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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Um nadinha frustrante


São diversas as situações que passamos na vida que nos deixam um nadinha frustrados. Mesmo que as coisas corram bem, há sempre algo que não ficou como queríamos e isso é um pouco frustrante.
Deve ser um aspecto que é necessário para nos manter um pouco humildes mesmo no sucesso e quase completa satisfação. E há sempre uma pequena coisa que nos deixa frustrados.
Desabafos à parte, há sempre o prazer de desenhar nos transportes públicos. O senhor que "apanhei" no metro acordou e ainda me viu a desenhá-lo. Ficou sem reação. 
No barco, duas raparigas que estavam sentadas atrás do rapaz de capuz viram-me a desenhar e comentavam sobre o desenho do metro. Estavam com um pouco de receio de serem desenhadas, já que estavam no meu campo de visão. Mantive-as no anonimato para seu descanso e acabei por não captar os gestos das duas, que ficariam mesmo bem no caderno. Foi um nadinha frustrante.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Feira Quinhentista


Sábado fui conhecer a Feira Quinhentista de Coina. O foral da vila faz 500 anos e sempre uma oportunidade de recriar o ambiente histórico e ao mesmo tempo apresentar mais um evento que garanta uma boa distração para as populações. 
Sabia que a localidade teve importância histórica, mas fiquei a conhecer um pouco mais de uma terra que hoje conhecemos de passagem para quem vai ou vem do Barreiro.
Por ser o primeiro ano há sempre apontamentos para rectificar. O espaço da feira e o estacionamento são excelentes, mas falta um castelinho, tal como me dizia uma das tendeiras com quem falei e que havia feito a feira de Palmela na semana anterior. 
Fui de tarde e estava pouca gente e pouca animação, mas sei que são feiras que vivem mais dos visistantes à hora do jantar. Deu para assistir a uma luta de espadas. A minha filha estranhou aparecer uma mulher metida no grupo. Desenhei-a e ao Mestre. No fim mostrei-lhe e achou engraçada a observação da minha filha. "Lá em casa temos de nos defender". Mulher de Armas! Gostei e espero que seja melhor para o ano. Se fizerem.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Este verão quente que agora termina...


Apenas um dia para começar o Outono. Este verão que termina foi bem quente. As temperaturas, os fogos e eventos internacionais que parecem tão absurdos que pensamos que são ficção.
Foram dias muito quentes e algumas noites a sentir o suor a escorrer no corpo. Acordar com a almofada molhada, o cabelo e o pescoço transpirados. Só apetecia beber, beber... arrefecer o corpo.
Este foi um desenho que fiz da pequena numas dessas noites quentes. Já não aguentava ver os desenhos animados do canal "Cartoon Network". Ela adormecia e eu fazia um desenho rápido. Calculo que o Outono vá começar ainda quente. Ainda teremos saudades da chuva?

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Primeiro de Abril


No primeiro de Abril as mentiras são aceites, menos nos jornais que agora têm receio que os leitores acreditem e encham os sites de comentários. Não que não o façam diáriamente atrás de nomes como Zé cabeçudo ou Pagador de impostos.
Na Internet não é necessário criar mentiras para esse dia, já há tanta falsidade pela rede que nem saberíamos distinguir. Díficil é encontrar factos verdadeiros. No futuro poderá ser um o Dia das Verdades e aí será bem engraçado ver toda a gente a contar... verdade!

terça-feira, 8 de março de 2016

Dia Internacional da Mulher


Dia Internacional da Mulher é uma ocasião para lembrar das dificuldades que ainda permancecem no mundo nas questões de respeito e tratamento das mulheres. Existem muitos campos de luta nas mais variadas condições. No Ocidente há uma maior evolução, mas ainda há detalhes como nos salários e outras diferenças profissionais.
Neste dia há sempre dados e estatísticas que nos deixam a pensar, em que julgamos sempre que a evolução é maior do que na realidade é. Há ainda muito por fazer e principalmente nas mentalidades que por estes dias estão a regredir com o crescimento do fanatismo religioso e abusos no trabalho, com a desculpa da crise e do desemprego.
Não esquecer este dia. 

