algumas dificuldades junto da União Europeia, procuram fazer acordos com alguns dos países. Em troca oferecem alguma facilidade na entrada de cidadãos nacionais nos EUA. A outra notícia é do Público e refere um estudo sobre o desleixo dos portugueses com a privacidade no Facebook.

Chego à conclusão que o FBI ainda não percebeu que não precisa dos dados do BI, que tem muito mais informação na Rede social da moda e nem precisa de estar com acordos com o nosso governo. Afinal, do BI ficam a saber se somos solteiros, a nossa altura e que temos um dedo grande. Do Facebook, fotos da praia, relações conjugais ou até nossa escola/empresa ficam a saber.
Ainda me lembro de uma Rede onde se colocava os locais onde cada um fazia sexo. A criatividade tem como limite os servidores mundiais.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Falta açúcar no meu café

Têm sido uns dias doces a falar da falta do açúcar nos supermecados. E as notícias a assustar sobre o máximo de pacotes que cada cliente pode comprar. Ainda hoje ouvi no telejornal, a dona de uma mercearia a comentar sobre uma cliente que mensalmente leva 3 kgs de açúcar e que hoje teria levado 10 quilos! Depois da especulação dos mercado financeiros, da subida do gasóleo (Tá caro!), agora há pessoal a comprar muito para depois... vender? Vender mais caro às pastelarias?


Imaginar um futuro com os tipo no Bairro Alto a venderem haxe de um lado e no outro uns pacotinhos de açúcar.
Por um lado, até era bom que o açúcar escasseasse. Já viram as toneladas que colocam em cima dos bolos-rei para pesarem mais. E aqueles bolos com recheio de ovo com mais uns pós daquele açúcar branco, que só faz é sujar as roupas e espirrar quando os trincamos.

Mas os media adoram estas notícias com aspecto insólito. "Falta açúcar para o Natal" ou "Já só podem levar 3 pacotes". Eu sou muito guloso e em casa ainda tenho meio pacote de quilo com 1 ano. Temos nos habituar a menos doce nas sobremesas. E também nos cafés. Cada vez que peço um, acompanham sempre com 2 pacotinhos - eu ponho meio.
A vida deve estar muito amarga para exagerarmos no açúcar. Ponham mel no café!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Desenhos de todos os dias #4

Mais um desenho feito ao final do dia. Os dias curtos dão outro ambiente na volta do trabalho. Não se vê o Tejo, a noite está a fazer reflexos nas janelas. O frio e alguma chuva dificultam o acto de desenhar. O casaco e a roupa extra atrapalham os movimentos, mas há sempre alguma coisa a surgir no papel.


Apetece mais a leitura. Tenho comprado a Courrier Internacional. As reportagens de diversos jornais estrangeiros, que a revista traduz,  dão uma visão mais global de assuntos que nos passam ao lado diáriamente. Ainda só li um artigo, este mês,  sobre a chamada "Geração Y" (nascida em 1980 e 2000).
No mês passado gostei dum artigo sobre o envelhecimento da Europa e a função do líder da Líbia em filtrar a entrada de emigrantes africanos. Evitando a entrada de milhares na "fortaleza europeia". Em troca pede uns milhões. Tudo artigos que nos fazem pensar. Mas não deixo de desenhar de vez em quando nestas travessias diárias.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Num dia separados e no outro juntos.

Ontem foi feriado nacional, o 1º de Dezembro. Uma homenagem aos nobres que em 1640, se revoltaram contra o governo do Filipe IV de Espanha. A partir dessa data deixámos de estar integrados no império espanhol. Para nos lembrarmos dessa separação e da independência que tanto apreciamos, anualmente, festejamos este dia com as compras de Natal e uma ponte se o feriado fôr à quinta-feira. Poucos devem pensar no significado do dia, mas como é feriado, tudo bem.



Hoje, dia 2 de Dezembro, os primeiros-ministros de Portugal e Espanha, estão juntos em Zurique para mostrar como somos 2 países amigos e capazes de realizar um evento mundial. Curioso como no dia a seguir a homenagearmos os dissidentes, estamos ansiosos para que os nossos dois países sejam os vencedores da escolha da organização do Mundial de Futebol de 2018.
Tantos séculos depois da imagem que temos de Espanha, cada vez mais nos viramos para eles para conseguir alguma presença a nível mundial. Em tempos de crise, há quem pense em juntar esforços para uma União Ibérica, outros pensam que nos safamos melhor sozinhos e mais pequenos. Veremos o que nos reserva o futuro e o qual o motivo para termos TGV para Madrid. Ainda há razão para comemorar o 1º de Dezembro?

