segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

No passado dia 14 de Fevereiro...


... eu esperava ao balcão, de um café/restaurante no Barreiro, por uma pizza que estaria a saír do forno.
Foi no dia dos namorados e os empregados andavam a preparar as mesas para os jantares de casais. Menú especial com nomes engraçados, alguns enfeites e até um licor.
Acho que ficaria constrangido no meio dos outros casais com os ramos de flores. O nosso jantar foi em casa e muito agradável. 

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Polémica na Baixa de Lisboa


Li uma notícia no Público sobre o risco de fecho da casa "ginginha sem rival" nas Portas de Santo Antão em Lisboa. Passo por esse local todos os dias e vejo sempre com muitos turistas. É mais um caso para acrescentar à polémica sobre o futuro de Lisboa. Tem havido muita construção de hoteis de luxo na Baixa, com o despejo de lojas antigas desses edifícios. Se por um lado vejo que essas obras reabilitam edifícios que estavam muito degradados, por outro lado desaparecem algumas lojas tradicionais que não existem em mais lado nenhum. E muitas vão sendo substituídas por lojas de "souvenirs" baratos que não ficam nada bonitas.
Espero que estejam a fazer contas ao número de hoteis que surgem e o que os turistas irão ver da cidade. Se a Baixa ficar toda bonita e cheia de hoteis, o que haverá para ver sem ser as lojas que existem em todos os países. Os turistas vêm ver o que é diferente, os cafés e restaurantes com comida portuguesa, as retrosarias, as lojas de vinhos e conservas (são lindas!) e a vida quotidiana dos lisboetas.
Na minha opinião, as ruas deveriam ser pensadas em todas as vertentes. Os hoteis são necessários, mas também as lojas que são parte da cultura. Há também lojas completamente obsoletas e que se arrastam.

Corremos o risco de ver ruas tão caras e de luxo que não há onde almoçar fora ou comprar produtos de mercearia. Quem morar no centro terá de saír para os arredores para ir às compras?
Outro aspecto que não anda longe desta polémica é o tipo de pavimento a usar na cidade. A calçada tradicional é linda, mas estando degradada é um risco para uma queda e há muitos casos. Já vi como ficou a rua da Vitória com um pavimento de pedra grande que ficou mesmo liso e excelente para quem anda de sapatos altos. Promete aumentar a discussão.

Vivemos numa época em que felizmente Lisboa está nos roteiros e melhores destinos internacionais. Vamos acarinhar isso e pensar com cabeça sobre o futuro da cidade. Temos que nos virar para o turismo cultural e gastronómico, porque infelizmente o turismo de sol e praia cada vez vai ser mais complicado com as praias a ficarem sem areia.

Desenho: Um dos sinos da Igreja de São Nicolau, na esquina da rua dos Douradores com a rua da Vitória, em Lisboa.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Dia dos Bem-amados


Lembrei-me da novela brasileira "Bem-Amado" para o título do post neste dia de São Valentim. É sempre engraçado ver todo o foclore à volta deste dia, como se tivéssemos de nos lembrar o que não fazemos durante o resto do ano.

Mas é necessário criar dias assim. Foge à rotina, obriga as pessoas a falar de outras coisas sem ser ondas e chuva, criando semanas temáticas. Agora estamos com os corações, para a semana o carnaval, depois a perda de peso nos ginásios e as notícias sobre dietas.
Adoro as notícias que começam com "Há cada vez mais portugueses a aderir à moda do...". Há 10 pessoas que fazem algo diferente e logo estendemos a tendência para uma moda nacional.

Se é para ser um dia diferente, em vez de fazer anúncio a compras de lingeries sexy ou posições para agradar o cônjuge, nada como uma coisa tão simples como falar. Falar de assuntos diferentes do dia-a-dia, de coisas diferentes, de histórias curiosas e cómicas. No final do serão a satisfação seria mútua.
Ainda outro dia vi um casal novo numa mesa ao lado que passaram o jantar todo a olhar para os telemóveis e a mostrar aplicações um ao outro. Um dia diferente seria mesmo com uma boa conversa.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Missa num final de tarde


Na passada sexta saí do trabalho e vinha a descer a Rua dos Fanqueiros, quando vi a porta aberta da Igreja da Madalena. Fui até lá espreitar e havia missa. Entrei e reparei que o padre discursava perante uma audiência de 3 pessoas. Estive a observar o tecto, as imagens e um senhor convidou-me a sentar. Agradeci, mas continuei de pé e aproveitei para desenhar um pouco. Estive uns 10m a passar o ambiente para o papel sempre com o olhar de um dos presentes. Duas senhoras no banco da frente e um senhor cá mais atrás era a assistência possível a uma sexta-feira pelas 18h30.
Deve haver alguma dificuldade na Igreja em cativar mais assistência. Da minha parte gosto da calma que me permite limpar a cabeça de ideias, sem o ruído da rua. 
Difícil é desenhar sem levantar suspeitas de estar a fazer algum inventário para algum roubo. Procuro ser discreto, não desrespeitar o lugar e dar confiança a quem tenta proteger estes espaços. Saí debaixo de chuva e com este momento guardado no diário-gráfico.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Futuro do Património do Passado



Estive a ler uma notícia do Público sobre a descoberta de um Baptistério Paleocristão em Mértola. Mais uma descoberta importante numa vila que é um exemplo de valorização do património em benefício da terra. Tem o Festival Islâmico de 2 em 2 anos que é um sucesso. São exemplos destes que devíamos aplicar noutras terras que têm património, mas que não está dísponível para o turismo e para usos culturais.

Casos como a Torre velha de S. Sebastião da Caparica que fica de frente para Lisboa, que faz parelha com a Torre de Belém e no entanto está toda degradada. 
Outro exemplo e que vejo diáriamente é de um edífico que fica na Baixa Lisboeta, perto da rua da Madalena e a caminho da Sé. Dentro do edíficio estão as ruínas das Termas romanas dos Cássios, com materiais de construção e sem acesso ao visitante. É lamentável que estes casos com potencial cultural e financeiro não sejam aproveitados. 
Vejo casos em Inglaterra com milhões de visitas aos principais museus e de tudo fazem uma atração que patrocina mais projectos e investimento.
Itália é outro país que vive muito da história e da arte. Incrível como tantos visitam a "varanda da Julieta" em Verona e trata-se apenas de uma personagem fictícia de uma peça de Shakespeare. Mas a cidade soube valorizar o facto e o turismo compensa.

Podem-se fazer mais hoteis e restaurantes, mas se não houver nada para se ver não vale a pena vir. A questão, acho, não é tanto financeira mas de união de esforços entre diversas entidades, criar itinerários, promover um conjunto que puxe tudo para uma ideia. Pensamos em cidades portuguesas, mas tudo em separado - Gastronomia, Pintura, desportos radicais, caminhadas...

Há muito trabalho a fazer. Começa agora.

Desenho: Pousada de São Filipe em Setúbal, antiga fortaleza do século XVII.

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