quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Mais uns traços...

Mais uns traços de uma conversa que vi junto ao bar na viagem de barco para casa. Escolho um lugar confortável, procuro um motivo para desenhar e depois é ao sabor da ondulação do rio.
Junto ao bar há sempre mais animação e por isso um desafio para apanhar os momentos. A viagem torna-se agradável e não a sinto como rotina, pois são estas as ocasiões para descontração e treino.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Falhanço sem explicação!

A parte psicológica voltou a vencer a física. A saltadora russa Yelena Isinbayeva, campeã do mundo e olímpica, detentora do record do salto à vara, falhou todos os saltos da prova de ontem. Ela bem chorava e tentava perceber o que havia falhado. Dizia que se sentia a 100% na forma física e mesmo assim o falhanço aconteceu.
Fez-me lembrar a prova da Naide Gomes nas Olimpíadas de 2008. Também não havia conseguido saltar sem pisar no sítio certo, na prova de salto em comprimento.
Os resultados só se conseguem com a conciliação de 2 factores, físico e psicológico. Em menor escala também sinto essa diferença nas minhas idas para o ginásio. Há dias que parece que a força e a velocidade ficaram em casa, noutros dias é o contrário. Tem tudo a ver com a cabeça. Uma cabeça a 100% transforma-nos em superherois e conseguimos maiores proezas, à nossa escala, claro.
O maior desafio para a atleta russa será o de ultrapassar este problemas. Os próximos saltos terão de sair melhor de modo a ganhar a confiança. Sem confiança, toda a técnica ficará desajeitada e vai parecer que nem correr bem consegue.
Já o Fernando Mamede ficava com as pernas presas nas provas mais importantes. A pressão psicológica é como um Adamastor na cabeça de um atleta. Sentir milhões a verem cada movimento que o atleta faz.
No domingo vi a prova dos 100m com uma excelente prova de Usain Bolt e aqueles minutos antes da prova eram um desafio aos nervos dos atletas. Não paravam quietos. Anos de trabalho decididos em menos de 10 segundos. É muita pressão para uma pessoa normal. Eles... eles são super-atletas!
Notícia no Público.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Dias de praia 2

Mais uns desenhos. Gostei muito de desenhar a rapariga de cima que observava o namorado a surfar.
A mulher em baixo serviu para treinar as sombras. Acho que carrego demasiado na caneta. É como acertar as patilhas, cortamos sempre mais um pouco do lado direito. O mais difícil é captar a ondulação da toalha e da areia, mas é um bom desafio.
A mulher no topo, foi uma espécie de caricatura de uma personagem que passava junto à água com o colchão de ar debaixo do braço. O penteado também era diferente do normal.
Estava uma tarde de calor que saboreei até à hora do jantar. A melhor hora, quando as famílias vão saindo e fica aquele céu laranja.

Dias de praia 1

Voltei de férias na semana de maior calor. Tem sido uns dias fantásticos. Especialmente, as noites quentes.
Na praia fui desenhando algumas vezes, as pessoas que dormitavam ao pé de mim, que fixavam uma pose e ficavam o tempo suficiente para desenhar.
Aqui apanhei um casal na conversa. Bem juntinhos trocavam impressões sobre um estranho grupo que estava ao lado deles. É sempre propício a conversas intímas com os olhares bem perto um do outro.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Saruel. São calças Saruel!

Saruel. Soube do nome há uns tempos.

Saruel são umas calças que andam na moda este verão. Já as via em anos anteriores nos festivais, mas este ano chegaram à cidade. Aceito bem as calças de panos de padrões coloridos, mas quando passaram o conceito para os jeans... Parece uma fralda! Como alguns gostam de usar as calças na anca mostrando os boxers de marca, as calças saruel são as indicadas. Dão a entender que estão a cair, mas apenas é um tecido em excesso que vai roçando nas pernas. Os ingleses chamam-lhes "drop-crotch", os Madness cantavam as "baggy trousers" nos anos 80. O conceito de rebeldia está implícito naquela forma de chamar a atenção. O pior é quando passam para a roupa do dia-a-dia.

Li sobre este tipo de calças e são mais antigas que eu pensava. Fazia parte do uniforme do exército francês que patrulhava no norte de África no século XIX. O exército Zouave utilizava a tecnologia da região para aguentar o calor, especialmente entre as pernas.

Essa tecnologia saltou para o século XXI. O mais aproximado que tive, foi no Judo, com umas calças do mesmo género que deixavam espaço para a flexibilidade, fortes puxões e frescura. Talvez seja isso que precisamos de usar para usar no metropolitano todos os dias.
Pintura daqui: Vincent Van Gogh - O Zouave

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