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Desenho num Fondue de carne


Sábado passado almoço num restaurante de Fondue. Grande variedade de carnes de diversos animais e todos a grelharem a refeição, verificando o tempo de cozedura e tempero com uma série de molhos.
Não tenho muita paciência para estar a comer e a verificar os bifes que estão na chapa. Uma situação um pouco stressante quando queremos almoçar com calma e conversar. Pedi um bife de Lama já todo preparado da cozinha do restaurante. Viajei um pouco no saber de uma carne dos Andes.
A variedade de molhos deixou-me todo o dia com sede e sem querer jantar.
A grande vantagem de ver fazer a comida é o tempo que disponho para desenhar com calma todo o momento de preparação. Normalmente quando penso em desenhar comida, já estou com o garfo nela.
A minha filha queria também deixar a marca no desenho e contribuíu com os traços verdes que dão um tom diferente à chapa fumegante.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Suspense no desenho


Um dia ao voltar de Lisboa, um passageiro que ia ao meu lado adormeceu. Aproveitei logo para o desenhar. Mas quando olhava para os pormenores da cara, parecia que o homem ia acordar e não queria que ele olhasse e ver-me especado. Parecia cena de filme de suspense, quando os vilões resmungam ou ressonam quando se quer tirar a chave da mão deles.
Mas deu para captar os detalhes. Provavelmente o passageiro de trás devia estar a estranhar ver-me a inclinar em direcção ao homem.

Aproveito para fazer publicidade para uma exposição que quero ir ver dos Urban Sketchers Portugal na Casa dos Mundos.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Segurava na mala da mulher


Outro dia na travessia do Tejo. Um senhor mais velho com um olhar abstraído. As mãos tremiam. A esposa ia à janela. Desenhei-o com menos rugas na cara. Levava a mala da mulher ao colo, bem segura. Nestas idades tem de haver apoio dentro do casal para enfrentar os ritmos de quem viaja diariamente e não acompanha toda a informação que surge em todo o lado (horários, escadas rolantes, direcções...).
Aproveito para desejar a todos um bom Natal. A época da família. Conjugar diferentes gerações e abraçar os mais velhos.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Beirute - Paris


Sexta-feira foi uma noite para não esquecer. Na hora dos telejornais, uma torrente de notícias a chegar em todos os canais sobre atentados em Paris. A informação era pouca e as imagens eram de um canal francês, iguais em toda informação de vários países que temos acesso pelo cabo.
Já muito se disse e escreveu, mas retive uma mensagem que vi no facebook sobre um atentado que houve a 9 de janeiro deste ano, no Quénia, em que morreram umas 2000 pessoas e faltou falar nisso em todo o mundo.

É bom ver a união de países, a mostrarem a bandeira francesa em monumentos em todo o mundo, mas esquecemo-nos dos países que convivem com o terror e lhes falta o mesmo apoio. No dia anterior ao atentado de sexta-feira, houve uma dupla explosão em Beirute com a morte de cerca de 40 pessoas.
Parece que vivemos num mundo louco, mas apenas temos acesso a mais informação, inflacionando as loucuras locais e regionais para um nível global, extremando as diferenças entre raças, etnias e religiões.
Acima de tudo há que continuar a promover os valores que julgamos presentes, mas que temos de continuar a lutar por eles - Liberté, Égalité, Fraternité.

Em homenagem ao Líbano e a França.


A conversa do desenho era entre 2 tipos, um deles tinha vindo da Bélgica e falava sobre as estórias por lá. O outro "picava" a perguntar sobre as mulheres. Desenho feito no dia 12/11/2015.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Smartphone sempre na mão


Imprescindível. O telemóvel tem de estar sempre à mão nas nossas viagens diárias. Não vá caír alguma mensagem ou não ler as mensagens de "bom dia natureza" no facebook dos amigos. E claro que serve sempre de escapatória a uma conversa mais chata com alguém. Ou não querer pensar em mais nada que um jogo de bolinhas a caírem.
Neste desenho o tipo que falava com o telemóvel na mão ia dando sempre uma olhadela para o dito enquanto gesticulava muito e tornava o meu desenho mais díficil de concretizar.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Vivemos momentos históricos!


