sexta-feira, 4 de março de 2016

29 de Fevereiro de 2020


Um desenho do dia 29 de Fevereiro de 2016. O dia que é estranho e surge apenas para acerto dos dias de calendário. Lembro-me sempre que calha em anos Olímpicos e não me esqueço.Pensei nos bebés que nasceram na segunda-feira e cujo próximo aniversário será em 2020.
Fiz o desenho ao final do dia. Uma rapariga que dormia junto à janela. Parecia estar muito confortável e não se mexeu durante toda a viagem. Fui desenhando, atento aos detalhes e sabendo que não seria apanhado de surpresa a olhar. 
Atrás de nós estavam uma mulher que conversava com o colega de trabalho, sobre todas as tropelias do cachorro lá em casa. A senhora contava as peripécias com muita energia e emoção. O homem ia acompanhando a conversa, mas notava-se o cansaço e a pouca disposição para o tema.
Daqui a 4 anos mais um dia 29.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Chuva e sol. Um gato junta-se à festa.


Sábado passado, um convívio de família no aniversário do avô da minha mulher.
97 anos é uma vida em cheio. 
Aproveitei o momento antes do bolo de aniversário, para desenhar no quintal enquanto 
a chuva estava no intervalo. 
Um dos gatos andava por ali e ficou. 
Ficou muito bem no papel. 
Estava muito frio e húmido, por isso colori em casa.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Escondidinho em Lisboa II


Mais um recanto de Lisboa. De tal maneiro escondido que nem o sol aquece aquelas paredes e a humidade deixa as suas marcas por todo o lado. O tapume do pátio que dá para a Calçada de Santo António está a descascar todo o revestimento verde e deixa ver o metal que assim fica desprotegido pelo clima mais severo.
Um pequeno arbusto espreita pela janela e lá em cima um anexo surge meio envergonhado por detrás da chaminé.
Neste dia cinzento e de frio, aguentei melhor a temperatura e encostado a um muro, pude fazer o desenho mais confortável. Algumas pessoas passaram por mim espreitando para ver o "funcionário da Câmara" a tomar notas.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Escondidinho em Lisboa I


No cruzamento da Rua da Metade com a Rua do Cardal de São José, dou conta das traseiras de um edifício escondidinho por detrás de um muro alto. Tal como o Filipe Almeida diz, a dificuldade é a escolha do melhor ângulo e que por vezes obriga-nos a ficar junto a caixotes do lixo com moscas à volta ou junto a uma janela com alguém à espreita.
Gosto muito de desenhar os detalhes - desde a tijoleira de uma chaminé antiga, às antenas que ainda existem em milhentos telhados de Lisboa ou a mistura de cabos telefónicos - que surgem no campo visual.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Travessa das Parreiras, Lisboa


Pausa de almoço. Aventurei-me pela encosta num dia de muito frio. Gostei da escadaria da Travessa das Parreiras com o topo dos edifícios da Avenida da Liberdade ao fundo. Terminei com a mão esquerda quase congelada. Frio, mas felizmente um céu bem bonito.

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