Logotipo daqui.
Mais informação sobre os outros candidatos aos mundiais de 2018 e 2022.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Frescura na memória

As temperaturas altas voltaram. De novo se sente o Verão depois de uns dias mais frescos e um descanso nos incêndios. Vamos ver como será o final do mês de Agosto.
Hoje senti aquele bafo quente à hora de almoço e ao final do dia o quente ainda agarrava ao corpo. Ainda me sentia assim quando chego ao prédio onde vive a minha sogra, entrei e nas escadas estava uma frescura com aquele aroma do cimento fresco.
Esse cheiro tocou-me na memória. Fez-me lembrar as casas alentejanas. As adegas, as cisternas (na foto, a cisterna junto ao castelo de Mértola) e todas as divisões de uma casa que se mantêm frescas no verão.
Estando a trabalhar todo o dia com o ar condicionado, sinto logo a diferença na frescura de uma casa preparada para a canícula.
Os antigos é que faziam bem. Em Espanha ainda usam as talhas grandes de barro, cuja porosidade permite refrescar a casa, mantendo-se junto a uma corrente de ar e colocando água dentro. Além de na andaluzia, as casas terem pátios que refrescam toda a casa. São conhecimentos que se perdem na feitura das casas novas dependentes do ar condicionado.

Também li hoje uma notícia sobre a utilização dos rebanhos de cabras para a prevenção de incêndios e desbaste do mato. Mais uma medida inteligente que vai absorver os conhecimentos antigos e que respeita a natureza.
Nos próximos dias iria saber muito bem dormir as sestas ou mesmo à noite, num quarto fresco dos antigos. Podia ser sem o cheiro do cimento fresco. Apenas a frescura.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Desertificação do interior


Estas fotos são da linha do Sabor, perto da última estação da linha do Douro, no Pocinho. A ponte está toda ferrugenta e a linha cheia de mato e as madeiras podres. É pena porque é uma viagem lindíssima e não há investimento para uma linha que ia até à fronteira com Espanha. As linhas vão fechando porque há menos utentes e que por sua vez vão ficando mais isolados no interior.


O interior está a ficar vazio. Na sexta passada li sobre o fecho de 701 escolas do ensino básico e parece-me que não vão ficar por aqui. Se não há população suficiente, não vale a pena manter escolas vazias. Mas a descida da natalidade e a saída para a emigração estão a começar a chegar ao litoral. Também vi na lista escolas que não ficam no interior, mas nos centros das cidades onde também vai havendo menos gente.
Por este andar, qualquer dia as faculdades vão a casa convidar os futuros alunos para preencher vagas. Não estou a ver grandes mudanças no futuro.

Recomendo este blogue com imagens das estações e linhas que já fecharam em Portugal. Uma aventura no interior do país.

domingo, 20 de junho de 2010

Saramago

Na sexta, ao almoço, vi a notícia da morte do escritor José Saramago. Mexeu comigo e lembrei-me das obras que já li dele. As mais antigas, que já andava afastado do autor há uns anos. Há pouco tempo comprei o "Ano da morte de Ricardo Reis" nuns saldos e ainda o tenho para o ler. Foi um escritor que deixou marca na minha memória literária, especialmente nas personagens de Baltazar e Blimunda no "Memorial do Convento" e da figura de Jesus no "Evangelo segundo Jesus Cristo".


Não concordava com algumas ideias dele, mas admiro a sua obra, o seu estilo próprio da escrita e a divulgação que fez da literatura Portuguesa a nível mundial, com a atribuição do Nobel em 1998.
Uma das maiores façanhas de Saramago, foi ter aproximado Portugal e Espanha culturalmente. É um cidadão Ibérico por casamento e por mentalidade. Deverá ser dos poucos a ter uma homenagem de igual importância em Portugal e Espanha.
Tenho um livro autografado e mais uns quantos que não surgem na imagem. Tenho de voltar a "Levantado do chão" um livro que está por terminar há uns anos e talvez com esta idade perceber melhor o "História do cerco de Lisboa" que também não terminei. Refiro ainda ao "Ensaio sobre a cegueira", livro que adorei e que me chocou na altura. Ficarmos privados de um dos sentidos e a sociedade se transformar com isso. Muito bom.
O escritor partiu, a obra permanece. Vou voltar a pegar nos seus livros.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Há mais desporto por estes dias sem ser o futebol.

