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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Ainda se fala em SIDA


Primeiro de Dezembro, ex-feriado e data da comemoração da restauração da independência mas que poucos se vão lembrar de homenagear. A nível internacional comemora-se o Dia Mundial da Luta contra a SIDA. Uma questão que desde os anos 80 foi perdendo importância nos nossos pensamentos, mas que ainda é um problema para milhares de pessoas. Lembro-me do susto que era no final dos anos 80 ir cortar o cabelo e ver o cabeleireiro a usar a navalha ou os anúncios a avisar as pessoas que podiam apertar a mão a pessoas seropositivas ou não ter receio de espirros. Os anúncios eram assustadores e em todo o lado se pensava em sexo seguro e preservativos.
Passaram os anos e parece que já não existe porque não se fala, mas é sempre preciso cuidado e assim surgem campanhas dirigidas aos adolescentes cada vez mais criativas. A empresa de preservativos Durex quer criar um emoji para ser usado nas sms e afins junto com toda a salada de imagens que representam sexo. A MTV avançou com um emoji e uma campanha bem maluca para chamar a atenção da malta mais nova. As mentalidades mudaram em 20 anos.
Tudo isto porque ouvia um telefonema, na travessia do barco, de uma mãe ao filho. Quando ele falou em testes da SIDA, a mãe assustou-se mas tratava-se de um workshop. Logo depois já desabafava com o marido. Achei engraçada a situação, mas trata-se um assunto que devemos ter sempre presente.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Alfândega no Terminal Fluvial do Terreiro do Paço


Na terça-feira 24, quando chegava aos torniquetes para validar o passe e apanhar o barco para o Barreiro, dei conta de uma operação do SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras). Foi pedido o cartão do cidadão a todos os passageiros. Uma operação em vários locais junto aos transportes público para deter ilegais ou documentação duvidosa.

O atentado de Paris e a onda de refugiados colocou no pensamento dos países europeus a questão das fronteiras, do receio de não controlar entradas e saídas de estrangeiros, da movimentação de pessoas procuradas e isso assiste-se no dia-a-dia dos aeroportos.
Ainda não tinha apanhado uma operação destas na estação fluvial e de repente senti que morava fora da Europa, na  outra Margem e teria que andar com toda a documentação.

Cresce o receio de ir no metro ao lado de uma pessoa de feição árabe e a desconfiar de todos os turbantes. O irracional nasce do medo. Ao mesmo tempo aceitamos ser mais vigiados e controlados por questões de segurança, tal como já acontece nesta altura em França.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Seixos na parede


Pausa de almoço e uma caminhada até à rua do Passadiço. Na esquina com a travessa das Parreiras, um edifício chamou-me a atenção com a decoração de seixos nas paredes do rés do chão.
Pode ter feito numa época em que estava na moda colocar pedras nas paredes das vivendas, mas esta moda parece não ter pegado muito por esta zona. Deve ser o único com as pedras na parede.
Tive que acelerar o desenho porque estava a ser alvo de dezenas de moscas que não me largavam. Calculo que fosse por ter os caixotes de lixo perto de mim, na esquina de onde desenhava. 

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Beirute - Paris


Sexta-feira foi uma noite para não esquecer. Na hora dos telejornais, uma torrente de notícias a chegar em todos os canais sobre atentados em Paris. A informação era pouca e as imagens eram de um canal francês, iguais em toda informação de vários países que temos acesso pelo cabo.
Já muito se disse e escreveu, mas retive uma mensagem que vi no facebook sobre um atentado que houve a 9 de janeiro deste ano, no Quénia, em que morreram umas 2000 pessoas e faltou falar nisso em todo o mundo.

É bom ver a união de países, a mostrarem a bandeira francesa em monumentos em todo o mundo, mas esquecemo-nos dos países que convivem com o terror e lhes falta o mesmo apoio. No dia anterior ao atentado de sexta-feira, houve uma dupla explosão em Beirute com a morte de cerca de 40 pessoas.
Parece que vivemos num mundo louco, mas apenas temos acesso a mais informação, inflacionando as loucuras locais e regionais para um nível global, extremando as diferenças entre raças, etnias e religiões.
Acima de tudo há que continuar a promover os valores que julgamos presentes, mas que temos de continuar a lutar por eles - Liberté, Égalité, Fraternité.

Em homenagem ao Líbano e a França.


