segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Encontro de desenho no "Grande Circo Místico"



A convite da Teresa Ruivo, fomos desenhar nas filmagens de um novo filme brasileiro "Grande Circo Místico" baseado no musical de 1983 do Chico Buarque. Quando cheguei fiz um desenho de aquecimento, enquanto via o material de cinema a saír das carrinhas e a prepararem tudo na tenda.


Dentro do circo, ficámos sentados nas bancadas por detrás das câmeras e conseguimos ver o ambiente frenético de assistentes de realização, de som, de imagem, de figurinos. O filme é realizado por Cacá Diegues.


Fomos colocados de maneira que não ficássemos ao pé dos figurantes, mas a luz que havia não dava para ver muito bem os detalhes que queríamos desenhar. Mas é sempre um excelente desafio, improvisar com outros materiais e desenhar mais rapidamente.



O actor que interpretava o papel do apresentador Celavi, que neste desenho estava pendurado na corda com a câmera à frente, ficou ao meu lado numa das bancadas. Mostrei o desenho a ele e quis ver os outros. Perguntou quem nós éramos e o que desenhávamos. Pedi um autógrafo no próprio desenho. Disse-me que tem um nome um pouco diferente do habitual, Jesuíta Barbosa. A acção agora prosseguia com o domador Victor Hugo Cardinalli e 2 leões, com muitos "silêncio, acção"


No exterior fomos desenhando o cenário das traseiras da tenda e que representava um circo dos anos 60, com a tralha toda amontoada e algumas carroças um pouco decadentes. Muitos motivos para desenhar.










No camião dos leões, a maior "fera" era este cão todo entretido na cabine do condutor.


No final do encontro, a partilha dos desenhos nos vários cadernos e a troca de impresões sobre a dificuldade de desenhar com pouca luz e com um ambiente sempre em movimento.


Gostei muito do encontro, sempre uma forma diferente de vermos o mundo, do circo e do cinema, com marcadores e aguarelas.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Namoro como se vê poucas vezes


Este desenho, apanhei-o na travessia de barco Lisboa-Barreiro e gostei muito de ver a interacção do casal, especialmente da rapariga que não parava de abraçar o namorado. A expressão dela estava muito bonita cada vez que olhava para ele que ia falando calmamente.
Eu tinha começado a ler um livro, mas peguei no diário-gráfico e registei o momento que achei muito bonito. Sem beijos, mas muita cumplicidade.

Para preparar o ambiente para o dia dos namorados. Este ano, acredito que além dos ramos de flores e do jantar, a ida ao cinema para ver o filme "50 sombras de Grey" estará na lista. Pelo menos um dia olhamos com outros olhos para a nossa parceira ou parceiro. O que deveria ser durante o ano, mas o pessoal já anda tão desligado das emoções que pelo menos num dia o amor fica no topo.
... os corações foram colocados depois... claro!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Este frio que entra pelo nosso corpo


Está mesmo frio! Sinto-o mesmo muito quando saio da cama, quando a água do chuveiro termina para ensaboar e quando chego à estação fluvial do Terreiro do Paço, pelas oito da manhã.
Sente-se o frio no interior do corpo, a picar na cara e nas orelhas. E aquele ventinho junto ao rio que ajuda a picar ainda mais. Não dá para parar e apreciar o céu azul por detrás da encosta do castelo ou em pleno rio Tejo, ao mesmo tempo que mais um paquete chega com a maré e atraca em Sta. Apolónia.
O café com um pouco de leite, aquece um pouco até ao fundo da garganta, mas não chega aos pés e aos dedos da mão. O melhor é ir andando pelas ruas da baixa até chegar ao escritório e aí arrefecer os pés durante toda a manhã, enquanto a cabeça aquece com o trabalho. Pelo menos a mão direita aquece ao mexer o rato. 
A temperatura não é muito baixa, mas a humidade nesta cidade entra pelo corpo adentro. As casas não ajudam e ainda nos queixamos nas conversas de café e chá. 
O dia dos namorados e a estreia do filme "50 sombras de Grey" estão aí a chegar para nos aquecer o corpo e o coração.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Mais "People and Motion"


Continuo na leitura do livro do Gabi Campanario "People and Motion" e a fazer alguns exercícios de desenho com pessoas nos locais de trabalho, desporto ou lazer. Tem dicas muito boas e só falta desenhar, desenhar, desenhar...
Neste desenho deixei o primeiro plano sem cores. Não sei se o resultado ficou agradável, mas valeu a pena experimentar. 

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

People and Motion


Esta semana chegou-me às mãos o livro The Urban Sketching Handbook: People and Motion do Gabriel Campanario, fundador dos Urban Sketchers, sobre técnicas e dicas para desenhar as pessoas nos locais onde estão, seja a trabalhar, desporto ou a almoçar.

O livro é muito acessível e com alguns exercícios para fazermos. Vou experimentar alguns deles, gosto muito de desenhar pessoas. Já li livros com as técnicas de desenho académico e gostava de fazer mais formação com modelos ao vivo, mas temos tantos modelos na rua, em movimento, com todo o tipo de expressões e posturas. Acaba por nos acelerar o ritmo de desenho com voluntários por todo o lado e que não respeitam o tempo de espera.
Algumas dicas são muito boas, como integrar o "modelo" no seu cenário e que mais tarde nos dará mais informação sobre o local onde estivémos.
Outra das dicas boas, será a integração das "pessoas" no acontecimento que presenciamos. Um aspecto que sempre procurei fazer nos meus desenhos e irei aprofundar mais. 

Hoje de manhã voltei a treinar o face-a-face que é o mais difícil. E a rapariga apanhou-me mas continuou a escrever. No metro, mesmo ao longe, os meus "modelos" toparam que estava a desenhá-los, sem contar com um tipo que ia ao meu lado a ver tudo. Como se diz desenhar, desenhar, desenhar... e ultrapassar o receio da troca de olhares.

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