Estamos em plena euforia da seleção nacional de futebol. Empatámos o primeiro jogo e não foi mau para a estreia. Gosto de ver bons jogos de futebol, mas tem sido uma seca a televisão a abusar de reportagens, equipas de jornalistas na África do Sul e para piorar, ver jogos ao som de buzinas. Nem dá para ouvir os cânticos ou mesmo a gritarem por golo, apenas aquele som contínuo.


No meio desta euforia, há uma excelente notícia para o Judo nacional. O judoca João Pina conquistou o ouro (categoria -73Kg) na Taça do Mundo, realizada no Campo pequeno em Lisboa. Como a prova decorreu no passado fim-de-semana, ficou abafada pelo Santo António e pelos jogos do Mundial de Futebol.


O Campeonato do Mundo consegue apagar todos os restantes desportos e até a vida política quase que se esvanece no meio do ruídos das vuvuzelas. Nada como fazer mudanças nos impostos nesta altura de anestesiamento nacional.
Ficam as fotos dos combates do João Pina e lembrar que há mais vida neste planeta de futebol. Só falta um mês.
 
Fotos daqui e mais dados na Federação Portuguesa de Judo.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

É difícil falar de Sexo.

Uma professora de Mirandela ficou na boca de todos. Edições esgotadas da Playboy para ver como é uma professora por dentro. Comentários a favor e contra o seu afastamento, por causa do "alarme social" na localidade. A Câmara Municipal teve de actuar antes que houvesse uma revolução e ninguém fizesse mais nada que comentar sobre e lá se ia a produtividade no trabalho. E o respeito nas aulas de música.

Por mim, é sempre bom que haja assuntos destes que mexam com ideias e preconceitos. Para alguns é um abuso e para outros um caminho ainda longo para trilhar.
 
Ouvi também falar de uma entrevista do passado 15 de Maio, na revista do DN, em que o herdeiro ao trono português, Dom Duarte Pio, falava sobre os seus 65 anos de vida e da situação actual em Portugal. E eis que partiu a loiça nesta parte:

Convidado a falar sobre Educação e questionado sobre se «o país está mais preocupado com as causas fracturantes do que com a realidade?», o Duque não tem dúvidas.

«Claro! Tornar obrigatório o ensino da educação sexual resume-se a dizer: forniquem à vontade, divirtam-se, façam o que quiserem mas com higiene. Praticamente é só isso, em vez de dar referências éticas e morais em relação ao desenvolvimento de uma sexualidade saudável. Ao mesmo tempo, desencorajam-se as aulas de educação moral e estamos a dizer que a moral não tem importância, que só a sexualidade livre é fundamental para a felicidade dos portugueses».

Parece-me que se trata de uma opinão de uma pessoa que pensa que estará tudo perdido com a educação sexual. Que todo o mundo anda numa orgia selvagem e que ninguém liga a nada. Pelo contrário, quanto mais educação sexual houver, mas informação e consciência há para fazer sexo bom e seguro. Mas continua a ser complicado falar sobre estes assuntos. Podia ter escolhido uma expressão mais suave e não tão literária. Não gosto da expressão e não concordo com a posição dele. Penso que o Duque podia ter sido mais polido e assim só mostrou que fecha os olhos ao assunto.




Quanto mais silenciado, mais embaraço há. Mais desinformação e falta de educação na prática do sexo. Mais revistas se vendem pelo voyerismo de um assunto que todos pensam, mas poucos falam. A professora já pede 2 mil euros por entrevista. Um assunto banal que por ser tabu, vale dinheiro.

Também recentemente, a realizadora Raquel Freire na sua crónica na Antena 1, falou sobre masturbação feminina e viu o assunto ser levado ao provedor do ouvinte, por se tratar de um assunto complicado de ser falado às 09h45 da manhã e haver algumas sensibilidades. Respeito as pessoas que se sentem embaraçadas, mas acho que quando se tentam quebrar barreiras e se procura que haja informação, ela deva ser dada como serviço público nos meios de comunicação e nas escolas.

Gosto de ouvir a crónica sobre Sexualidades do Júlio Machado Vaz e da Inês Meneses aos domingos de manhã na mesma rádio e calculo que também haja embaraços entre alguns ouvintes, mas trata-se de informação bem dada e pedagógica.
A Sexualidade faz parte da vida das pessoas. Devemos falar dela, construtivamente para evitar "alarme social".

