terça-feira, 8 de setembro de 2009

Ler é factor de risco da gripe A

Todos os dias vemos avisos sobre a gripe A, estatísticas nos telejornais, medidas de prevenção e mais coisas que enjoam tanto como as campanhas eleitorais. Concordo com algumas das medidas de prevenção. Tenho visto os desinfectantes nos centros comerciais junto dos restaurantes e fica muito bem às pessoas lavarem as mãos depois de usarem o wc, mas esquecem-se de muitas situações que podem ser de risco.
Vejo automobilistas que entram nas garagens públicas com o cartão de pagamento na boca, assim que o tiram na entrada. Outros que levam o passe na boca, enquanto se preparam para fechar a mala e passarem o dito pela máquina.
Uma situação que é muito perigosa é Ler. Ler é perigoso? Sim, para quem vira as páginas de livros e jornais com o dedo húmido da língua. Observei outro dia um exemplo desses com um jornal desportivo. O indivíduo folheava as páginas satisfeito com as vitórias do Benfica e levava o dedo à boca para voltar a folhear. É um hábito que detesto, mas para quem tem o vício fica mais um aviso. Lembro-me sempre de algumas cenas do "Nome da Rosa" e os dedos negros dos assassinados.
Vai ser por pouco tempo. Lá para o próximo verão ninguém se vai lembrar dos avisos. As gripes hão-de ser outras.

Foto: "O Nome da Rosa" com Sean Connery

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Viagem ilustrada

Hoje o jornal i, apresenta uma reportagem diferente. A viagem de João Catarino numa carrinha volkswagem, com excelentes ilustrações feitas pelo próprio e que dão uma perspectiva diferente das velhas estradas nacionais.
Este jornal continua a surpreender-me com temas pouco usuais no jornalismo diário. Os desenhos irão sair por vários dias e começa muito bem.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Mais uns traços...

Mais uns traços de uma conversa que vi junto ao bar na viagem de barco para casa. Escolho um lugar confortável, procuro um motivo para desenhar e depois é ao sabor da ondulação do rio.
Junto ao bar há sempre mais animação e por isso um desafio para apanhar os momentos. A viagem torna-se agradável e não a sinto como rotina, pois são estas as ocasiões para descontração e treino.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Falhanço sem explicação!

A parte psicológica voltou a vencer a física. A saltadora russa Yelena Isinbayeva, campeã do mundo e olímpica, detentora do record do salto à vara, falhou todos os saltos da prova de ontem. Ela bem chorava e tentava perceber o que havia falhado. Dizia que se sentia a 100% na forma física e mesmo assim o falhanço aconteceu.
Fez-me lembrar a prova da Naide Gomes nas Olimpíadas de 2008. Também não havia conseguido saltar sem pisar no sítio certo, na prova de salto em comprimento.
Os resultados só se conseguem com a conciliação de 2 factores, físico e psicológico. Em menor escala também sinto essa diferença nas minhas idas para o ginásio. Há dias que parece que a força e a velocidade ficaram em casa, noutros dias é o contrário. Tem tudo a ver com a cabeça. Uma cabeça a 100% transforma-nos em superherois e conseguimos maiores proezas, à nossa escala, claro.
O maior desafio para a atleta russa será o de ultrapassar este problemas. Os próximos saltos terão de sair melhor de modo a ganhar a confiança. Sem confiança, toda a técnica ficará desajeitada e vai parecer que nem correr bem consegue.
Já o Fernando Mamede ficava com as pernas presas nas provas mais importantes. A pressão psicológica é como um Adamastor na cabeça de um atleta. Sentir milhões a verem cada movimento que o atleta faz.
No domingo vi a prova dos 100m com uma excelente prova de Usain Bolt e aqueles minutos antes da prova eram um desafio aos nervos dos atletas. Não paravam quietos. Anos de trabalho decididos em menos de 10 segundos. É muita pressão para uma pessoa normal. Eles... eles são super-atletas!
Notícia no Público.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Dias de praia 2

Mais uns desenhos. Gostei muito de desenhar a rapariga de cima que observava o namorado a surfar.
A mulher em baixo serviu para treinar as sombras. Acho que carrego demasiado na caneta. É como acertar as patilhas, cortamos sempre mais um pouco do lado direito. O mais difícil é captar a ondulação da toalha e da areia, mas é um bom desafio.
A mulher no topo, foi uma espécie de caricatura de uma personagem que passava junto à água com o colchão de ar debaixo do braço. O penteado também era diferente do normal.
Estava uma tarde de calor que saboreei até à hora do jantar. A melhor hora, quando as famílias vão saindo e fica aquele céu laranja.

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