quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Greves, de volta ao trabalho!


Em Setembro recomeçam as aulas. Maior movimento nas estradas, mais jovens a circularem nos transportes públicos. E também voltam as greves. 
As greves são uma boa ponta de lança para os trabalhadores e uma valente pincelada para quem fica prejudicado por elas. A semana passada os trabalhadores da Soflusa, empresa que faz o transporte fluvial entre o Barreiro e Lisboa, fizeram greve às horas de ponta durante dois dias. Reclamam por melhores salários e esta é a forma de eles protestarem. Claro que obrigam aos utentes a puxarem pela imaginação para chegarem a horas ao trabalho ou à universidade em Lisboa.
Por isso nesses 2 dias, fiz 30km diários para ir ao Seixal apanhar o ferry da Transtejo para Lisboa. Obriga-me a circular no trânsito da N10 cheio de camiões TIR e andar a correr para não perder barcos e metro. É uma valente pincelada e ficamos todos com a sensação de não apoiar a luta desses mesmos trabalhadores. Acabam por destabilizar colocando barcos extra a horários comunicados no site 15 ou 20 minutos antes e que obrigam as pessoas a ficarem mais enfurecidas à espera nas estações, ou sentados no chão porque as estações ficam fechadas. A meio do dia não há greve e é quando há menos gente em deslocação. Assim não perdem o dia total de salário e tentam aborrecer ainda mais quem faz um esforço para querer cumprir o horário de trabalho.
Para ajudar, esta semana são mais 3 dias de greve. Se fizerem mais para a semana, não sei como reagirão os utentes. Por causa disso, há sempre um corpo policial a garantir a segurança quando abrem as portas da estação. 

sábado, 29 de agosto de 2015

Beco de Santa Marta


Um desenho na vertical para apanhar o Beco de Santa Marta que liga à rua com o mesmo nome. Ao fundo as portas são dos serviços de limpeza da Junta de Freguesia de onde saíram três funcionários que não me deram tempo de os colocar no caderno à medida que desciam na conversa. 
Fiquei a desenhar junto dos caixotes de fruta de uma frutaria ao lado da dona que conversava com a da loja ao lado. Iam espreitando o que ia fazendo no diário-gráfico. Não ficaram para ver o resultado final. Havia clientes para atender.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Fui à praia do Torel


Ontem na pausa de almoço resolvi dar um pulo à famosa praia urbana no jardim do Torel, no centro de Lisboa. Já conhecia o miradouro e o espaço que abre as vistas para a colina do Bairro Alto e Avenida da Liberdade, mas agora vi um local bem diferente. Apetrechado com nova esplanada, o lago cheio de água, miúdos a nadarem e adultos a apanharem sol na areia ou à sombra dos chapéus de um banco deste Milénio. Não faltava o chuveiro e nadador salvador que captei no meu desenho. Tem também uma pequena biblioteca. Serve muito bem quem não pode ir até às praias da Linha ou da Caparica.
Escolhi um local quase à sombra e logo um agente da autoridade se colocou à minha frente para aproveitar também a sombra. Ele perguntou-me se não estorvava. Disse que não e acabou também por ficar na moldura.
Colori ainda no local e no fim fui mostrar ao polícía. Ele ficou supreendido porque tinha pensado que estava a fazer algum levantamento de dados para a Junta de Freguesia ou da Câmara. Disse-lhe que já me tomaram por funcionário camarário quando desenho nas diversas ruelas desta bela cidade.
Apetecia um mergulho com o calor que estava. Voltei ao trabalho.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

No ecrân de um smartphone


À distãncia que estava e conseguia ver mesmo bem as fotos de um bébé no enorme ecrân de um smartphone. A rapariga atrás ia comentando com a amiga na fila da frente. Do lado do corredor ia tudo meio amorfo quase sonolento. No 2º piso da travessia de barco Lisboa-Barreiro.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Traseiras de Lisboa


Mais uma pausa de almoço, mais um desenho. Desta vez subi a Travessa Larga em direcção à rua do Passadiço, junto ao Instituto de Oftalmologia Dr. Gama Pinto. 
Este desenho é de um terreno abandonado junto ao estacionamento do dito Instituto, nas traseiras de um edificio devoluto que dá para a rua de Santa Marta. Gosto de ver o emaranhado de varandas em ferro forjado, pequenas chaminés e antenas na diagonal. Proporcionam desafios para encaixar tudo na folha, mas podemos pensar que são pedaços desta cidade que esperam quem lhes dê nova vida.

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