segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Belas Vozes na Igreja de Alhos Vedros

Domingo, dia de chuva ao início da tarde. Fui à Igreja de S. Lourenço em Alhos Vedros para ouvir as vozes do coro Mediaevus Emsemble, do Grupo Coral Alius Vetus e do Grupo Coral do Montijo, no âmbito do encerramento das comemorações dos 500 anos do Foral Manuelino da localidade.


A Igreja é bonita e antiga, datando do final do século XIII com alterações nos séculos seguintes. Foram chegando e sentando as pessoas que escutaram os grupos corais, 2 deles vestidos a rigor para as comemorações de uma carta régia de 1514.


Admirável o canto a ecoar na nave da Igreja, a acústica e as canções medievais conforme estavam no programa. Claro que um dos meus objectivos era desenhar o ambiente que observava. Adorei este momento de cerca de uma hora, em que desenhei dois dos coros e o altar da Nª Senhora de Fátima.


É uma "massagem" para os sentidos auditivo e visual. O prazer que tirei a desenhar e a ouvir aquelas vozes límpidas. A audiência aplaudiu com muito agrado. Antes de saír tive a oportunidade de apreciar o presépio numa das capelinhas. Muito bonito. Jesus estava em falta, ainda está para nascer por estes dias.


No ano passado tive oportunidade de escutar um belo coro na Igreja da Nª Senhora do Rosário, Barreiro e este ano visitei o concelho vizinho. Pude ainda apreciar a apresentação de um livro na Capela da Misericórdia, que sendo mais pequena, não deixa de ser bonita. Uma bela tarde de calor humano em contraste com o frio e a chuva que abrandou ao final da tarde.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Outra perspectiva


Ontem na travessia do Tejo, experimentei um plano à "Nelson Paciência". A minha dificuldade começou pelo tamanho do personagem secundário (eu) em relação aos restantes. Aproveitei a animada conversa entre diversos estudantes universitários que falavam sobre as aulas e trabalhos. Deu muito gozo esta experiência. A repetir.

No dia anterior, gostei de ouvir a conversa entre 2 estudantes de informática, nos lugares atrás de mim. A certa altura um deles falou da fortuna que tem uma família chinesa que ele conhece, porque exploram uma fonte de àgua na aldeia deles. Uma maneira diferente de ganhar dinheiro num país que deve surpreender em muitos aspectos. Outras perspectivas.


terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Arrepios de frio


No domingo passado estava num supermecado a fazer as compras e ao passar ao pé dos legumes e das comidas pré-cozinhadas senti um arrepio de frio. Aquele arrepio que me faz logo pensar em febre, dores de cabeça e corpo dorido. Esse pequeno sinal deixou-me logo cansado no final da tarde. Aquela sensação desagradável de que sabemos que aí vem uns dias de "molho". E o tempo que está tão bom. Céu azul.

Passei o feriado deitado a ver os filmes que davam na televisão. Tão pouca disposição para fazer as refeições. Devíamos poder hibernar como as lagartas ou os urso, um breve período de descanso para o corpo regenerar.

Hoje fui à farmácia e o Ilvicon está esgotado até janeiro. Anda tudo com os mesmo arrepios de frio. Que situação e logo nestas épocas festivas. Imaginemos um engripado ou engripada em pleno domingo no Colombo... O pessoal sai de lá com mais do que presentes e dores de cabeça. Sai uma gripe para 3 dias!

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Património Imaterial do Alentejo


O Cante Alentejano é Património Imaterial da Humanidade, atribuído pela UNESCO. Um prémio para o esforço de muitos que querem mostrar que é uma Arte que se mantém viva e com importância que ultrapassa as fronteiras do Alentejo. O Cante para quem não é desta região do sul é um pouco estranho e ligam logo aos sketches do Herman José a cantar "às 4 da madrugada" infinitamente. É muito mais que isso e que é necessário mostrar.

Gosto de o ouvir, mas no meu caso, quando viajo até ao sul e o ambiente, a gastronomia, a companhia favorecem a escuta com o coração. É estranho para mim quando vejo na televisão ou oiço no rádio. Acho que se deve ouvir numa tasquinha, com petiscos, bom vinho e uma boa acústica. Aí é de arrepiar. A harmonia, a letra, o sentimento.

Acho que pode ser uma excelente oportunidade para a região desenvolver aínda mais o turismo, aliando a outros factores que nos levam a viajar, a observar a paisagem, o silêncio nos campos.
Tenho ideia que no futuro poderemos ter uma Toscânia no sul do país, com ouvidos no cante e os outros sentidos no vinho, queijo, nas sopas e boa disposição com sotaque.

É Património e tem de ser defendido, juntamento com o Fado e a dieta mediterrânea. Tem de ser ouvido e saboreado cá.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Uma agulha na sala de espera.


Numa das visitas que faço à Maternidade Dr. Alfredo da Costa, apanhei uma situação curiosa na sala de espera. Um rapaz estava a coser o forro do casaco. Fazia-o com habilidade de quem domina a agulha e a linha. As pessoas à volta achavam estranho e uma senhora ao meu lado não se conteve e perguntou-lhe porque o fazia nesse momento.
Se há momentos que temos tempo, este é um deles - porque não coser um botão ou um forro. Há quem faça malha. Continuei a ver a destreza com a mão esquerda e sem dedal.
Nas minhas notas, a cosedura ficou como "cozendo", como se ali estivesse a preparar um guisado. Era apenas um rapaz com habilidade e sem problemas de ser o centro das atenções onde todos estão a olhar para o relógio ou o telemóvel.

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