segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Tudo cor-de-rosa


Na sexta passada, mais uma travessia fluvial Lisboa-Barreiro e dou conta de uma senhora vestida toda de côr-de-rosa e sapatos pretos. Ia a ler uma revista Hola! ou como nós dizemos ihola! por causa do ponto de exclamação ao contrário no início. 
Revista cheia de fotos e pouco texto. Com nomes de famosos que nunca ouvi falar, mas eu não estou por dentro das revistas do social.
De vez em quando a senhora aproximava a revista até bem perto do nariz, se calhar para ver algum detalhe dos vestidos ou ler os textos em letra pequena. As mãos com anéis dourados e relógio no mesmo tom. O rosa da roupa dava-lhe um ar quase adolescente.
Por uma vez ou duas quase que me apanhava a olhar para ela, mas consegui desviar a atenção desenhando a passageira da frente. "Se calhar não era para mim que estava a olhar".

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Criando personagens de pessoas reais


Há dias em que me apetece brincar um pouco no desenho. E começo a desenhar as pessoas que vejo com as feições e posturas mais exageradas. Como se abonecasse (não soa bem) os coitados e coitadas que são expressos assim no caderno de um desconhecido.


Vou pela sensação que me dão e daí o marcador vai correndo e aparecendo um nariz enorme, pernas pequenas ou até um "sempre em pé".
Sabe mesmo bem relaxar assim desta maneira no fim de um dia de trabalho. O apetite surge sem pensar e só paro quando saio dos transportes públicos.
Criamos personagens de pessoas reais e só falta escrever uma pequena estória inventada à volta dessa personagem.
Vale a pena experimentar de vez em quando. É libertador e divertido.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Suspense no desenho


Um dia ao voltar de Lisboa, um passageiro que ia ao meu lado adormeceu. Aproveitei logo para o desenhar. Mas quando olhava para os pormenores da cara, parecia que o homem ia acordar e não queria que ele olhasse e ver-me especado. Parecia cena de filme de suspense, quando os vilões resmungam ou ressonam quando se quer tirar a chave da mão deles.
Mas deu para captar os detalhes. Provavelmente o passageiro de trás devia estar a estranhar ver-me a inclinar em direcção ao homem.

Aproveito para fazer publicidade para uma exposição que quero ir ver dos Urban Sketchers Portugal na Casa dos Mundos.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

O Gorro Vermelho


Neste dia voltava do trabalho na primeira semana de trabalho de 2016. Um pouco cansado e talvez com peso a mais da época de Natal. 
Tem sido um Janeiro atípico em termos de tempo. Costumava ser muito frio, com sol e sem chuva, mas com o El niño no Pacífico, acho que teremos um ano atípico. Por isso estranhar ver gente com gorros e cachecois. Já sei que os miúdos nas escolas podem ir de calções no Inverno mas não deixam de usar o seu cachecol. Em relação aos gorros é que me faz transpirar quando vejo um. Neste caso não era dia de jogo do Benfica, por isso chamou-me a atenção. Na minha moldura visual via o vermelho do gorro e umas belas unhas pintadas da mesma côr. O resto era o cinzento invernal.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Últimos desenhos de 2015


Ano Novo e os últimos desenhos do ano velho. Um desenho rápido enquanto almoçava sozinho no "Vitaminas" ao lado da estação Baixa-Chiado. Eram 4 empregadas na conversa porque eu era o único cliente na altura e desenhei uma delas a pôr as contas em dia nos registos.
Tinha comprado no Ponto das Artes uma caneta Copic Multiliner e experimentei logo ali. Desliza mesmo bem no papel. 
Depois apanhei o barco para o Barreiro e reparei num rapaz ao lado a ler um livro chamado "Novice", que pesquisei e é de uma escritora autraliana chamada Trudi Canavan. Os livros do Fantástico têm mesmo saída. Já não consegui desenhar na passagem de ano e ainda não me estreei este ano.
Um Bom Ano para todos! Tudo a pegar nas canetas e nos cadernos.

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