terça-feira, 8 de novembro de 2011

Por este rio abaixo...

Começa o frio e a chuva, umas castanhas assadas e umas greves dos transportes públicos. Vamos-nos adaptando aos novos tempos. A agitação das "massas" já não passa por gritos, insultos e manifestações. Acho que cada um de nós pensa que "isto um dia rebenta", mas não se vê fisicamente nada a suceder que mexa com toda a gente. Acaba por ser feito por pequenos grupos e iniciativas sem gaz.


Já hoje lia uma reportagem de um jornalista americano na revista Courrier Internacional, a descrever como foi possível amanssar a juventude americana. Concordo com algumas das análises, de facto uma sociedade de consumo e a televisão amolecem qualquer cabeça. Achei mais contundente a análise sobre os empréstimos para os estudantes pagarem propinas. É uma maneira do pessoal ficar mais sossegado com medo de perder a hipótese de o pagar mais tarde. Assim, o objectivo é acabar o curso rapidamente e depois arranjar trabalho para pagar o empréstimo e aqui acaba por ser uma maneira de logo em novo estar preso a alguma coisa, não ter liberdade de reclamar ou ainda pior ir preso pelas "lutas estudantis". Muito interessante toda a análise (até desliguei a televisão e fiquei a ler o resto) e que nos permite pensar um pouco nas revoluções do século XXI. São diferentes e previsíveis.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

"Les aventures de Tintin"

Estreia hoje o filme do Tintin. A tecnologia chegou a ponto que não deverá envergonhar ou desiludir os aficionados do heroi criado por Hergé. Eu gosto muito de ler e reler as aventuras do Tintin. Uns livros mais ingénuos, outros mais de aventuras e também outros mais políticos. O desenho parece bem simples, mas não é muito fácil chegar a essa simplicidade.


A escolha foi excelente por parte da equipa Steven Spielberg/Peter Jackson, para a apresentação dos personagens ao público. O filme é feito a partir de 3 albúns onde surgem o capitão Haddock e os irmãos Dupont e Dupond. Gostava de ir ver o filme, porque ainda não vi nenhum filme em 3D. Já não vou há uns tempos ao cinema e pode ser que seja desta.


Fotos daqui e daqui.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

33º Sketchcrawl / 18º Encontro USk

Antes de subir ao terraço do Chão do Loureiro para mais um encontro dos Urban Sketchers, desenhei um pouco do Largo do Caldas. Um turista espanhol perguntou-me se era arquitecto. Disse-lhe que era para um encontro de desenhadores e ele achou interessante. O dia estava de verão.




Desenhei um antiquário no Largo do Contador-Mor. O senhor não aguentou 10 segundos sentado e pouco depois estava a avisar-me para ter cuidado com os pombos. Aproveitou e meteu conversa comigo e deu-me algumas dicas para locais a desenhar perto do Castelo. Terão de ficar para outras vezes.




Adorei o encontro, as conversas e rever algumas ruas que já há muito não passava. Uma excelente oportunidade para ver e mostrar o Museu do Teatro Romano. Venha o próximo encontro.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Homenagem simples e directa

Li algumas notícias sobre a morte do fundador da Apple, Steve Jobs. Tudo o que fez, o que representou para a empresa, as novidades que apresentou nas tecnologias e que mexeram com a maneira de olharmos para um telefone, ouvirmos uma música ou lermos um livro.


Numa das notícias no Público, achei curiosa a imagem que aqui coloco, criada por um jovem designer de Hong Kong. A imagem é tão simples e consegue comunicar tanto. Parece uma dentada valiosa na alma da empresa. Mantendo o símbolo da Apple, adorei a forma como foi feita a homenagem à pessoa e à empresa. E parecia tão óbvia a ideia da imagem. Depois de a ver parece que qualquer um a poderia fazer. Não tem nada de especial, mas está a dizer tanto. Excelente homenagem. Simples e apela aos nossos sentidos.

Imagem daqui.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Filas de espera

E continuamos com os dias quentes. Não dá para andar muito na rua. Logo de manhã chego ao trabalho com uma pinga a escorrer pelas costas. Assim, continuo a usar o metro apesar destes dias em que apetece passear pela baixa.


Diáriamente, vejo as filas de miúdos na estação do metro da Avenida que esperam para tirar o passe até aos 18. As caras deles impacientes, com o segurança a ir a todos ver se os papeis estão ok. Ao final da tarde, a fila preenche o corredor e alguns ficam sentados no chão. Outro dia já havia um tipo exaltado, se calhar a pensar que algum teria passado à frente. Fez-me lembrar as filas para a cantina na faculdade. Enquanto esperava, havia sempre algum conhecido que me via e se "encostava" à conversa. E lá passava uns quantos. Também fazia o mesmo, por isso não ficava a perder. O espírito de entreajuda e chico-espertice. O pior é quando isto se aplica em vários sectores do país. Alguns exaltam-se e outros aproveitam os conhecidos.
Amanhã lá estarão mais uns miúdos à espera.

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