quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Metro Estação Colagem


Por causa do calor resolvi apanhar o metro para não chegar ao trabalho a pingar (não sei como fazem as pessoas que vão de bicicleta?) e assim pude treinar alguns desenhos no cais e em plena linha azul.
De costas estavam à minha frente no cais e os outros foram em plena viagem. Já me tinha esquecido que é um transporte que é um manancial de poses, expressões, conversas para passar para o diário-gráfico. Até a mão estava mais ligeira a rabiscar.
Em casa, ao serão, fui colorir depois de ter lido uma entrevista à jornalista-escritora Alexandra Lucas Coelho e no processo de coloração resolvi colar algumas das frases mais fortes dessa boa entrevista do suplemento Ipsílon do Público.
Usei os marcadores da minha filha e gostei do resultado.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Esquerda - Direita


Sentado no 2º piso do barco, desenhei a rapariga do tablet que estava à minha direita e juntei duas mulheres a dormir à minha esquerda. Achei engraçado o processo de união dos 2 desenhos e a certa altura a decisão era saber onde terminava um plano e começava o outro. Gosto da experiência.

Quando o barco atracou estavam duas senhoras de leque atrás da rapariga de casaco verde a comentarem à vontade os meus desenhos. Levantei-me e olharam bem para mim, se calhar para verem como é um tipo que faz desenhos, se corresponde a algum imagem que as pessoas tenham de um desenhador. 
Tal como temos curiosidade em conhecer a imagem de alguém cuja a voz estivémos a ouvir nas cadeiras atrás de nós e se corresponde ao sketch mental que entretanto fizémos na viagem.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Uma bicicleta


Desta vez o passageiro captado em desenho foi uma bicicleta. Diáriamente circulam 2 ou 3 biclas em cada viagem. Há espaços para estes "passageiros", normalmente ao fundo do barco ou como neste caso junto à porta de saída a bombordo e perto da escadaria que liga ao 2º piso.
A bicicleta é bem bonita e com uma estrutura que a deixa acima da média das biclas normais de passeio. Pude terminar o desenho e no fim o dono apareceu. Não deu por mim ou se calhar sim, porque se atrapalhou a preparar a saída e o capacete foi parar ao chão e mais uns apetrechos. A sorte é que o barco atracou do outro lado, senão estaria o espaço completamente cheio de passageiros em fúria para saír.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Desenho na proa


Um desenho na proa do barco. O local onde vão mais passageiros. Em dias de muito calor abrem a porta e corre a brisa do Tejo até à popa. Tudo a dormitar ou a jogar no telemóvel.
Curiosidade de ouvir falar em italiano de umas raparigas mais à frente e um nariz a espreitar o meu desenho. Estava todo inclinado para a direita para ver os detalhes da porta quando viro-me para a esquerda e tenho uma senhora inclinada para o meu lado a ver o que desenhava. Não disfarçou e manteve o olhar no caderno.
À saída os passageiros levantam-se antes do barco atracar e o corredor fica cheio de pessoal de pé. As italianas ficaram à espera de saír mesmo ao meu lado, enquanto acabava de desenhar e aproveitaram para espreitar também.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Evitar os períodos de maior calor


Uns dias nublados e mais agradáveis seguem-se outros de calor intenso. Não podemos dizer que não estamos em Agosto e que este verão está mesmo quente, especialmente no interior do país, especialmente em zonas de floresta que são massacradas nesta altura com os fogos e respectivas reportagens televisivas com os mais novos jornalistas em campo.
Há regras básicas que os antigos seguiam e que continuam certas, como evitar as horas de maior calor para estar na rua, na praia ou a correr. Mesmo bebendo os líquidos necessários, o melhor é mesmo estar à sombra ou num local com o Ar Condicionado com temperaturas decentes e não como em algumas lojas de roupa.
Quem como eu atravessa a Baixa de Lisboa ao final da tarde e sente o suor a escorrer pelas costas, as pernas a colarem nas calças e se mete num barco que é uma estufa enquanto está atracado, sente o corpo a amolecer, a ensonar, aguardando pelo início da viagem e esperar por uma brisa do Tejo. Os leques trabalham bem, falta só uma app no telemóvel que nos faça resfrescar a pele.

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