Vivemos momentos históricos. Factos que julgávamos tradicionais, começam a mudar.
Já voto há alguns anos e achei esta eleição diferente. Parece como uma tempestade perfeita. Os resultados saíram como esperava, nisso o povo é tradicional, mas são as opções que vamos vendo sobre possíveis governos e coligações que pensávamos nunca existir.
Quando leio que o PCP poderá viabilizar um governo PS, isso é histórico.
O candidato presidencial do PCP é um ex-padre, isto é histórico.
A Alemanha está a perder o desequilíbrio com o caso Volkswagen e poderá ter grandes problemas na Economia. Uma empresa desta dimensão a fazer trafulhice nos motores... isto é histórico!
A Rússia já anda a bombardear a Síria, com a Turquia, o Irão e os EUA na mistura. Espero que este assunto não evolua para pior e se torne histórico. Devem querer confusão para fazer subir o preço do petróleo.

Enquanto isso vou desenhando o quotidiano nas travessias, vejo o pessoal descontraído e a pensar em assuntos mais ligeiros. Aproveitemos estes últimos dias de "Verono".

sexta-feira, 31 de julho de 2015

O que é real num desenho?


Mais uma distração numa das viagens de barco Lisboa-Barreiro. O desenho da direita acabou por ser imaginado, pois apenas tinha feito a cabeça da rapariga sentada.
Da esquerda, as mulheres estavam perto de mim e a postura era mesmo esta, menos a cabeçorra.

É sempre difícil saber o que fazer de um desenho, especialmente de pessoas, que não conseguimos terminar. Quantos pés, cabeças e mãos ficavam sozinhas no caderno e acabava muitas vezes por completar com outra pessoa. Se uma das técnicas é desenhar logo o que se mexe mais, como as mãos, o que poderemos fazer quando se coloca alguém entre nós e o objecto. Acelerar o desenho definitivamente.

Ficam sempre alguns truques na nossa cabeça que não se revelam no papel. E isso é o mais importante. Se uma mulher tinha saia ou calças, depende do momento em que terminarmos o desenho, mas só nós sabemos o que era na realidade.

E ficaram as pobres mulheres no ar sem as respectivas cadeiras...

quarta-feira, 25 de março de 2015

Actualizações constantes


Actualizações... Não há dia que não veja este aviso, no computador, no telemóvel...
Uma praga. Tantas vezes que temos urgência em consultar algo ou avançar com algum trabalho e o aviso surge para nos colocar na ordem e nos quer dizer noutras palavras -  "Qual é a pressa? Vamos fazer mais umas actualizações."
Outro dia deixei o telemóvel ficar sem bateria e quando voltei a ligar, tinha nove actualizações para fazer das mais diversas aplicações. Sem falar das actualizações do Java, que nos dão cabo da cabeça quando temos que trabalhar com sites das finanças ou estatísticas. Pior mesmo só quando nos esquecemos de alguma password das dezenas que temos de fixar.

Neste desenho, todas as pessoas que estavam à minha volta "toparam-me", até o rapaz de casaco verde já olhava para trás para ver o que se passava. Sempre mais complicado quando o ferry vai cheio ao final do dia e as pessoas esperam que os telemóveis façam as suas actualizações.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Olho ou não olho?


Enquanto esperava uma pizza para levar para o jantar, sento-me numa mesa e desenho o que vejo. Uma mulher está a jantar e consulta o telemóvel. Mais atrás, um cliente conversa com um dos pasteleiros.Um empregado pergunta-me se desejo algo e digo-lhe que aguardo uma pizza. Fico a desenhar.

Difícil é manter a concentração na pessoa desenhada, sabendo que ela vai topar que estamos a olhar. Foco o olhar ao perto e ao fundo alternadamente para disfarçar. Sem confiança para observarmos, não conseguimos fazer o desenho, a barreira do desconforto tem de ser ultrapassada, colocamos o pensamento no papel e não no que poderá acontecer se a pessoa perceber. Poderá ficar também desconfortável e mais estática ou querer ver o que estou a fazer. Poucas são as pessoas que têm a "lata" de o fazer e querer ver o resultado final. Só temos de pensar que não haverá problema, nem sentir intimidação a cada espreitadela.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Lentos e apressados


Todos os dias quando o ferry atraca, seja em Lisboa ou no Barreiro, há sempre pressa em saír. As duas saídas acumulam passageiros mesmo antes de estar completamente atracado. Aguardamos a chegada do marinheiro que abre a porta e se prepara para passar o cabo ao marinheiro de terra. São momentos que antecipam um sprint até ao autocarro ou ao metro.

