sexta-feira, 11 de julho de 2014

Rua Metade, 29


Pela hora de almoço aproveitei para passear um pouco pelas ruas estreitas e mais frescas da Colina de Sant'Anna em Lisboa. Parei na rua Metade onde dei com esta porta bem velha. Comecei a desenhar e logo uma senhora do 2º andar me perguntou se precisava de ajuda. Disse-lhe o que estava a fazer e ficou na varanda a ver. Quando comecei a aguarelar, reparei que o marido já a acompanhava na varanda.
Quando acabei mostrei-lhes e perguntaram-me se não queria ver por dentro. A hora de almoço estava a terminar e já não tinha tempo. Perguntei quanto tempo tinha o prédio, calculam que mais de 100 anos, mas que o casal vivia ali há 45 anos. Agradeci mais uma vez e voltei ao ar condicionado do escritório.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

59º Encontro UsK - Alhos Vedros (tarde)


Ao almoço, os desenhos continuaram juntamente com um belo frango assado e uma entrevista a rematar. Ainda apanhei alguns dos distraídos, incluindo o Luís Delgado de pólo rosa e a aguarelar o seu caderno. Ainda contou algumas das histórias que conhecia de Alhos Vedros, das fábricas que existiam e do gosto pela Literatura e pelo desenho.

Pela hora do calor, seguimos até à Igreja de São Lourenço onde o padre nos abriu a porta e logo saboreámos o fresco das capelas, ouvimos um pouco da história desta Igreja que teria o rio Tejo aos pés no tempo dos Descobrimentos. Esta terra teve muita importância nesta época com o foral dado pelo D. Manuel I em 1514, motivo para a comemoração dos 500 anos e razão para a organização de eventos como este.


Aproveitei o fresco da capela mais antiga da Igreja para desenhar os azulejos hispano-árabes que se destacam dos restantes. Nota-se que estiveram tapados durante anos com estuque por oposição à origem muçulmana dos ditos. Apresentam sempre flores ou animais sem apresentar figuras humanas.


À hora do jogo da Argentina - Bélgica, fomos até ao cais junto do Moinho de maré. Comi um gelado e fui ter a um pequeno estaleiro onde se encontrava em arranjo um barco dos tradicionais. Gostei de ver os gestos de soldar, serrar, martelar e procurei colocar isso no papel. Sempre um desafio.
Terminámos o encontro com a fotografia de grupo e uma boa conversa sobre desenho, encontros e actividade cultural na sede do C.A.C.A.V. No final do ano teremos uma exposição com estes desenhos sobre Alhos Vedros.


segunda-feira, 7 de julho de 2014

59º Encontro UsK - Alhos Vedros (manhã)




Um saboroso encontro de desenho em Alhos Vedros a convite do CACAV (Círculo de Animação Cultural de Alhos Vedros). Fiquei a conhecer melhor a localidade ao qual apenas tinha visto a Feira Medieval que este ano foi consagrada aos 500 anos do Foral, razão do convite do CACAV.
Com muita presença industrial e histórica, Alhos Vedros reflete esse passado e procura encontrar caminho para o futuro. Penso que a cultura pode bem ser um ponto bem forte.
Estes 2 desenhos foram feitos de manhã, embora já com o sol bem forte. Depois fomos almoçar num espaço cheio de àrvores (debaixo de uma ameixoeira) e muito agradável, junto ao atelier de artes desta associação.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Dia da Cidade do Barreiro


No passado sábado 28 de Junho, feriado no Barreiro, a cidade comemorou 30 anos.
A Câmara do Barreiro tinha-me feito um convite para organizar um workshop de desenho no âmbito da iniciativa "Espaços Vivos". O workshop foi bem divulgado, mas até à véspera não tive inscrições.

Mesmo sem participações no workshop, os festejos do Dia da Cidade foram um excelente tema para um desenho junto à piscina municipal. Uma aula de zumba com grande participação, o desafio do remo da associação dos ferroviários e a capoeira dos Muzenza. 

Irei fazer novos encontros de desenho pelo Barreiro. Penso que devemos cultivar e criar iniciativas que deem a conhecer esta cidade de outra forma. E estimular o uso do diário-gráfico entre os mais novos.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Frustração no Mundial


Na segunda-feira, tudo parado a ver o jogo entre Portugal e a Alemanha para o Campeonato do Mundo de Futebol. Esplanadas cheias em frente aos televisores. Vi um pouco da 2ª parte no Terreiro do Paço, quando Portugal já perdia por 3 e com apenas 10 em campo. Frustração geral. Até as raparigas da claque estavam de braços caídos a ver o massacre.
Claro que no fim do jogo surgem logo os protestos contra o árbitro, o calor, a hora...
Apenas tenho uma questão sobre a escolha da base de treinos escolhida - Campinas, no sul do Brasil e os jogos são no Norte. Implicam diversas viagens de avião e mudança de clima para humidades elevadas. Os alemães escolheram bem em ficar em Salvador, tendo mais uma semana de adaptação ao calor.
Claro que são estratégias, mas fazem parte deste jogo que emociona pessoas em todo o mundo e faz vender muitas cerveja. Veremos como corre o próximo jogo com os EUA.
Por enquanto os países ibéricos estão a sofrer com os do norte da Europa, mas os espanhois ainda têm uma coroação do novo rei para quinta-feira. Nós temos um piquenique na Avenida da Liberdade em Lisboa.

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