Todos os dias faço o percurso Barreiro-Lisboa-Barreiro nos ferries da Soflusa. Ontem à tarde, pelas 20h, a viagem ficou-se pelo meio. De repente, enquanto passávamos frente ao Seixal, a embarcação parou e rapidamente vejo um dos marinheiros a correr para a popa. Algumas pessoas que iam junto às janelas começam num zumzum. Em 5 minutos, outras começam a aproximar-se da janela. Um homem que caiu ao rio? O que se passa?
Tratava-se de um corpo que boiava junto. Momentos se seguiram de agitação e nervosismo. O som do mestre do ferry alertou, meio atabalhoado, a explicar que estava um corpo na água e teríamos que esperar pela polícia marítima. Enquanto alguns foram buscar mais umas cervejas (os ferries têm café) outros como eu, resolveram comer um geladinho. Vinha do ginásio e cheio de fome. Os gelados venderam-se bem. Depois foi meia hora de conversas, hipóteses... Aliás, é um cenário, onde se pode estudar alguns comportamentos. Há os que correm para ver, numa curiosidade mórbida, e outros que procuram acalmar com piadinhas. Gosto dos que puxam da cabeça e falam sobre as mais diferentes hipóteses. Só faltava tirar fotos, porque todos faziam o relato em directo para familiares e amigos pelo telemóvel. A embarcação tentava manter-se estável, mas o movimento de pessoas a circularem de estibordo para bombordo (agora já sei quais os pontos do navio!) parecia uma feira.Só às 20h35 conseguimos atracar no Barreiro depois do aparecimento da lancha da polícia marítima. Foi uma meia hora de quebra-rotina. Não cheguei a espreitar para matar a curiosidade que não era nenhuma. O tempo foi aproveitado para ver todo o espectáculo que rodeia estes incidentes. Se houvesse viaturas a atravessar o rio, já haveria fila para espreitar o corpo a boiar no Tejo.
Tratava-se de um corpo que boiava junto. Momentos se seguiram de agitação e nervosismo. O som do mestre do ferry alertou, meio atabalhoado, a explicar que estava um corpo na água e teríamos que esperar pela polícia marítima. Enquanto alguns foram buscar mais umas cervejas (os ferries têm café) outros como eu, resolveram comer um geladinho. Vinha do ginásio e cheio de fome. Os gelados venderam-se bem. Depois foi meia hora de conversas, hipóteses... Aliás, é um cenário, onde se pode estudar alguns comportamentos. Há os que correm para ver, numa curiosidade mórbida, e outros que procuram acalmar com piadinhas. Gosto dos que puxam da cabeça e falam sobre as mais diferentes hipóteses. Só faltava tirar fotos, porque todos faziam o relato em directo para familiares e amigos pelo telemóvel. A embarcação tentava manter-se estável, mas o movimento de pessoas a circularem de estibordo para bombordo (agora já sei quais os pontos do navio!) parecia uma feira.Só às 20h35 conseguimos atracar no Barreiro depois do aparecimento da lancha da polícia marítima. Foi uma meia hora de quebra-rotina. Não cheguei a espreitar para matar a curiosidade que não era nenhuma. O tempo foi aproveitado para ver todo o espectáculo que rodeia estes incidentes. Se houvesse viaturas a atravessar o rio, já haveria fila para espreitar o corpo a boiar no Tejo.Hoje já foi referido no Correio da Manhã.
Tenho assistido nos telejornais sobre a vantagem que o twitter está a dar aos manifestantes no Irão. Sem jornalistas no país, as pessoas procuram enviar o máximo de informação para todo o mundo e isso está a dar cabo da cabeça ao governo iraniano. A popularidade desta rede era um pouco previsível. As pessoas tem pouca paciência para ler grandes textos e preferem coisas bem curtas. Claro que o excesso de informação irá no futuro saturar as nossas cabeças. Ou ligamos a tudo ou só ligamos às coisas superficiais, deixando o mais importante por saber.
Das conversas sobre as temperaturas e do calor que faz, há um diálogo que adoro todos os anos. Sempre repetido: