quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

O Gorro Vermelho


Neste dia voltava do trabalho na primeira semana de trabalho de 2016. Um pouco cansado e talvez com peso a mais da época de Natal. 
Tem sido um Janeiro atípico em termos de tempo. Costumava ser muito frio, com sol e sem chuva, mas com o El niño no Pacífico, acho que teremos um ano atípico. Por isso estranhar ver gente com gorros e cachecois. Já sei que os miúdos nas escolas podem ir de calções no Inverno mas não deixam de usar o seu cachecol. Em relação aos gorros é que me faz transpirar quando vejo um. Neste caso não era dia de jogo do Benfica, por isso chamou-me a atenção. Na minha moldura visual via o vermelho do gorro e umas belas unhas pintadas da mesma côr. O resto era o cinzento invernal.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Últimos desenhos de 2015


Ano Novo e os últimos desenhos do ano velho. Um desenho rápido enquanto almoçava sozinho no "Vitaminas" ao lado da estação Baixa-Chiado. Eram 4 empregadas na conversa porque eu era o único cliente na altura e desenhei uma delas a pôr as contas em dia nos registos.
Tinha comprado no Ponto das Artes uma caneta Copic Multiliner e experimentei logo ali. Desliza mesmo bem no papel. 
Depois apanhei o barco para o Barreiro e reparei num rapaz ao lado a ler um livro chamado "Novice", que pesquisei e é de uma escritora autraliana chamada Trudi Canavan. Os livros do Fantástico têm mesmo saída. Já não consegui desenhar na passagem de ano e ainda não me estreei este ano.
Um Bom Ano para todos! Tudo a pegar nas canetas e nos cadernos.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Segurava na mala da mulher


Outro dia na travessia do Tejo. Um senhor mais velho com um olhar abstraído. As mãos tremiam. A esposa ia à janela. Desenhei-o com menos rugas na cara. Levava a mala da mulher ao colo, bem segura. Nestas idades tem de haver apoio dentro do casal para enfrentar os ritmos de quem viaja diariamente e não acompanha toda a informação que surge em todo o lado (horários, escadas rolantes, direcções...).
Aproveito para desejar a todos um bom Natal. A época da família. Conjugar diferentes gerações e abraçar os mais velhos.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Travessa do Despacho


Hora de almoço. Subi a Travessa do Despacho vindo da Rua de Santa Marta em Lisboa. Travessa estreita e com muitos estendais de roupa. Aproveitei e fiz um desenho em 15m. Logo surgiu uma viatura que parou em frente à garagem. Quando o dono voltou e quis subir, tive de me colocar bem encostado a uma porta. Sabia que no fim da travessa estava lá outro carro estacionado. Enquanto terminava alguns detalhes ouvi a discussão entre o dono do carro e uma mulher. Começou suave com pedidos de desculpa, passou para "não sabem ver onde estacionam" e acabou tudo aos gritos com "alhos" e outras palavras sobre a mãe do senhor. Ninguém veio à janela espreitar a discussão que por ali deve ser o dia-a-dia. Voltei pela rua do Passadiço já sem os dois carros à vista.
P.S. Achei curioso uma toalha a secar com o nome e o logotipo de um hospital. Deve ter sido uma oferta.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Coros de Natal no Barreiro


Chega a época do Natal e gosto de ver os Coros nas Igrejas. A acústica é excelente para a entoação de belas vozes e os cânticos deixam-nos aconchegados, sentindo aquela "calor" junto das pessoas e próximo de uma paz interior, esquecendo por momentos o stress de pessoas às compras.


O primeiro Coro a cantar foi o da Junta de Freguesia de Alcântara. Não gostei do acompanhamento com órgão em algumas canções. O segundo a entrar foi o CorUTIB do Barreiro. Um fotógrafo circulava pela Igreja da Nossa Senhora do Rosário no Barreiro. Fui desenhando o que conseguia ver no meio das cabeças da assistência.


E terminou com o Coro Audite Nova da Igreja de São João de Brito. Foi o que gostei mais. Tudo cantado à cappella, com canções tradicionais portuguesas, canções inglesas e americanas. 
Terminei o úlimo desenho e passei aguarela no local. Uma senhora ao meu lado já não tirava os olhos do meu caderno. Num dia de nevoeiro e frio, estas vozes aqueceram-nos o corpo e a alma.
Com isto acabei mais um caderno que tinha começado em Junho deste ano.

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