quinta-feira, 10 de maio de 2012

Depois da chuva, o calor

Ainda na segunda fiquei com os pés molhados da chuva e hoje temos um calor de Junho.
Nem dá tempo para os corpos se habituarem à diferença.


O tempo está a ficar bom para desenhar ao ar livre. Estes foram feitos no feriado do 1º de Maio, num dia cinzento de chuva. Enquanto uns andavam nos descontos do Pingo Doce, estive a saborear a paisagem do rio Tejo.

domingo, 6 de maio de 2012

Biblioteca Itinerante

Ontem passei na Feira do Livro de Lisboa. Já lá vou há uns anos e tento ir pelo menos para dar uma espreitadela ao ambiente. Achei um pouco mais pequena, mas mantém a essência. A Praça Leya continua pequena para tantas sessões de autógrafo e a da Porto Editora está bem planificada, mas prefiro ver as editoras mais pequenas. Os Alfarrabistas também fazem parte da pesquisa. Desta vez não trouxe livro nenhum, resistindo à tentação de 3 ou 4 que vi. Mas gostei muito do momento na Biblioteca itinerante.



Junto do pavilhão das Bibliotecas municipais, está estacionado uma velha citröen que serviu de biblioteca nos anos 60 até final dos 80. Isto contado por uma senhora que me observava a desenhar a carrinha. Percebi isso e no fim fui falar com ela e mostrar o desenho. A primeira coisa que me disse foi se queria vê-la por dentro. Disse que sim. E que esperasse que estavam 2 actores a usarem-na como camarim. Assim que saíram, fui conhecer a biblioteca. Os livros expostos (cerca de 650) mostravam as coleções que percorriam os bairros de Lisboa e que vieram acrescentar mais valor às bibliotecas de jardim, que não conhecia.
A D. Josefa, explicou-me mais alguns detalhes, mantendo uma alegria a falar sobre o trabalho que desempenha. Os olhos brilhavam, enquanto falava de todas as pessoas que tiveram acesso à literatura em tantos anos. Adorei a visita, o momento e ainda me deu mais prazer ter desenhado a velha citröen.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Surf no Barreiro

Achei engraçada a notícia que passava na televisão na sexta passada. Um grupo de surfistas no Barreiro a aproveitar a ondulação causada pela passagem dos catamarãs. Eu que todos os dias faço esse trajeto nunca os tinha visto a apanhar as ondas. Conheço bem a ondulação que se sente quando cruzamos com um catamarã em sentido contrário, mas daí a aproveitar para surfar é mesmo de sentido de oportunidade.


Mas foi curioso como se têm boas ideias, se aproveitam efeitos secundários para uma actividade. Não tinha coragem de me enfiar naquelas águas do tejo, mas gosto de ver que há quem as saboreie de outro modo.

Gosto muito de estar à beira rio, no Barreiro, em dias de sol e muita gente vai para as esplanadas ao final da tarde saborear a vista para o Seixal, Almada e Lisboa. E há quem pesque naquelas águas. Desta vez, desenhei um que tentava apanhar algo enquanto via alguns peixes a saltarem ao largo.
Uma paisagem diferente, com potencial turístico mas que apenas vai entretando os barreirenses. Ainda gostava de ver o Barreiro Velho aproveitado como a zona antiga do Seixal e de toda a baía.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

O Colosso grego

Acabei há pouco tempo de ler um livro que achei excelente, do melhor que li ultimamente. "O Colosso de Maroussi" do Henry Miller. Sobre a viagem do autor de "Trópico de Câncer" à Grécia em 1939, a convite de um escritor amigo, Lawrence Durrel.

Gosto do modo como o Miller encarou toda a viagem e como teve a epifania, mudando para sempre toda a visão da vida do escritor. Adoro como ele, sendo americano, critica os gregos emigrantes, que apenas dizem mal da terra natal e sobrevalorizam os EUA. Ele critica todo um modo de vida consumista e saboreia toda a simplicidade das paisagens cruas e agrestes do país, a energia dos poetas e escritores gregos (o título do livro refere-se ao poeta Giorgos Katsimbalis) e elogia a terra escolhida dos deuses pela Luz.


Fiquei com vontade ler mais livros do Miller, especialmente os escritos após esta viagem. E fiquei ainda com vontade de revisitar a Grécia. Na altura em que lá estive, foi uma desilusão ver pedras que já foram monumentos e observei pouco, o melhor que a Grécia tem de cultura e no carácter do povo. Aguentam há quase 2 anos estoicamente, uma das maiores crises mundiais e esperam saír dela.

Algumas das frases que me ficaram do livro:

“A Grécia, por muito que esteja despida e escanzelada como um lobo, é o único paraíso da Europa.”
“Uma Grécia revitalizada poderia perfeitamente alterar o destino de toda a Europa.”

“Entrámos em choque. Não suporto essa ideia, enraizada na mente dos povos pequenos, de que a América é a esperança do mundo.”

Katsimbalis - “De que me servia ser escritor, um escritor grego? Ninguém lê em grego.”

E no epílogo tem uma carta do amigo Durrel sobre uma das histórias do "Colosso" chamada "galos de Ápia" que é brilhante e define a personalidade do poeta. Lembrou-me um pouco também do Zorba.

Nota: Tirei esta foto em Atenas do alto da Acrópole.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Quando temos tempo

Sábado passado fiquei com a minha filha a dormir no carro. Para não a acordar, resolvi andar um pouco pelo Barreiro. Pensei em ir até à zona industrial da Quimiparque e procurar uma paisagem para desenhar enquanto ela dormia.
Escolhi um local com vista para uma estrutura de vários andares com muitos detalhes.


Estacionei, ela continuou a dormir e permiti-me oferecer uma 1 hora para desenhar com calma, descontraído e com tempo para detalhes. Soube mesmo bem o momento. O resultado está aqui. Quis passar um pouco de côr no ambiente, mas penso que a preto e branco tinha ficado melhor.
Deixei o resto da página em branco e já não toquei em mais nada. Gostei. Do momento e da criatividade que também coloquei.

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