

As cenas saíram daqui, daqui, daqui, daqui e dacolá.


Saiu mais um álbum do Rão Kyao. Vi-o numa entrevista do programa "Bairro Alto" na RTP2 e procurei por temas antigos na Net. Coloquei este, porque me lembro do teledisco (ainda se chama assim?) e no final dos anos 80 era muito à frente. As imagens do flautista a pensar que estava em forma e o puxar do exotismo da Índia. Aqui é natural, porque o tema é de semente indiana.
Gosto do tema. Evoca as viagens e o Oriente. Gosto muito mais de um tema desta altura chamado "Travessia" que também se enquadra muito bem numa banda sonora de viagens.
Sobre o novo álbum é o regresso ao êxito que teve com Fado bailado, na altura em saxofone. Tocar clássicos do fado em flauta fica muito bem, mas está no fio de se tornar música de elevador. Com sensibilidade e experiência, o Rão deve conseguir apresentar um bom trabalho.

Cada vez gosto mais das capas dos livros. Há uma preocupação cada vez maior com o design e a estética das obras literárias. Quando vamos a uma livraria, no meio de tantos, há alguns que saltam à vista, que apelam ao nosso impulso de leitura. A capa é a primeira impressão e quando o miolo acompanha em qualidade, a compra é quase garantida.
Mais uma achega para ajudar nas relações Portugal-Brasil. Sabemos tanto deles como eles de nós. Mas acho que nós sabemos mais à conta das novelas.
No Youtube está um video da actriz/escritora Maitê Proença que aproveitou a estadia no nosso país para fazer uns filmezinhos sobre curiosidades de Portugal e mostrar aos compatriotas do programa feminino "Saia justa". Goza um pouco connosco, mas os brasileiros adoram gozar com o nosso país. O facto de confundirmos o Tejo com o mar, mas os dois estão logo ali, a arquitectura dos jerónimos que é do rei D. Manuel. Os que eles adoram dizer Manuel.
A gaffe maior partiu da parte dela quando falou sobre a impossibilidade de enviar e-mails quando estava hospedada num hotel e não havia técnico informático para a acudir. Mas as amigas do "Saia justa" receberam um mail a dizer que ela não conseguia enviar. Foi uma gaffe que ela justifica com o facto de estar no nosso país. A coisa mais estúpida fui cuspir junto de uma fonte. Se procurava imitar a fonte, mais valia ter bebido alguma água e lavado a língua das coisas parvas que dizia. Enfim, diferenças culturais. Também sei que em Portugal os brasileiros são vistos como malandros e as mulheres, bem pior, mas não podemos definir um povo inteiro por alguns exemplares.
Não levei a mal, a intenção era boa, pena que não tenha humor nenhum.