segunda-feira, 5 de maio de 2014

Maio Maduro Maio


Entramos em Maio com temperaturas mais altas e um "cheiro" a verão. Apetece apanhar sol. Já vejo muitos turistas vermelhos como camarões, de calções e chinelos. 
De chinelos começo logo a ver alguns portugueses nos centros comerciais. Parece que estavam no jardim a regar as plantas e foram chamados com urgência para ver umas leggings numa loja. Desde logo requer uma atenção maior no estado dos pés, do tamanho das unhas, ter o pé apresentável.
A venda de gelados aumenta logo e despacham-se os gelados mais velhos do ano anterior. Por isso peçam sempre um gelado da nova época.

Com este calor, a nossa cabeça relaxa mais e não reagimos tão depressa a saídas da troika ou aumento de impostos. Parece tudo mais longínquo, temos um mundial de futebol a querer começar (veremos!) e a praia torna-se muito mais atraente que a mesa de voto ou os cartazes que vão surgindo. O habitual.
Calcem os chinelos, comprem um gelado e aproveitem os passeios para saborear coisas mais simples como o entardecer ou som das gaivotas. Em Maio.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Semana Pascal


Na semana que antecede a Páscoa, em Lisboa não surgem os tradicionais panos rôxos tal como costumo ver no norte do país. Este ano, a festevidade fica um pouco abafada entre os 40 anos do 25 de Abril e uma possível grande vitória do Benfica no domingo e que lhe dará o campeonato. Se a segunda hipótese acontecer, ficará mesmo o domingo de páscoa restringido às Igrejas, pois aí os panos pendurados serão de outra côr.
Uma tradição desta altura e que continua a ser cumprida é a vinda dos nossos vizinhos espanhóis. Começo a ouvir mais o espanhol nas ruas em vez do inglês ou do francês. É bom para nós e para eles que assim saboreiam boa gastronomia e a nossa cultura. Gosto cada vez mais da mistura de culturas que circula por Lisboa praticamente todo o ano, mas nesta altura é uma delícia caminhar como se estivesse também de férias e noutro país. Só falta a máquina fotográfica e os calções. De resto, também tenho as minhas pausas como "turista" e desenho alguns recantos desta cidade, tal como fiz este numa pausa de almoço.
No domingo, veremos qual a festa que predomina, mas sempre tudo em família, que esse é o espírito da época.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Encontro Urban Sketchers no Seixal


Um dia fabuloso que começou com nevoeiro junto ao sapal de Corroios, no Moínho de Maré. Depois de uma explicação sobre a origem do moinho, do seu funcionamento, lançámo-nos ao desenho. Registei a fachada no interior que separa o edifício em 2 gerações.





De tarde, fomos visitar a antiga fábrica da pólvora que se tornou num núcleo museológico. Foi impressionante assistir ao funcionamento da caldeira e da máquina que coloca toda a fábrica em movimento. Conhecemos o operador, o Sr. Francisco, que desde manhã estava a trabalhar na caldeira e a sua cara revelava bem isso. Ouvimos a história da fábrica e a razão para as diversas oficinas se encontrarem afastadas umas das outras. 


 O edíficio da caldeira onde se encontra o motor de toda as fábrica.



terça-feira, 25 de março de 2014

Os rapazes da revolução


Ao final da tarde passei pelo torreão poente do Terreiro do Paço, onde decorria a apresentação de um novo livro com o título "Os rapazes dos tanques" do jornalista Adelino Gomes e do fotógrafo Alfredo Cunha.Vi a entrevista deles no Público onde diziam que no 25 de Abril tinham 29 e 20 anos respectivamente. Neste livro quiseram ir atrás dos jovens militares de 20 anos que estiveram presentes naquele dia em plena acção.
Interessante ver os autores que eram jovens jornalistas na altura e que assistiram a estes jovens militares enfrentarem a pressão e a responsabilidade naqueles tanques militares. Um dos taques estava junto ao torreão como cenário e chamariz para quem quisesse espreitar.
Quando cheguei assisti a um desses "jovens", o antigo cabo Alves Costa a dar uma entrevista à equipa da RTP. Este antigo cabo nunca mais tinha voltado a Lisboa desde esse dia de 1974 e foi um mistério para o descobrir. O papel dele foi muito relevante no frente-a-frente entre as forças revolucionárias e as forças leais ao governo nessa manhã. Achei muito interessante a entrevista dele ao Público. Um "rapaz" inocente que ficou de frente para uma situação terrível e decidiu bem. 

sábado, 15 de março de 2014

Cerimónia na Sé de Lisboa


Esta sexta-feira, por curiosidade fiz um desvio matinal e passei pela Sé de Lisboa. Sabia que o dia estava marcado pela cerimónia de homenagem ao antigo Cardeal António Policarpo. Todo o cenário estava a ser preparado com carros de exteriores das televisões, desvio do trânsito, esperando uma grande afluência de pessoas na última despedida.
As portas abriam às 08h30. Eram 08h35 quando fiz este desenho. Fiquei ao pé de uma família de turistas estrangeiros que observavam o aparato. O desenho foi muito rápido e chamou-me mais a atenção do estandarte que encimava a entrada da Sé.
Ainda pude observar a saída de um padre cristão ortodoxo, que não passou sem apanhar com as entrevistas e câmeras de televisão. Havia ainda pouca gente e há que aproveitar quem passa para conseguir alguns minutos de noticiário.
Ainda tive oportunidade de passar lá pelas 18h30, quando saíam as pessoas da cerimónia. Representantes das forças militares, da política, das Igrejas e pessoas comuns desciam calmamente pela rua. Não desenhei mais, fiquei a observar o ambiente que sai fora da rotina habitual desta cidade.

Mais visitadas...