sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Outra perspectiva


Ontem na travessia do Tejo, experimentei um plano à "Nelson Paciência". A minha dificuldade começou pelo tamanho do personagem secundário (eu) em relação aos restantes. Aproveitei a animada conversa entre diversos estudantes universitários que falavam sobre as aulas e trabalhos. Deu muito gozo esta experiência. A repetir.

No dia anterior, gostei de ouvir a conversa entre 2 estudantes de informática, nos lugares atrás de mim. A certa altura um deles falou da fortuna que tem uma família chinesa que ele conhece, porque exploram uma fonte de àgua na aldeia deles. Uma maneira diferente de ganhar dinheiro num país que deve surpreender em muitos aspectos. Outras perspectivas.


terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Arrepios de frio


No domingo passado estava num supermecado a fazer as compras e ao passar ao pé dos legumes e das comidas pré-cozinhadas senti um arrepio de frio. Aquele arrepio que me faz logo pensar em febre, dores de cabeça e corpo dorido. Esse pequeno sinal deixou-me logo cansado no final da tarde. Aquela sensação desagradável de que sabemos que aí vem uns dias de "molho". E o tempo que está tão bom. Céu azul.

Passei o feriado deitado a ver os filmes que davam na televisão. Tão pouca disposição para fazer as refeições. Devíamos poder hibernar como as lagartas ou os urso, um breve período de descanso para o corpo regenerar.

Hoje fui à farmácia e o Ilvicon está esgotado até janeiro. Anda tudo com os mesmo arrepios de frio. Que situação e logo nestas épocas festivas. Imaginemos um engripado ou engripada em pleno domingo no Colombo... O pessoal sai de lá com mais do que presentes e dores de cabeça. Sai uma gripe para 3 dias!

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Património Imaterial do Alentejo


O Cante Alentejano é Património Imaterial da Humanidade, atribuído pela UNESCO. Um prémio para o esforço de muitos que querem mostrar que é uma Arte que se mantém viva e com importância que ultrapassa as fronteiras do Alentejo. O Cante para quem não é desta região do sul é um pouco estranho e ligam logo aos sketches do Herman José a cantar "às 4 da madrugada" infinitamente. É muito mais que isso e que é necessário mostrar.

Gosto de o ouvir, mas no meu caso, quando viajo até ao sul e o ambiente, a gastronomia, a companhia favorecem a escuta com o coração. É estranho para mim quando vejo na televisão ou oiço no rádio. Acho que se deve ouvir numa tasquinha, com petiscos, bom vinho e uma boa acústica. Aí é de arrepiar. A harmonia, a letra, o sentimento.

Acho que pode ser uma excelente oportunidade para a região desenvolver aínda mais o turismo, aliando a outros factores que nos levam a viajar, a observar a paisagem, o silêncio nos campos.
Tenho ideia que no futuro poderemos ter uma Toscânia no sul do país, com ouvidos no cante e os outros sentidos no vinho, queijo, nas sopas e boa disposição com sotaque.

É Património e tem de ser defendido, juntamento com o Fado e a dieta mediterrânea. Tem de ser ouvido e saboreado cá.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Uma agulha na sala de espera.


Numa das visitas que faço à Maternidade Dr. Alfredo da Costa, apanhei uma situação curiosa na sala de espera. Um rapaz estava a coser o forro do casaco. Fazia-o com habilidade de quem domina a agulha e a linha. As pessoas à volta achavam estranho e uma senhora ao meu lado não se conteve e perguntou-lhe porque o fazia nesse momento.
Se há momentos que temos tempo, este é um deles - porque não coser um botão ou um forro. Há quem faça malha. Continuei a ver a destreza com a mão esquerda e sem dedal.
Nas minhas notas, a cosedura ficou como "cozendo", como se ali estivesse a preparar um guisado. Era apenas um rapaz com habilidade e sem problemas de ser o centro das atenções onde todos estão a olhar para o relógio ou o telemóvel.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

VHS na esquina da Rua do Carrião


Na volta da pausa de almoço, encontro uma imagem que é uma das fraquezas das cidade de Lisboa. Na esquina da rua do Carrião com a rua do Passadiço, um monte de lixo espalhado na calçada. Alguém deixou uns sacos junto da papeleira e depois abriram-nos e deixaram tudo a apanhar sol.
Quando lá cheguei mais perto reparei que a maior parte eram caixas de cassetes VHS, não sei se estariam todas vazias, mas achei interessante a escolha feita na limpeza da casa de alguém.
Havia algumas caixas com espectáculos de circo, algum teatro de revista, Fado, magia com Luís de Matos e até o concerto de José Afonso no coliseu.
Lembrou-me as caixas VHS que tanto trabalho me davam a seleccionar as capas e a ter as lombadas com os nomes. Parece que os anos 90 já foram há muito e agora há que fazer uma limpeza para arranjar espaço para os livros. Provavelmente a estante estará lá amanhã, na esquina.

Mais visitadas...