Imagens do pintor Búlgaro Peter Mitchev, retiradas daqui.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

"Lost" acaba a 24, mas aqui será em 2013

Pois é, a sexta temporada da série mais estranha de sempre termina na madrugada do próximo dia 24 de Maio. Não sendo aficionado, apenas porque nunca consegui ver 2 episódios seguidos, gostava de saber como os argumentistas irão dar todas as explicações às questões levantadas desde o início. Quanto a mim, o mistério ficará no ar e cada um decidirá sobre o caso.



Vem isto a propósito da situação que estamos a viver em Portugal e no resto da União Europeia. Para mim, acho que os governos estão na Europa como os personagens da série naquela ilha. Há sempre um buraco a descobrir, histórias que vão aparecendo e o dia-a-dia é de sobrevivência.

Na semana passada, as medidas do plano de austeridade ficavam para 2011, depois começavam já, mas por um ano e meio e agora passam a entrar a 1 de Junho e será até 2013. Andam todos "Perdidos".
Quer me parecer que haverá uma corrida aos subsídios de férias antecipados antes que levem um corte de 1% ou de 1,5%.
Somos todos personagens nesta ilha "Europa" sem sabermos de que lado caímos quando o grande avião "Crise Financeira" se despenhou.

Vai uma aposta em como os tipos caíram na ilha por causa de uma nuvem de cinza vulcânica...

Foto daqui.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

De comboio, de autocarro, de táxi...

Impressionante como nos últimos dias, a Europa voltou ao século XIX, em termos de transportes. De um momento para o outro, uma nuvem vulcânica vem pôr à prova as fragilidades dos transportes actuais.
Pode ser uma amostra do que poderá ser um futuro sem combustível para os aviões.

Mas tem sido interessante a criatividade e o engenho, que tal como no ditado é aguçado pela necessidade. Pessoas que alugam táxis, pedem para ir de pé nos comboios, fazem dezenas de horas em autocarros pela Europa, tal como o fez a comitiva do Presidente da República, vinda de Praga e que deu notícia, todo o fim-de-semana.

O comboio está a ser o transporte preferido, primeiro porque é mais barato e mais rápido. Mas também tem limite e as viagens vão esgotando de lugares, tal como refere no Público. Na CP devem estar a pensar aonde desencantar mais comboios.
É também um quebra-cabeças, para os viajantes que fazem contas ao dinheiro, horários e mudanças de troços para chegar do ponto A ao B. Ou ainda passar em C, D, J ou W, para chegar a B.

Se a situação piorar, teremos grupos a pé a atravessar fronteiras, como faziam as legiões romanas em deslocação para as batalhas.
Tal como diz George Steiner no livro A ideia de Europa, " a paisagem a uma escala humana que possibilita a sua travessia" e que "A cadência e a sequência do pensamento e sensibilidades europeus são, pedestres"

Quanto a mim, prefiro o comboio. O melhor transporte para viajar. Já fiz um périplo por Itália que recomendo, mas sem a pressão da nuvem islandesa.

Não sei se o mapa está actualizado, mas pode ser consultado aqui.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Eyjafjallajökull

Este não é definitivamente o ano da Islândia . Depois da desilusão financeira, agora é o vulcão Eyjafjallajökull a provocar o degelo do glaciar, a evacução das populações e uma nuvem de cinzas que se espalha pelo norte da Europa.
Esta tarde, centenas de voos foram cancelados para evitar tragédias com os aviões. A cinza infiltra-se nos reatores e pode provocar graves avarias. E causa grandes dores de cabeça a quem viaja. As reservas para comboios e autocarros esgotam-se. Até o regresso do vaivém espacial está a ser estudado com alternativas.
 

Depois dos ingleses reagirem mal ao referendo islandês, para decisão popular sobre o pagamento das dívidas ao Reino Unido, o próprio país com a ajuda da natureza, provoca prejuízos a toda a Europa. E ainda veremos quanto tempo irá durar esta nuvem. Os cientistas prevêm que a explosão se dê e contagie o vulcão vizinho, o Katla, e aí seria um cenário imponente.

A dormir desde 1821, este vulcão de nome impronunciável irá mexer com a vida dos Europeus nas próximas semanas. A continuar assim, não haverá viagens de avião no verão para os sacrificados dos escandinavos. Depois de um inverno gelado, nada como um vulcão para aquecer.
 
