terça-feira, 25 de agosto de 2015

Pombos na Cardal de São José


Voltei a comprar a "Marmita" na estação fluvial do Terreiro do Paço e que depois aqueço no micro-ondas da copa no trabalho. Acabo por ter mais tempo na pausa de almoço para deambular pelas ruas da freguesia de Santo António em Lisboa.
Ontem percorria a Rua do Cardal de São José e vi um edifício em obras, puxei do caderno, mas não me atraíu a desenhar com um tapume muito grande à frente. Nas minhas costas um conjunto de casas velhas chamaram-me a atenção. Quem me chamou foram os pombos, mas desenhei o alinhamento final desta rua e não me esqueci destas "personagens" de Lisboa que se encontravam em pausa à sombra dos telheiros.
Ainda deixei um erro de perspectiva no tapume verde que não acompanhou a linha de fundo. Desculpo-me com o sol bem quente que já me fervia a cabeça.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Rappel na Rua do Carrião.


Na pausa de almoço, apanhei um pintor em rappel num edifício antigo em plena rua do Carrião. Chamava a atenção a todos que passavam. Aproveitei e fiz o registo no caderno.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Metro Estação Colagem


Por causa do calor resolvi apanhar o metro para não chegar ao trabalho a pingar (não sei como fazem as pessoas que vão de bicicleta?) e assim pude treinar alguns desenhos no cais e em plena linha azul.
De costas estavam à minha frente no cais e os outros foram em plena viagem. Já me tinha esquecido que é um transporte que é um manancial de poses, expressões, conversas para passar para o diário-gráfico. Até a mão estava mais ligeira a rabiscar.
Em casa, ao serão, fui colorir depois de ter lido uma entrevista à jornalista-escritora Alexandra Lucas Coelho e no processo de coloração resolvi colar algumas das frases mais fortes dessa boa entrevista do suplemento Ipsílon do Público.
Usei os marcadores da minha filha e gostei do resultado.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Esquerda - Direita


Sentado no 2º piso do barco, desenhei a rapariga do tablet que estava à minha direita e juntei duas mulheres a dormir à minha esquerda. Achei engraçado o processo de união dos 2 desenhos e a certa altura a decisão era saber onde terminava um plano e começava o outro. Gosto da experiência.

Quando o barco atracou estavam duas senhoras de leque atrás da rapariga de casaco verde a comentarem à vontade os meus desenhos. Levantei-me e olharam bem para mim, se calhar para verem como é um tipo que faz desenhos, se corresponde a algum imagem que as pessoas tenham de um desenhador. 
Tal como temos curiosidade em conhecer a imagem de alguém cuja a voz estivémos a ouvir nas cadeiras atrás de nós e se corresponde ao sketch mental que entretanto fizémos na viagem.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Uma bicicleta


Desta vez o passageiro captado em desenho foi uma bicicleta. Diáriamente circulam 2 ou 3 biclas em cada viagem. Há espaços para estes "passageiros", normalmente ao fundo do barco ou como neste caso junto à porta de saída a bombordo e perto da escadaria que liga ao 2º piso.
A bicicleta é bem bonita e com uma estrutura que a deixa acima da média das biclas normais de passeio. Pude terminar o desenho e no fim o dono apareceu. Não deu por mim ou se calhar sim, porque se atrapalhou a preparar a saída e o capacete foi parar ao chão e mais uns apetrechos. A sorte é que o barco atracou do outro lado, senão estaria o espaço completamente cheio de passageiros em fúria para saír.

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