Mostrar mensagens com a etiqueta transportes públicos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta transportes públicos. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 21 de abril de 2010

De comboio, de autocarro, de táxi...

Impressionante como nos últimos dias, a Europa voltou ao século XIX, em termos de transportes. De um momento para o outro, uma nuvem vulcânica vem pôr à prova as fragilidades dos transportes actuais.
Pode ser uma amostra do que poderá ser um futuro sem combustível para os aviões.

Mas tem sido interessante a criatividade e o engenho, que tal como no ditado é aguçado pela necessidade. Pessoas que alugam táxis, pedem para ir de pé nos comboios, fazem dezenas de horas em autocarros pela Europa, tal como o fez a comitiva do Presidente da República, vinda de Praga e que deu notícia, todo o fim-de-semana.

O comboio está a ser o transporte preferido, primeiro porque é mais barato e mais rápido. Mas também tem limite e as viagens vão esgotando de lugares, tal como refere no Público. Na CP devem estar a pensar aonde desencantar mais comboios.
É também um quebra-cabeças, para os viajantes que fazem contas ao dinheiro, horários e mudanças de troços para chegar do ponto A ao B. Ou ainda passar em C, D, J ou W, para chegar a B.

Se a situação piorar, teremos grupos a pé a atravessar fronteiras, como faziam as legiões romanas em deslocação para as batalhas.
Tal como diz George Steiner no livro A ideia de Europa, " a paisagem a uma escala humana que possibilita a sua travessia" e que "A cadência e a sequência do pensamento e sensibilidades europeus são, pedestres"

Quanto a mim, prefiro o comboio. O melhor transporte para viajar. Já fiz um périplo por Itália que recomendo, mas sem a pressão da nuvem islandesa.

Não sei se o mapa está actualizado, mas pode ser consultado aqui.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Setembro

De volta à barafunda, às multidões. Primeiro de Setembro e muitos voltam das férias. No metropolitano de Lisboa, nota-se logo. Durante o mês de Agosto, ia acompanhado no metro por turistas estrangeiros. A diversidade de línguas, os calções e os mapas na mão eram a maioria dos utentes nas horas de ponta. Hoje, foi o regresso ao trabalho! Há muito que não vinha tão apertado, tão abafado, tão engravatado. Um ambiente de cara fechada e ensonada e ainda a relembrar as últimas horas de férias de Agosto. Outros irão agora, mas os que voltaram, custa a ver o ambiente cheio de cartazes de regresso às aulas, das greves (a dos barcos da Soflusa começou hoje e vai até 4ª feira) e do tempo que ainda está bom, mas já ando outra vez de gravata e sem as chinelas. Setembro parece-me o mês das últimas festas, da entrada para o Outono. Vejo outra vez as filas para comprar o passe, para almoçar. Abrem de novo as lojas e restaurantes e anda tudo a responder "As férias foram boas, mas curtas". Tempo de gravar as fotos no computador, revelar os rolos e mostrar os "álbuns" das férias aos amigos. Os jornais gratuitos estão de volta, mas falta o espaço para os ler nas carruagens do metro. Se o verão foi este ano cheia de notícias de assaltos e poucas dos incêndios e do calor extremo, agora em Setembro vamos apanhar de novo com a conversa política e futebolística. Já tenho saudades do Olímpicos e do Verão. Setembro não deixa de ser um excelente mês para férias. Para quem está aborrecido por voltar a trabalhar nesta altura, para o ano tira uma quinzena de Setembro e ainda vai ver as vindimas.

Mais visitadas...