A questão coloca-se quando há ciclistas, carrinhos de bébé, pessoas de canadianas ou mais idosas. São obstáculos para quem quer via livre para correr. Ontem ao final do dia, à chegada ao Barreiro, reparei num senhor que estava junto à porta, muito idoso e de canadiana. Comecei a ouvir uns zumzuns e percebi que um senhor de cabelo grisalho já reclamava com o idoso estar ali à porta em vez de esperar que todos saíssem. Na saída, fiquei ao pé do senhor grisalho que gritava com o mais idoso que com dificuldade abrandou a saída dos restantes passageiros. Abrandei para o grisalho se atravessar à minha frente e ainda levou um empurrão de uma senhora que quase fez o senhor caír em pleno cais. Reclamaram os dois. O mais idoso acabava agora de saír do barco e só vi o grisalho a correr para o autocarro ou pela dignidade perdida.

Todos os dias vejo casos parecidos. A pressa é relativa, mas é melhor para quem é mais lento, saír após o "tsunami" de apressados. Já vi um casal mais idoso e com dificuldade a andar e a barrar toda a saída de passageiros. Se são logo ultrapassados na subida do cais, porque tentam saír em primeiro?

E também não concordo com a atitude do senhor grisalho. Ele esteve tentado em empurrar o mais velho. Podemos andar stressados, mas tem de haver civismo.

Lembrei-me das malas-trolley. Já tropecei tantas vezes nelas que não entendo porque insistem em andar com elas a arrastar no meio de uma multidão com pressa. 

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Photoshop - 25 anos de muita criatividade


Vi a notícia no jornal Observador que o software photoshop faz 25 anos de existência. Qualquer foto que surge em jornais ou revistas não sai sem levar um retoque informático. O que é realidade e o que é fantasia? Começa a ser tão absurdo que fico a olhar para algumas fotos de actrizes conhecidas e olhos ou a pele não parecem nada reais. Qualquer dia mais vale colocar um desenho em vez da fotografia.

sites com fotos de erros do photoshop em que vemos o quanto o técnico devia estar a pensar noutra coisa quando fez os tais retoques. E muitas dessas fotos são publicadas em folhetos publicitários, mas felizmente só olhamos para os preços e não para um braço longo demais à volta de um televisor ou a voar sobre um sofá.

Pior mesmo só operações plásticas que correm mal. Essas são permantentes, não prejudicam a venda de uma revista mas apenas os sustos que a vítima apanha quando olha ao espelho.

Se houvesse photoshop em 1969, muito mais pessoas não acreditariam que o Homem havia chegado à Lua. Resta-nos um futuro de habituação e de incredibilidade à maior parte das coisas que vemos e lemos.
Parabéns Photoshop.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Espera na Urgência Obstétrica


Mais um conjunto de personagens que se vão encontrando nas salas de espera dos hospitais. Este desenho foi feito na sala de espera da Urgência Obstétrica, do Hospital Garcia de Orta, em Almada.
Os gorros que os mais velhos usam para enfrentar o frio matinal, desnecessários no calor que está dentro das instalações, que nos obriga a despir casacos e a tê-los ao colo para não tirar um lugar a quem espera.
A televisão vai passando o programa da manhã da TVI, mas as pessoas estão mais entretidas a tirar o café na máquina e a pensar em tudo o que só nos faz confusão nos momentos que em que o relógio vai andando mais devagar. Os desenhos distraíram-me da espera e aumentou a minha concentração e a observação de sons e imagens, do espaço da sala e na imaginação de estórias dos personagens que iam passando à minha frente. 
Tudo uma questão do que nos passa na cabeça nestes momentos que têm feito notícia na imprensa e na televisão, pelas maratonas de espera nos hospitais. Nas quadras festivas a situação complica-se e torna-se um martírio para quem está doente e para os acompanhantes.
Mas vamos começar o ano com energia e pensamento positivo. Bom Ano 2015.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Arrepios de frio