A conversa do desenho era entre 2 tipos, um deles tinha vindo da Bélgica e falava sobre as estórias por lá. O outro "picava" a perguntar sobre as mulheres. Desenho feito no dia 12/11/2015.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Amadora BD 2015

De volta ao festival de BD da Amadora, na sua 26ª edição. Sempre com surpresas e grandes exposições. Os pequenos adoram ver, desenhar e pintar. Gostei de ver de novo os desenhos do Luís Louro depois há uns anos tê-lo visto quando andava com as aventuras do Corvo. 
Ainda consegui desenhar numa pausa enquanto a minha filha pintava. Comprei 2 livros a preço de feira e um balde de pipocas que já vai sendo tradição.

Desenhos de Luís Louro - 30 anos do Jim Del Monaco.



Desenhos da Joana Afonso...




Exposição 30 anos da Tertúlia BD de Lisboa. Desenhos em toalhas de mesa e mais histórias...


Até 2016...

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Um casal nas escadas


Outro dia entrei no barco e fui directo ao bar beber um café. Ao meu lado uma rapariga e um rapaz que falavam de questões de trabalho. Enquanto esperava que a empregada servisse todas a minis e médias de cerveja que são muito requisitadas ao final do dia, a rapariga ia ficando cada vez mais impaciente com a espera. Quando chegou a minha vez, pedi o café e a rapariga queria uma mini preta. Não havia e ficou com uma média. O rapaz pediu uma cola. 
Bebi o café e como não queria andar à procura de lugar com o barco em andamento, fiquei ao pé das escadas que dão para o piso superior. O casal estava sentado nas ditas.
A rapariga era a mais faladora e de vez em quando olhava para o meu lado para perceber o que eu estaria a fazer com um caderno aberto. Desenhei a senhora à minha frente com o telemóvel e quis fazer os 2 planos e incluír o casal. O desafio seria olhar para eles e desenhar, com a rapariga a topar que estava a observá-los. Felizmente, entusiamou-se com a conversa e deixou de reparar. Acabei o desenho e colori mais tarde. Já há muito que queria fazer um plano das escadas.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Smartphone sempre na mão


Imprescindível. O telemóvel tem de estar sempre à mão nas nossas viagens diárias. Não vá caír alguma mensagem ou não ler as mensagens de "bom dia natureza" no facebook dos amigos. E claro que serve sempre de escapatória a uma conversa mais chata com alguém. Ou não querer pensar em mais nada que um jogo de bolinhas a caírem.
Neste desenho o tipo que falava com o telemóvel na mão ia dando sempre uma olhadela para o dito enquanto gesticulava muito e tornava o meu desenho mais díficil de concretizar.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Travessa do Loureiro - Lisboa


Dia de céu azul em Outubro e uma pausa na hora de almoço para conhecer mais recantos perto do trabalho. Junto ao Instituto de Oftalmologia Dr. Gama Pinto, encostado a uma das portas, apanhei este edifício na Travessa do Loureiro. À janela uma mulher estendia a roupa e conversava com algumas conhecidas. Ainda olhou desconfiada para mim, mas já não fui a tempo de a desenhar.
Uma rua de sentido único onde passam táxis a grande velocidade para deixar pacientes no Instituto, no cruzamento com a Rua do Passadiço. Recantos desta cidade que ainda tem roupa estendida à janela e até uma caixa de cerveja à espreita. 

Os dedinhos


Nesta travessia de barco, estava ao pé de mim um homem a ouvir música com uma postura mesmo relaxada. Achei piada aos dedos no braço da cadeira e foram os primeiros a serem desenhados. Considerando que ainda levava a gravata colocada, o casaco ao colo e a mala ao lado, possivelmente seria a música que o descontraía e lhe dava um aspecto de quem chega ao final do dia fatigado e precisa de não pensar em mais nada. Esperei que começasse a tamborilar o ritmo da música com os dedos, mas não sucedeu.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Selecção Nacional no Café


Ontem lanchava num café com a família e nem me lembrava que era dia do jogo Sérvia-Portugal. Já estávamos apurados, por isso o jogo era mais para utilizar outros jogadores e manter a senda de vitórias. Não ligo muito ao futebol, mas gosto de ver os campeonatos da Europa e do Mundo. Prefiro uma tarde de Mundiais de Atletismo.
O ambiente no café estava calmo e as pessoas viam com alegria de festejar os golos sem pressão. Quando acabei o desenho, ganhávamos por uma bola e o jogo terminou com a nossa vitória por 1-2.
Aproveitei os lápis com que a minha filha estava a desenhar noutro caderno e colori mesmo antes do apito final. Falta o sorteio para o campeonato em França no próximo ano.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Vivemos momentos históricos!


