sexta-feira, 9 de março de 2012

Arriscar no estrangeiro

Todos os dias a ser bombardeado com notícias da crise, vou-me interessando em ver outros aspectos que se vão falando. Um deles é o da emigração dos portugueses.
Vi uma reportagem numa televisão sobre os problemas de cidadãos nacionais em problemas em Inglaterra e na Suíça. Os casos que vi eram da construção civil, que devido à falta de obras em Portugal, resolveram tentar a sorte fora.


A reportagem acompanhou um homem num expresso com destino a Genebra, na parte francesa da Suíça. Tinha pago o bilhete de transporte, estava a ser entrevistado sobre as condições que esperava e apenas com 60 euros no bolso. Não sabia falar francês, mas tinha um contacto que lhe prometera um trabalho razoavelmente bem pago. Cheio de esperança, desce no destino e tem logo o apoio de um português que vive há muito lá e estava a ajudar recém chegados. Tentaram logo telefonar numa cabine e o contacto dava impedido. O homem soltou logo uma série de asneiras e no olhar o desespero surge de repente. Sozinho, sem saber a língua e sem dinheiro para comprar um bilhete de volta.


Há o risco mas também há que ter um plano B para o caso de algo falhar. Nesta altura até nesses países há desemprego. E sem qualificações, nada o vai distinguir de um espanhol, um italiano ou de um grego nas mesmas situações. É o desespero que vem ao de cima.

E o sol continua. Sem chuva à vista. O verão vai mesmo ser quente e seco. Como em 1975?

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Equilíbrios

Passou mais um Carnaval, ligeiramente diferente dos outros anos, mas o pessoal não deixou de se divertir. Deu para perceber que a crise é uma boa semente para bom humor, boas ideias e para maior divertimento. Como a vida é feita de equilíbrio, contrapomos a falta de dinheiro com maior necessidade de festa.
Os dias continuam de céu azul e com muitas alergias, frio de noite e quente à tarde, menos concertos musicais e mais tosses em concerto nos transportes públicos. O equílibrio das partes mantém-se.


Lembrei-me deste desenho por ver mais pessoas a lerem livros e jornais por pads ou e-books. Por acaso consegui ver este kindle no metro e não gostei da primeira impressão. Também já vi o ipad e achei mais parecido com uma televisão para ver filmes. Não sei como será com os livros, mas numa coisa bate, é pelo peso dos livros que a maior parte leva para ler no metro. É cada calhamaço, parece que só vejo os livros de 800 páginas. Eu ando com um de 400 e já acho que é grande. Vai mesmo pelo gosto de cada um. Enfim, o equilíbrio mantém-se.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Ai se eu te pego

1. Tá rolando um sucesso do Brasil "Ai se eu te pego". E pegou mesmo! Já o oiço em todo o lado e ainda não chegou o verão em Portugal. Antes os sucessos brasileiros chegavam só na estação seguinte ao nosso país, mas agora não dá para chegar atrasado com a Net. Até já a ouvi na creche da pequena.


Mas penso que chegou em boa altura. Adequa-se à relação entre as finanças e os contribuintes ou mesmo à vaga de constipações e gripes nos transportes públicos.
A canção é tão simples que até parece que não é nada, mas faz mexer os braços e a anca. Podem muitos odiar a canção (e há-de fartar a todos), mas pega bem de ouvido. No carnaval já se sabe que vai ser até gastar.

2. E passou mais um dia dos namorados com a normal corrida aos ramos de flores. E continuo sem entender se alguém compra os ursinhos, as almofadas em coração ou os diplomas para "melhor namorado/a do mundo". Todos os anos vejo à venda, mas nunca vejo ninguém a comprá-los. Mas se estão nas montras, vendem. Por mim, não sigo o dia, ofereço noutros dias. Tem de se ir namorando.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Vou passar a andar a pé

Entramos em fevereiro com o mesmo clima de Janeiro. Frio, sol e medidas criativas para pagarmos mais ao Estado. Subiram este mês os passes e demais bilhetes de transporte, com um novo título chamado "navegante" que substitui os passes do metro e da carris.
No Porto existe um chamado "andante" e em Lisboa ficou o "navegante". Pensava eu que pelo nome iria incluír o transporte fluvial no Tejo, mas não, tem de ser um combinado com os barcos. Podiam ter puxado pela cabeça e chamar-se "passante", sendo um passe ou "pedante", pelas vezes que vamos de pé ou pelo valor que atinge na carteira.


Com isto tudo e aproveitando o tempo, comecei a ir a pé do Terreiro do Paço até à Avenida de Liberdade, fazendo uma bela caminhada logo pela fresca. Tenho aproveitado para observar as pessoas, as lojas a abrirem e a arquitectura dos edifícios da baixa. Por enquanto, apanho o metro na volta do trabalho, mas começando a clarear o dia, começo a ir a pé também.
Só não dá para atravessar o Tejo a nado, mas também sem o barco iria perder os "modelos" que desenho diariamente.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Loucas noites

"Loucas são as noites, que passo sem dormir,
loucas são as noites."

É o refrão de uma das canções que mais gosto do Pedro Abrunhosa, "Lua".
Pois, ultimamente, as minhas noites têm sido loucas com uma miúda de 2 anos a chorar pelas 02h ou 03h. Acorda, chora e quer ir para a sala ver desenhos animados. E a essa hora o frio é também companheiro enquanto cambaleio na escuridão. Não dá para entender o comportamento e também não tenho tido cabeça para pensar nisso. As noites vão acumulando e o cansaço também. Suspiro por uma noite seguida.


Chego a casa, ligo o computador para ver o que se vai passando na Net, mas depois de fazer as actualizações e jantar, já não há energia para estar ao teclado. Algumas noites nem vejo nada, desligo o computador e vou para a cama. Esperando dormir umas 4 ou 5 horas. Ainda se estivesse calor...

Penso que será uma fase, a educação e a criatividade conseguirão manobrar os horários e chegaremos a um compromisso familiar. Boa noite.

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