sexta-feira, 31 de julho de 2015

O que é real num desenho?


Mais uma distração numa das viagens de barco Lisboa-Barreiro. O desenho da direita acabou por ser imaginado, pois apenas tinha feito a cabeça da rapariga sentada.
Da esquerda, as mulheres estavam perto de mim e a postura era mesmo esta, menos a cabeçorra.

É sempre difícil saber o que fazer de um desenho, especialmente de pessoas, que não conseguimos terminar. Quantos pés, cabeças e mãos ficavam sozinhas no caderno e acabava muitas vezes por completar com outra pessoa. Se uma das técnicas é desenhar logo o que se mexe mais, como as mãos, o que poderemos fazer quando se coloca alguém entre nós e o objecto. Acelerar o desenho definitivamente.

Ficam sempre alguns truques na nossa cabeça que não se revelam no papel. E isso é o mais importante. Se uma mulher tinha saia ou calças, depende do momento em que terminarmos o desenho, mas só nós sabemos o que era na realidade.

E ficaram as pobres mulheres no ar sem as respectivas cadeiras...

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Verão com ar condicionado


Verão. Tempo de calor. Tempo para passear em locais com ar condicionado.
Muita gente passeia em centros comerciais para gozar do fresco, das cadeiras, das esplanadas, enquanto observamos as pessoas em calções, chinelos e outras combinações bem estranhas.
Nesse dia fiquei a tomar conta do mais pequeno enquanto a família andava nas compras. Fui desenhando pessoas que ficavam "horas" sentadas. Os mais velhos saboreavam as vistas e o fresco.
Para mim foi muito tempo num centro comercial como há muito não me sucedia, mas há que ver sempre o aspecto positivo e desenhá-lo.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Abstraído...


Neste dia fui de pé ao fundo do barco. O ambiente era quente e húmido e procurei ficar junto a uma janela e com o vento a passar por mim.
Nas cadeiras da frente um tipo bem corpulento jogava e ouvia música, completamente abstraído do que se passava. Movimentos bruscos de quem está a jogar e de vez em quando levantava a cabeça para ver se a viagem teria terminado.
Outra das maneiras de passar o tempo ao final da tarde entre Lisboa e o Barreiro. Eu gosto de ir a ler ou a observar as pessoas, o ambiente e aí sai algum traço no diário-gráfico.

Lisboa está repleta de turistas. Cheia mesmo. Uma cidade europeia com certeza!

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Esta humidade que nos amolece


Não têm sido dias de muito calor em Lisboa, sempre abaixo dos 30º, mas a humidade que vem do mar faz correr àgua com sais minerais por todos os nossos poros.
Ao final da tarde, dentro do barco, o ambiente é quente e húmido e dá uma moleza que por vezes faço metade da viagem com um livro aberto e os meus olhos fechados.
Neste dia, gostei de ver a forma como uma rapariga aproveitou a viagem Lisboa-Barreiro. Deitou-se, saboreando a brisa que vinha de uma janela e lá fora o Tejo na sua ondulação normal e que nos embalava.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Um desenho na praia


Uma pausa nas brincadeiras com os miúdos na praia e desenho uma pata de caranguejo que a minha filha achou na areia. 
Há sempre um tempinho para puxar dos marcadores e do estojo de aguarelas que me acompanham sempre com o diário-gráfico.

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