Vivemos momentos históricos. Factos que julgávamos tradicionais, começam a mudar.
Já voto há alguns anos e achei esta eleição diferente. Parece como uma tempestade perfeita. Os resultados saíram como esperava, nisso o povo é tradicional, mas são as opções que vamos vendo sobre possíveis governos e coligações que pensávamos nunca existir.
Quando leio que o PCP poderá viabilizar um governo PS, isso é histórico.
O candidato presidencial do PCP é um ex-padre, isto é histórico.
A Alemanha está a perder o desequilíbrio com o caso Volkswagen e poderá ter grandes problemas na Economia. Uma empresa desta dimensão a fazer trafulhice nos motores... isto é histórico!
A Rússia já anda a bombardear a Síria, com a Turquia, o Irão e os EUA na mistura. Espero que este assunto não evolua para pior e se torne histórico. Devem querer confusão para fazer subir o preço do petróleo.

Enquanto isso vou desenhando o quotidiano nas travessias, vejo o pessoal descontraído e a pensar em assuntos mais ligeiros. Aproveitemos estes últimos dias de "Verono".

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Greves, de volta ao trabalho!


Em Setembro recomeçam as aulas. Maior movimento nas estradas, mais jovens a circularem nos transportes públicos. E também voltam as greves. 
As greves são uma boa ponta de lança para os trabalhadores e uma valente pincelada para quem fica prejudicado por elas. A semana passada os trabalhadores da Soflusa, empresa que faz o transporte fluvial entre o Barreiro e Lisboa, fizeram greve às horas de ponta durante dois dias. Reclamam por melhores salários e esta é a forma de eles protestarem. Claro que obrigam aos utentes a puxarem pela imaginação para chegarem a horas ao trabalho ou à universidade em Lisboa.
Por isso nesses 2 dias, fiz 30km diários para ir ao Seixal apanhar o ferry da Transtejo para Lisboa. Obriga-me a circular no trânsito da N10 cheio de camiões TIR e andar a correr para não perder barcos e metro. É uma valente pincelada e ficamos todos com a sensação de não apoiar a luta desses mesmos trabalhadores. Acabam por destabilizar colocando barcos extra a horários comunicados no site 15 ou 20 minutos antes e que obrigam as pessoas a ficarem mais enfurecidas à espera nas estações, ou sentados no chão porque as estações ficam fechadas. A meio do dia não há greve e é quando há menos gente em deslocação. Assim não perdem o dia total de salário e tentam aborrecer ainda mais quem faz um esforço para querer cumprir o horário de trabalho.
Para ajudar, esta semana são mais 3 dias de greve. Se fizerem mais para a semana, não sei como reagirão os utentes. Por causa disso, há sempre um corpo policial a garantir a segurança quando abrem as portas da estação. 

sábado, 29 de agosto de 2015

Beco de Santa Marta


Um desenho na vertical para apanhar o Beco de Santa Marta que liga à rua com o mesmo nome. Ao fundo as portas são dos serviços de limpeza da Junta de Freguesia de onde saíram três funcionários que não me deram tempo de os colocar no caderno à medida que desciam na conversa. 
Fiquei a desenhar junto dos caixotes de fruta de uma frutaria ao lado da dona que conversava com a da loja ao lado. Iam espreitando o que ia fazendo no diário-gráfico. Não ficaram para ver o resultado final. Havia clientes para atender.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Fui à praia do Torel


