quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

A diferença dos anúncios no cinema

A Digital Cinema Media fez uma sondagem para saber quais os anúncios de culto que já passaram nos cinemas britânicos e divulgou a lista dos 10 melhores.
Vi o anúncio que ficou em primeiro e dou os parabéns. Um anúncio bem provocador com a Kylie Minogue, da lingerie Agent Provocateur, que em 2001, foi proibido na televisão e que apenas permitido no cinema.
Esse tipo de anúncios torna a experiência da sala de cinema ainda melhor.
O cinema dá liberdade à criação de um tipo de publicidade que na televisão não é possível. Anúncios maiores, mais sensuais, melhor som, enfim dirigido para um público diferente.
Tudo isto para dizer que a carga de anúncios que colocam nas salas portuguesas é cada vez maior e a maior parte são anúncios televisivos.
Muitas são as pessoas que aproveitam para chegar mais tarde à sala, sabendo que podem desperdiçar 10m de publicidade.
Mesmo os trailers são hoje menos que antes, porque sabem que depois da outra publicidade, pouca gente tem paciência para esperar mais pelo filme.
A continuar assim, as salas vão ficando vazias e por sua vez, irá ser necessária mais publicidade para compensar a menor venda de bilhetes. Nalguns cinemas, todos os filmes têm intervalo. Bem, pelo menos pela ida ao wc.
Há que melhorar o tipo de publicidade que passa no cinema. E desliguem os telemóveis... Os bilhetes custam 5,20 euros e para estar na conversa, na rua é de borla.

Foto: Pipoca

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Ernesto "Che" Guevara, o Viajante.

Li hoje, no Diário de Notícias, uma notícia sobre a saída de um livro da editora Guerra e Paz. Um livro que relata uma viagem realizada por 2 rapazes em 1953. Um deles, que ainda é vivo, resolveu agora pôr em papel, as peripécias dessa viagem com outro viajante que mais tarde ficaria conhecido pela alcunha "Che". Carlos "Calica" Ferrer, o autor, agora com 76 anos, relata uma viagem da Argentina até à Venezuela na companhia do amigo de infância. Ernesto Guevara já havia feito uma viagem semelhante pela América Latina na companhia do primo Alberto Granado, viagem que passou para o cinema no belíssimo filme "Diários da motocicleta" de 2004.As duas viagens consolidaram a personalidade de Ernesto com uma experiência humana junto das populações que foi encontrando pelo caminho.Mais do que um ícone, o livro procura mostrar a figura humana de um jovem com ideais, antes de se tornar no rosto dos ideais dos jovens revolucionários das décadas seguintes.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

O fim dos video clubes

Outro dia fui buscar um filme ao clube de vídeo. Chovia bem e não dava para uma saída à noite confortável. Assim, decidi ir ver o que havia nas estantes da loja.
Normalmente vejo os filmes que gosto no cinema, especialmente algum cinema mais alternativo que apenas se apanha em pequenas salas ou nos festivais.
Fui às estantes das novidades que não me agradaram. Nos mais antigos, os filmes não devem ter mais de 3 ou 4 anos. Foi difícil, mas lá levei um filme que no título original se chama "Forgetting Sarah Marshall " mas que em português se chama "Um belo par de... patins". A quem querem enganar... O filme é uma comédia diferente daquelas que têm este tipo de títulos. E não vale a pena escrever "rir às gargalhadas" como se usava nas capas de outros.
Enquanto esperava o DVD, reparei nos cestos com pipocas, batatas fritas, gomas, pastilhas e chocolates. A loja tem de sobreviver!
Lembrei-me dos anos 80, com a febre dos vídeo clubes e as corridas pelos melhores filmes em cassete VHS e alguns BETA.
Era um privilégio ser sócio dos melhores clubes. Inscrição com jóia e reservar o filme que fosse novidade. O Jurassic Parque quando saiu, ninguém o apanhava.
Outros tempos, hoje a campanha do Meo possibilita a escolha de filmes em casa e a um preço mais baixo. Qual a loja que vai aguentar. Nem mesmo os filmes eróticos ajudam, pois o Cabo tem alguns 4 ou 5 canais eróticos 24 horas por dia.
Tenho visto algumas lojas a fechar, especialmente aquelas pequenas de bairro.
Qual o futuro dos clubes de vídeo?
Pessoal sem Cabo? Vão sendo menos e mais velhos, perdendo o interesse pelos filmes e sem vontade de se deslocar.
Filmes Alternativos? Pouco público e muito diverso.
Algumas lojas dispõem de máquinas tipo multibanco para levantar filmes toda a noite. Uma solução para quem não consegue dormir.
Mas como as coisas são, assim como apareceram e tiraram pessoas das salas de cinema, agora é a televisão que as tira dos clube de vídeo.
Fui sócio de um clube de vídeo há uns anos em que as caixas dos filmes tinham cópias das capas originais, a colecção de filmes era basicamente de kung fu e as loucas academias de polícia e acabava sempre por levar um filme do 007. Vi toda a colecção do James Bond nesse clube de vídeo que fechou ainda nos anos 90.

