quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Mais um Sketchcrawl no Barreiro


Próximo sábado, esperando que não chova muito, um encontro para desenhar no Barreiro. No âmbito do 38th worldwide sketchcrawl. Pelas 10h. Junto à estátua do Alfredo da Silva e do Mercado 1º de Maio.

Por causa do mau tempo, o encontro foi adiado para outra ocasião.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Moinho de Maré de Palhais

Nos últimos tempos tenho lido alguns textos sobre a história e o património do concelho do Barreiro. Especialmente com a criação da Rota do trabalho e da indústria, procuro conhecer um pouco do rico e abandonado património barreirense.

Gosto especialmente do papel que o esteiro de Coina e a zona da Telha Velha tiveram nos Descobrimentos. Utilizados durante o inverno para a reparação de naus.
Para as viagens faziam o conhecido biscoito e foram construídos alguns moinhos de maré para moer os cereais.


Este é o moinho de maré de Palhais que data do século XV e encontra-se bem degradado. Aproveitei o domingo ao final da tarde, enquanto a pequena dormia no carro para desenhar um pouco junto ao Tejo e observando a estrutura do moinho. Espero que um dia consigam aproveitar a potencialidade historica do concelho.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Arqueologia na Baixa de Lisboa

No trajecto que faço todos os dias para o trabalho, tenho assistido a obras na rua da vitória, na Baixa de Lisboa. Vou espreitando todos os dias para ver o que se descobre por debaixo da rua. Esta semana puseram a descoberto um belo pedaço da antiga calçada e arruamento pré-terramoto de 1755. É fascinante observar os degraus da porta e o pavimento avermelhado do interior de uma casa.


Fiz um desenho e acabou por ser um desafio para mim, todo o emaranhado de material, a definição do pavimento, mas soube-me bem o momento. A certa altura tornei o desenho mais livre e incluí o pavimento da rua que só se vê um pouco mais ao lado.



Tirei umas fotos onde se vê a arqueóloga a acompanhar e a coordenar o trabalho. Como provavelmente terá de ser destruído para fazer a estrutura para saneamento e cabos, fica a oportunidade para conhecer o passado e verificar como os arruamentos eram bem diferentes da estrutura rectilínea pombalina. Quem puder passar por lá e dar uma olhadela, recomendo. Este pedaço de história está na esquina entre a rua da vitória e a rua Augusta.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

12.12.12

12.12.2012 - Uma data que não é normal mas soa bem. São apenas números que contam o nosso tempo, mas que puxam pela nossa faceta de superstição. Uns podem aproveitar para jogar no totoloto ou na raspadinha, que parece está a ser um sucesso. Outros podem fazer cálculos de astrologia para ler o futuro.
Acho que será uma boa data para se nascer, para se casar (quem esquecerá o dia?) ou ainda para Portugal fazer um novo empréstimo para uma data semelhante, que será daqui a 1000 anos.

Por mim a ver se faço um desenho que me permita terminar um caderno que comecei em Junho. Falta uma página. Quase parece o calendário Maia em que a 21 será a última página e logo recomeçaremos uma nova Era. Precisamos de começar algo de novo que esta está em crise de crescimento.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Desenho com Guida Casella

No passado sábado fui a uma sessão de desenho no Museu Arqueológico do Carmo. Uma manhã de chuva intensa, mas uma grande curiosidade pelo tema "Viagens pelo Património" com a ilustradora Guida Casella. Vimos vários trabalhos, sketchbooks e um grande incentivo para aprender a desenhar com precisão, auxiliado pela fita métrica e o papel milimétrico.


Na parte prática da sessão, fomos para a sala do túmulo do rei D. Fernando I e começámos a tirar medidas. Não é fácil ao início com o jogo da escala do desenho, mas depois é trabalhar com as coordenadas.


Depois do papel milimétrico, passei a marcador para um papel vegetal. Dado o tempo que havia, ficámos com algumas dicas para "atacar" um desafio como este, que é todo o trabalho escultórico do túmulo.


O tempo foi curto para a nossa vontade de fazer mais, mas ficam as dicas. Gostei do modo como me pôs a observar com outros olhos para peças que nos passam um pouco ao lado nos museus. Dá-se mais valor ao trabalho do escultor e na procura do significado para o que está representado.


No fim os trabalhos expostos para troca de impressões. Foi a última sessão deste ciclo "Viagens e o diário gráfico". Agradecimentos à Rita Pires dos Santos do M.A.C. e à Guida Casella por nos abrir os olhos para este tipo de desenho.

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