quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Outono na Avenida


As cores de Outono estão nas folhas caídas,
nas roupas quentes, 
no cheiro da castanha assada,
nos passeios das avenidas,
onde as pessoas apanham um pouco de sol
na pausa de almoço.

Comecei a desenhar a rapariga sozinha,
logo apareceu um rapaz com o seu phone
ficaram os dois naquele banco,
acrescentei o quiosque do Tivoli,
o rapaz a olhar de lado para um tipo com um caderno
e a rapariga de olhos fechados.
Não faltou o padrão da calçada
e terminei com gosto a minha pausa.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Ainda se fala em SIDA


Primeiro de Dezembro, ex-feriado e data da comemoração da restauração da independência mas que poucos se vão lembrar de homenagear. A nível internacional comemora-se o Dia Mundial da Luta contra a SIDA. Uma questão que desde os anos 80 foi perdendo importância nos nossos pensamentos, mas que ainda é um problema para milhares de pessoas. Lembro-me do susto que era no final dos anos 80 ir cortar o cabelo e ver o cabeleireiro a usar a navalha ou os anúncios a avisar as pessoas que podiam apertar a mão a pessoas seropositivas ou não ter receio de espirros. Os anúncios eram assustadores e em todo o lado se pensava em sexo seguro e preservativos.
Passaram os anos e parece que já não existe porque não se fala, mas é sempre preciso cuidado e assim surgem campanhas dirigidas aos adolescentes cada vez mais criativas. A empresa de preservativos Durex quer criar um emoji para ser usado nas sms e afins junto com toda a salada de imagens que representam sexo. A MTV avançou com um emoji e uma campanha bem maluca para chamar a atenção da malta mais nova. As mentalidades mudaram em 20 anos.
Tudo isto porque ouvia um telefonema, na travessia do barco, de uma mãe ao filho. Quando ele falou em testes da SIDA, a mãe assustou-se mas tratava-se de um workshop. Logo depois já desabafava com o marido. Achei engraçada a situação, mas trata-se um assunto que devemos ter sempre presente.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Alfândega no Terminal Fluvial do Terreiro do Paço


Na terça-feira 24, quando chegava aos torniquetes para validar o passe e apanhar o barco para o Barreiro, dei conta de uma operação do SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras). Foi pedido o cartão do cidadão a todos os passageiros. Uma operação em vários locais junto aos transportes público para deter ilegais ou documentação duvidosa.

O atentado de Paris e a onda de refugiados colocou no pensamento dos países europeus a questão das fronteiras, do receio de não controlar entradas e saídas de estrangeiros, da movimentação de pessoas procuradas e isso assiste-se no dia-a-dia dos aeroportos.
Ainda não tinha apanhado uma operação destas na estação fluvial e de repente senti que morava fora da Europa, na  outra Margem e teria que andar com toda a documentação.

Cresce o receio de ir no metro ao lado de uma pessoa de feição árabe e a desconfiar de todos os turbantes. O irracional nasce do medo. Ao mesmo tempo aceitamos ser mais vigiados e controlados por questões de segurança, tal como já acontece nesta altura em França.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Seixos na parede


Pausa de almoço e uma caminhada até à rua do Passadiço. Na esquina com a travessa das Parreiras, um edifício chamou-me a atenção com a decoração de seixos nas paredes do rés do chão.
Pode ter feito numa época em que estava na moda colocar pedras nas paredes das vivendas, mas esta moda parece não ter pegado muito por esta zona. Deve ser o único com as pedras na parede.
Tive que acelerar o desenho porque estava a ser alvo de dezenas de moscas que não me largavam. Calculo que fosse por ter os caixotes de lixo perto de mim, na esquina de onde desenhava. 

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

De repente o livro acabou...


De repente o livro acabou na página 96. Comecei a ler outro dia o livro "30 dias em Sydney" do escritor australiano Peter Carey e apareceu-me uma página em branco, aliás, várias páginas.
Enviei ontem um e-mail para as Edições ASA do grupo Leya a pedir explicações e se podiam enviar as páginas em falta em pdf. Sei que o livro está esgotado e faz parte de uma coleção de literatura de viagens com mais 4 ou livros. Como tenho a coleção toda em casa, fui logo a seguir ver se acontecia a mesma falha noutros livros. Pelo menos sei que Praga tem as páginas todas e depois verei Paris.

Hoje na travessia do rio, voltei a abrir o livro na página em branco e fiquei a pensar se deveria continuar como se essa folha não fizesse falta. No meio do pensamento desenhei uma rapariga que mais à frente estava satisfeita a ler um livro. Acho que vou colocar o livro de lado e esperar uma resposta da Editora. A questão é que faltam cerca de 15 páginas salteadas e torna-se impossível seguir o rumo da estória.

Acho que vou pegar no livro sobre Paris e conhecer um pouco mais sobre uma cidade que por estes dias anda no pensamento do mundo, infelizmente.

Actualização: No passado dia 26/11/2015, as Edições ASA responderam ao meu e-mail e enviaram-me o livro em pdf para imprimir as páginas em falta. O meu agradecimento à Cristina Carvalho da Leya pela resolução da questão.

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