terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Arrepios de frio


No domingo passado estava num supermecado a fazer as compras e ao passar ao pé dos legumes e das comidas pré-cozinhadas senti um arrepio de frio. Aquele arrepio que me faz logo pensar em febre, dores de cabeça e corpo dorido. Esse pequeno sinal deixou-me logo cansado no final da tarde. Aquela sensação desagradável de que sabemos que aí vem uns dias de "molho". E o tempo que está tão bom. Céu azul.

Passei o feriado deitado a ver os filmes que davam na televisão. Tão pouca disposição para fazer as refeições. Devíamos poder hibernar como as lagartas ou os urso, um breve período de descanso para o corpo regenerar.

Hoje fui à farmácia e o Ilvicon está esgotado até janeiro. Anda tudo com os mesmo arrepios de frio. Que situação e logo nestas épocas festivas. Imaginemos um engripado ou engripada em pleno domingo no Colombo... O pessoal sai de lá com mais do que presentes e dores de cabeça. Sai uma gripe para 3 dias!

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Património Imaterial do Alentejo


O Cante Alentejano é Património Imaterial da Humanidade, atribuído pela UNESCO. Um prémio para o esforço de muitos que querem mostrar que é uma Arte que se mantém viva e com importância que ultrapassa as fronteiras do Alentejo. O Cante para quem não é desta região do sul é um pouco estranho e ligam logo aos sketches do Herman José a cantar "às 4 da madrugada" infinitamente. É muito mais que isso e que é necessário mostrar.

Gosto de o ouvir, mas no meu caso, quando viajo até ao sul e o ambiente, a gastronomia, a companhia favorecem a escuta com o coração. É estranho para mim quando vejo na televisão ou oiço no rádio. Acho que se deve ouvir numa tasquinha, com petiscos, bom vinho e uma boa acústica. Aí é de arrepiar. A harmonia, a letra, o sentimento.

Acho que pode ser uma excelente oportunidade para a região desenvolver aínda mais o turismo, aliando a outros factores que nos levam a viajar, a observar a paisagem, o silêncio nos campos.
Tenho ideia que no futuro poderemos ter uma Toscânia no sul do país, com ouvidos no cante e os outros sentidos no vinho, queijo, nas sopas e boa disposição com sotaque.

É Património e tem de ser defendido, juntamento com o Fado e a dieta mediterrânea. Tem de ser ouvido e saboreado cá.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Uma agulha na sala de espera.


Numa das visitas que faço à Maternidade Dr. Alfredo da Costa, apanhei uma situação curiosa na sala de espera. Um rapaz estava a coser o forro do casaco. Fazia-o com habilidade de quem domina a agulha e a linha. As pessoas à volta achavam estranho e uma senhora ao meu lado não se conteve e perguntou-lhe porque o fazia nesse momento.
Se há momentos que temos tempo, este é um deles - porque não coser um botão ou um forro. Há quem faça malha. Continuei a ver a destreza com a mão esquerda e sem dedal.
Nas minhas notas, a cosedura ficou como "cozendo", como se ali estivesse a preparar um guisado. Era apenas um rapaz com habilidade e sem problemas de ser o centro das atenções onde todos estão a olhar para o relógio ou o telemóvel.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

VHS na esquina da Rua do Carrião


Na volta da pausa de almoço, encontro uma imagem que é uma das fraquezas das cidade de Lisboa. Na esquina da rua do Carrião com a rua do Passadiço, um monte de lixo espalhado na calçada. Alguém deixou uns sacos junto da papeleira e depois abriram-nos e deixaram tudo a apanhar sol.
Quando lá cheguei mais perto reparei que a maior parte eram caixas de cassetes VHS, não sei se estariam todas vazias, mas achei interessante a escolha feita na limpeza da casa de alguém.
Havia algumas caixas com espectáculos de circo, algum teatro de revista, Fado, magia com Luís de Matos e até o concerto de José Afonso no coliseu.
Lembrou-me as caixas VHS que tanto trabalho me davam a seleccionar as capas e a ter as lombadas com os nomes. Parece que os anos 90 já foram há muito e agora há que fazer uma limpeza para arranjar espaço para os livros. Provavelmente a estante estará lá amanhã, na esquina.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Tão bom desenhar pessoas na conversa!


Apanhei a situação do desenho ao final do dia, na travessia do Tejo. Um rapaz falava animado com 2 raparigas da frente. Para mim foi óptimo desenhar uma cabeça de frente para mim e ao mesmo tempo ver a dificuldade com que as raparigas se esforçavam para torcer o pescoço e ouvir as piadas do rapaz.
É um prazer encontrar pessoas na conversa. Possibilita uma alternativa à rotineira pose de perfil ou de nuca. Gosto de desenhar assim.

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