quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Ler. Como será o futuro deste prazer?


Ontem estive a ver um documentário que havia gravado na RTP2 sobre o futuro dos livros no mundo. Passando a questão entre livros em papel e livros digitais (o importante é ler, não importa o meio), acho que a preservação dos livros digitais será um dos grandes problemas no futuro. Há quem tenha livros em disketes ou DVD, mas teremos leitores para aceder a essa informação? Há livros em papel com 500 anos.
Outra das questões que surge no documentário é a forma como se lê hoje em dia. Os mais jovens preferem resumos, até nós nos habituamos a ler os cabeçalhos das notícias no telemóvel e acabamos por não ter tempo para leituras mais profundas. Onde arranjamos tempo para grandes obras?
Com tantos meios visuais, como incentivar a leitura de "calhamaços" junto dos adolescentes ou a forma como se pesquisa a informação dependendo todo o mundo dos algoritmos da Google? Outra das questões.
Ainda fiquei a pensar no que gastamos para preservar toda a cultura, todos os livros escritos até hoje. No futuro quem conseguirá separar dessa gigante "massa" de informação o que quer ler?
Poderíamos apenas ler resumos dos clássicos e passar adiante para literaturas mais modernas ou mais leves. Há sempre alguém que espera que façam um filme de algum livro e poder "lê-lo" em 2 horas num ecrân.
Chego ao fim do post com mais perguntas que respostas, mas acho que sempre foi assim. As perguntas são diferentes, mas haverá sempre estas dúvidas. 
Boas leituras!

Trailer do documentário aqui.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Na Rua do Passadiço em Lisboa


Na passada quarta-feira, numa pausa de almoço, passei pela rua do passadiço e encontrei este edifício devoluto à esquina com as marcas do tempo e um cacto lindo na varanda.
Colori hoje na pausa do almoço. Enquanto não chover a sério vai dando para fazer uns bonecos nesta cidade.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Último andar na Rua do Carrião


Uma pausa depois de almoçar deu para admirar o conjunto dos vasos com plantas e os andaimes no n.º 3 da Rua do Carrião, em Lisboa. Optei por desenhar o último andar e durante uns 20m fiquei de pescoço esticado para quem passava. 
Logo no começo, uma senhora saíu deste edíficio ao telemóvel. Viu-me e achou estranho. Foi descendo a rua a conversar e olhar para trás. Não sabia o que fazer para dar confiança de que não era algum fiscal, mas apenas desenhava. No fim ainda vi os operários a descerem dos andaimes, mas esses nem me ligaram.
Colori o desenho mais tarde.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Festival BD da Amadora 2014

No sábado passado fui ao festival internacional de BD da Amadora que decorre entre 24 de Outubro e 9 de Novembro.
Estive alguns anos se o ver, mas consegui ir sempre nos últimos 3 anos.
Além das exposições de homenagem ao Batman (75 anos) e da Mafalda (50 anos), o próprio festival está a comemorar 25 edições. Por isso escolheram a desenhadora Joana Afonso para ilustrar o cartaz deste ano. É a primeira mulher a fazer o cartaz e tem a idade do festival.

Assisti ao começo da intervenção da Joana Afonso e do argumentista André Oliveira sobre os livros "Living will" que estão a ser publicados. Aproveitei para os desenhar e mostrei-lhes o desenho na sessão de autógrafos.


O primeiro-ministro não faltou ao festival e surge num cartoon da exposição do Henrique Monteiro


A Joana Afonso tem uma exposição sobre os seus trabalhos e também sobre o livro "O Baile" que ganhou o prémio de melhor album em 2013, neste festival.


Enquanto esperava o autógrafo da Joana Afonso e do Nuno Duarte, no livro "O Baile", desenhei o ambiente e as pessoas que estavam à minha frente. Algumas aproveitavam o tempo para ler. Um ambiente descontraído com o tradicional cheiro das pipocas ali bem perto.



























Comprei o livro "Cidade Suspensa" do Penim Loureiro que me autografou o livro e desenhou. Mostrei-lhe o diário-gráfico e conversámos um pouco sobre os urban-sketchers e livros de BD.



quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Joelhos nas costas


Ontem reparei em alguém que ia a jogar no tablet com as pernas nas costas da cadeira do passageiro da frente. A posição era cómoda para jogar sem ter de segurar no aparelho, mas imagino o que a pessoa da frente devia sentir nas costas.
Se todos nos puséssmos confortáveis nos transportes ou no cinema, haveria porrada de meia-noite. Ninguém gosta de ser incomodado na sua esfera individual e sentir o encosto de alguém estranho em nós é uma sensação de invasão.
Outro dia tinha um tipo a adormecer ao meu lado. Abriu as pernas e continuou a abrir até quase encostar na minha perna. Resolvi encostar a perna à dele e deu logo um saltinho e fechou as pernas. Não encostou mais. Há uns anos apanhei outro a adormecer no meu ombro, em pleno autocarro da Carris e foi só dar um toque de ombro e adormeceu para o outro lado.
Tenho lido notícias que nos aviões a situação chega a ser de polícia com o espaço já de si pequeno a ficar mais claustrofóbico quando o passageiro da frente de lembra de baixar a cadeira nas pernas do vizinho de trás. A solução só pode estar em fazer aviões com mais espaço, senão teremos sempre paragens forçadas.  

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