Foto daqui.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Óculos que estão na moda.

Outro dia jantava num restaurante italiano, quando na mesa ao lado se sentou uma família. Um casal com uma filha adolescente. Reparei logo nos óculos da rapariga. Uns óculos de aros grossos como usam alguns intelectuais e como exemplo mais conhecido, o realizador Woody Allen.
A rapariga até ficava muito bem com os óculos, mas eram tão grandes que escondiam metade da cara.




A imagem de marca deste homem está a virar moda. Apanhei este artigo da revista Globo e deu para perceber por onde já anda esta tendência. Mas como em tudo, há pessoas que ficam com alguma graça e há outros que parecem os marrões da escola. É preciso ter algum estilo para usar e ficar bem.
Só falta o adesivo enrolado no meio para proteger o nariz. Divirto-me a ver as modas.

Mais uns exemplos neste site.
Foto daqui.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Slow Mile

Um projecto interessante veio no caderno P2 e no Fugas, do Público, na passada terça-feira. Numa reportagem da jornalista Alexandra Lucas Coelho, a referência a um projecto englobado no movimento Slow.
O movimento slow vai continuando a crescer no mundo e vão surgindo novas ideias para viver melhor a vida, saborear com calma este mundo. 

Slow Mile concilia o Slow Travel com o desenho - Projecto fundado há um ano por uma norueguesa e um português que se conheceram em cursos de desenhos - Bodil Eide e o Paulo Borges procuram pôr as pessoas a andar e a desenhar.


A ideia é excelente, pois há muita gente que assim viaja e conhece as pessoas e as paisagens. Neste projecto, procuram juntar esses gostos em passeios em conjunto com ateliers de desenho e caminhadas. Uma excelente ideia e uma grande iniciativa.

Com isto, lembrei-me de uma série que passou no Canal Travel, chamada "Travel Notebook" e que mostrava alguns ilustradores a viajarem por países e a desenharem as paisagens.
Imaginem-se numa caminhada com paragens para descanso, água e uns traços no caderno. Umas aguarelas à hora de almoço e ficam com uma imagem na memória e no papel. E no papel ficarão as nossas sensações e o que os nossos olhos nos fizeram ver. Mais do que numa fotografia.

Slow Mile no Facebook.
Neste blogue, 10 razões para mudar para o Slow Travel.

Foto: Anne Steinlein desenhando, uma das ilustradoras da série do Travel.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Quinta-feira

Mais uma noite europeia de futebol, com aquela sensação que tinha quando era mais novo. Talvez por se tratar de um encontro a que assisti há 20 anos. Um Benfica-Marselha muito interessante de seguir na televisão. Aquele jogo de nervos a deixar a conclusão para a 2ª mão. Soube-me bem sentir de novo os nervos dos grandes jogos. Para o campeonato, já vai sendo um pouco rotineiro as goleadas. Na Liga Europa é com vitórias suadas, jogos de nervos. Uma delícia.


Foi também uma quinta-feira de nervos para quem queria entregar o IRS. Ontem tivemos problemas com a entrega do IVA por causa da corrida à entrega on-line do Modelo 3 do Imposto sobre o rendimento. A notícia havia saído que o reembolso do imposto seria feito em 20 dias a contar da data de envio e está-se mesmo a ver o que os portugueses foram fazer. No primeiro dia, quarta, entupiram o site e hoje ainda se mantinha assim.
Ainda dizem que os portugueses deixam tudo para o último dia. Com o pessoal a precisar do reembolso, deve haver pessoas a entregar o modelo de madrugada em frente ao computador. Depois de entregue, esperar 20 dias... Será que é tão rápido?


Nesta quinta-feira, ficou a saber-se que o Estado da Bahia, no Brasil, irá organizar a Taça do Mundo de Equipas de Judo. Portugal é uma selecções presentes nos dias 20 e 21 de Agosto. Vamos competir com outros 7 países. Os nossos atletas vão-se destacando nas melhores provas, especialmente nas competições femininas. Bons tempos em que andava a "varrer" nos tapetes.

E o tempo continua seco. Já não me lembrava de sentir o sol na cara, como me sucedeu ao almoço. Uma quinta-feira que me soube muito bem, excepto no empate do Benfica.

Fotos do jornal i e do jornal A Bola.

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