Ontem na pausa de almoço resolvi dar um pulo à famosa praia urbana no jardim do Torel, no centro de Lisboa. Já conhecia o miradouro e o espaço que abre as vistas para a colina do Bairro Alto e Avenida da Liberdade, mas agora vi um local bem diferente. Apetrechado com nova esplanada, o lago cheio de água, miúdos a nadarem e adultos a apanharem sol na areia ou à sombra dos chapéus de um banco deste Milénio. Não faltava o chuveiro e nadador salvador que captei no meu desenho. Tem também uma pequena biblioteca. Serve muito bem quem não pode ir até às praias da Linha ou da Caparica.
Escolhi um local quase à sombra e logo um agente da autoridade se colocou à minha frente para aproveitar também a sombra. Ele perguntou-me se não estorvava. Disse que não e acabou também por ficar na moldura.
Colori ainda no local e no fim fui mostrar ao polícía. Ele ficou supreendido porque tinha pensado que estava a fazer algum levantamento de dados para a Junta de Freguesia ou da Câmara. Disse-lhe que já me tomaram por funcionário camarário quando desenho nas diversas ruelas desta bela cidade.
Apetecia um mergulho com o calor que estava. Voltei ao trabalho.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

No ecrân de um smartphone


À distãncia que estava e conseguia ver mesmo bem as fotos de um bébé no enorme ecrân de um smartphone. A rapariga atrás ia comentando com a amiga na fila da frente. Do lado do corredor ia tudo meio amorfo quase sonolento. No 2º piso da travessia de barco Lisboa-Barreiro.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Traseiras de Lisboa


Mais uma pausa de almoço, mais um desenho. Desta vez subi a Travessa Larga em direcção à rua do Passadiço, junto ao Instituto de Oftalmologia Dr. Gama Pinto. 
Este desenho é de um terreno abandonado junto ao estacionamento do dito Instituto, nas traseiras de um edificio devoluto que dá para a rua de Santa Marta. Gosto de ver o emaranhado de varandas em ferro forjado, pequenas chaminés e antenas na diagonal. Proporcionam desafios para encaixar tudo na folha, mas podemos pensar que são pedaços desta cidade que esperam quem lhes dê nova vida.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Pombos na Cardal de São José


Voltei a comprar a "Marmita" na estação fluvial do Terreiro do Paço e que depois aqueço no micro-ondas da copa no trabalho. Acabo por ter mais tempo na pausa de almoço para deambular pelas ruas da freguesia de Santo António em Lisboa.
Ontem percorria a Rua do Cardal de São José e vi um edifício em obras, puxei do caderno, mas não me atraíu a desenhar com um tapume muito grande à frente. Nas minhas costas um conjunto de casas velhas chamaram-me a atenção. Quem me chamou foram os pombos, mas desenhei o alinhamento final desta rua e não me esqueci destas "personagens" de Lisboa que se encontravam em pausa à sombra dos telheiros.
Ainda deixei um erro de perspectiva no tapume verde que não acompanhou a linha de fundo. Desculpo-me com o sol bem quente que já me fervia a cabeça.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Rappel na Rua do Carrião.


Na pausa de almoço, apanhei um pintor em rappel num edifício antigo em plena rua do Carrião. Chamava a atenção a todos que passavam. Aproveitei e fiz o registo no caderno.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Metro Estação Colagem


Por causa do calor resolvi apanhar o metro para não chegar ao trabalho a pingar (não sei como fazem as pessoas que vão de bicicleta?) e assim pude treinar alguns desenhos no cais e em plena linha azul.
De costas estavam à minha frente no cais e os outros foram em plena viagem. Já me tinha esquecido que é um transporte que é um manancial de poses, expressões, conversas para passar para o diário-gráfico. Até a mão estava mais ligeira a rabiscar.
Em casa, ao serão, fui colorir depois de ter lido uma entrevista à jornalista-escritora Alexandra Lucas Coelho e no processo de coloração resolvi colar algumas das frases mais fortes dessa boa entrevista do suplemento Ipsílon do Público.
Usei os marcadores da minha filha e gostei do resultado.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Esquerda - Direita


Sentado no 2º piso do barco, desenhei a rapariga do tablet que estava à minha direita e juntei duas mulheres a dormir à minha esquerda. Achei engraçado o processo de união dos 2 desenhos e a certa altura a decisão era saber onde terminava um plano e começava o outro. Gosto da experiência.

Quando o barco atracou estavam duas senhoras de leque atrás da rapariga de casaco verde a comentarem à vontade os meus desenhos. Levantei-me e olharam bem para mim, se calhar para verem como é um tipo que faz desenhos, se corresponde a algum imagem que as pessoas tenham de um desenhador. 
Tal como temos curiosidade em conhecer a imagem de alguém cuja a voz estivémos a ouvir nas cadeiras atrás de nós e se corresponde ao sketch mental que entretanto fizémos na viagem.

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