domingo, 18 de janeiro de 2009

"Traveller" de Michael Katakis

Fotógrafo e escritor, Michael Katakis, tem dedicado os últimos 25 anos a percorrer o mundo, a fotografar a China, África, Estados Unidos, Coreia, Cuba, Filipinas e alguns países da Europa.
Recebi uma newsletter do viajante Michael Palin a recomendar o último livro de Katakis, "Traveller: Observations from an American in Exile" cujo prefácio abaixo deixo:

“In both his letters and in his journal, Michael has the infectious ability to sense the essence of a place and transmit it to the reader. Whether on the dusty roads of Sierra Leone, in a café on the Bosporus, in a Chinese village without a map, in Dallas, Texas or on the Paris Metro, he makes a place for us beside him.
Michael has two other vital qualities for a good traveler, curiosity and a conscience. I’ve seen his curiosity in action. He goes up to people, says hello and asks where they’re from. And does it with such charm and obvious good intent that soon he has friends around him like the Pied Piper had children. At the same time he worries and he cares. Frustration, disillusion and indignation burst out of these pages, undisguised and deeply felt.
Traveller is the work of a decent and honorable man in a world where the deceitful and dishonorable have far too much influence. If you want to be reassured that the word humanity still means something, look inside.”


Mais do que ler sobre locais que já vimos centenas de vezes na televisão, é obter uma visão (neste caso em escrita e imagem) das diferenças entre nós, seres humanos e as pequenas histórias que coexistem nessas relações de diferença e de proximidade.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Fui ver o 007...

Fui ao cinema ver o último filme do 007 e gostei. Gosto de ver alguns filmes mais comerciais algumas semanas após a estreia para ver em salas com pouca gente, pouca pipoca e se possível sem telemóveis.
Já tinha gostado de ver o "Casino Royal" e o Daniel Craig apresenta-se física e mentalmente preparado para o papel. Neste filme, que acaba por ser uma 2ª parte do anterior, a aventura ainda tem mais acção e uma mostra da personalidade complicada do James Bond.

O personagem já não tem tantos gadgets, talvez influência da trilogia de Bourne, que coloca o espião como uma pessoa sem super-poderes, mas bem preparada para enfrentar cenários extremos. Aprecio estes filmes pelo realismo das cenas e buscam uma maneira de contar uma história como nos primeiros com o Sean Connery.
Em termos de amor e sexo, está mais real, pois em filmes anteriores, as mulheres atiravam-se aos pés do 007, sem que ele fizesse alguma coisa. Era um exagero, especialmente na fase Roger Moore.
Neste filme, o agente não anda a saltar de cama em cama e tem uma relação com uma bond-girl diferente, interpretada pela Olga Kurylenko.
Acaba por ser uma relação de entreajuda e consolo pela perda da amante Vesper do filme anterior. A actriz é lindíssima e tem um papel tão duro como o principal. Curioso ver uma russa a fazer de boliviana bem morena. As fotos também falam.Espero que o actor ainda consiga sobreviver à realização de outro filme, porque senão irá ser muito difícil fazer com outro, dada a fasquia tão alta.


Site oficial: http://www.007.com/

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