No domingo passado estava num supermecado a fazer as compras e ao passar ao pé dos legumes e das comidas pré-cozinhadas senti um arrepio de frio. Aquele arrepio que me faz logo pensar em febre, dores de cabeça e corpo dorido. Esse pequeno sinal deixou-me logo cansado no final da tarde. Aquela sensação desagradável de que sabemos que aí vem uns dias de "molho". E o tempo que está tão bom. Céu azul.

Passei o feriado deitado a ver os filmes que davam na televisão. Tão pouca disposição para fazer as refeições. Devíamos poder hibernar como as lagartas ou os urso, um breve período de descanso para o corpo regenerar.

Hoje fui à farmácia e o Ilvicon está esgotado até janeiro. Anda tudo com os mesmo arrepios de frio. Que situação e logo nestas épocas festivas. Imaginemos um engripado ou engripada em pleno domingo no Colombo... O pessoal sai de lá com mais do que presentes e dores de cabeça. Sai uma gripe para 3 dias!

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Património Imaterial do Alentejo


O Cante Alentejano é Património Imaterial da Humanidade, atribuído pela UNESCO. Um prémio para o esforço de muitos que querem mostrar que é uma Arte que se mantém viva e com importância que ultrapassa as fronteiras do Alentejo. O Cante para quem não é desta região do sul é um pouco estranho e ligam logo aos sketches do Herman José a cantar "às 4 da madrugada" infinitamente. É muito mais que isso e que é necessário mostrar.

Gosto de o ouvir, mas no meu caso, quando viajo até ao sul e o ambiente, a gastronomia, a companhia favorecem a escuta com o coração. É estranho para mim quando vejo na televisão ou oiço no rádio. Acho que se deve ouvir numa tasquinha, com petiscos, bom vinho e uma boa acústica. Aí é de arrepiar. A harmonia, a letra, o sentimento.

Acho que pode ser uma excelente oportunidade para a região desenvolver aínda mais o turismo, aliando a outros factores que nos levam a viajar, a observar a paisagem, o silêncio nos campos.
Tenho ideia que no futuro poderemos ter uma Toscânia no sul do país, com ouvidos no cante e os outros sentidos no vinho, queijo, nas sopas e boa disposição com sotaque.

É Património e tem de ser defendido, juntamento com o Fado e a dieta mediterrânea. Tem de ser ouvido e saboreado cá.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Ler. Como será o futuro deste prazer?


Ontem estive a ver um documentário que havia gravado na RTP2 sobre o futuro dos livros no mundo. Passando a questão entre livros em papel e livros digitais (o importante é ler, não importa o meio), acho que a preservação dos livros digitais será um dos grandes problemas no futuro. Há quem tenha livros em disketes ou DVD, mas teremos leitores para aceder a essa informação? Há livros em papel com 500 anos.
Outra das questões que surge no documentário é a forma como se lê hoje em dia. Os mais jovens preferem resumos, até nós nos habituamos a ler os cabeçalhos das notícias no telemóvel e acabamos por não ter tempo para leituras mais profundas. Onde arranjamos tempo para grandes obras?
Com tantos meios visuais, como incentivar a leitura de "calhamaços" junto dos adolescentes ou a forma como se pesquisa a informação dependendo todo o mundo dos algoritmos da Google? Outra das questões.
Ainda fiquei a pensar no que gastamos para preservar toda a cultura, todos os livros escritos até hoje. No futuro quem conseguirá separar dessa gigante "massa" de informação o que quer ler?
Poderíamos apenas ler resumos dos clássicos e passar adiante para literaturas mais modernas ou mais leves. Há sempre alguém que espera que façam um filme de algum livro e poder "lê-lo" em 2 horas num ecrân.
Chego ao fim do post com mais perguntas que respostas, mas acho que sempre foi assim. As perguntas são diferentes, mas haverá sempre estas dúvidas. 
Boas leituras!

Trailer do documentário aqui.

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