segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Calor nos Transportes


Um denominador comum nos Transportes Públicos nos verão é o calor. Muitas pessoas, espaço exíguo e ar condicionado a trabalhar, mas sem refrescar. No metro não me queixo porque sentimos os vento a passar nas carruagens, mas quando chega ao barco... Enquanto está encostado não passa uma brisa e aí custa suportar. Melhora um pouco em andamento.
Na travessia para o Barreiro, costumam abrir as portas que dão para a proa e assim corre uma brisa. Como é proibido ir lá para fora, estendem uns cabos de amarração na porta para evitar a passagem. Fica muito mais agradável sentir a brisa marítima a vir de frente. E claro quando apanhamos a ondulação dos outros barcos, sentimos tudo no estômago. 

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Número 32


Dia quente, hora de almoço. Aproveito a sombra de uma árvore e encostado a um muro registo o 2º andar de um edifício devoluto, o número 32 da Rua Cardal de São José em Lisboa. Janelas abertas, pombos que entram e aproveitam os beirais para descansar. A rua é tão estreita que à passagem de alguma viatura sou obrigado a ir até à esquina e esperar que ela passe. E enquanto desenhava passaram três. O colorido foi feito em casa, de memória.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

A pausa do guerreiro


Na hora de almoço percorro algumas ruas perto do trabalho, aproveito o silêncio e as sombras das ruas estreitas e inclinadas deste bairro.
Já havia visto as obras a decorrer na rua do Carrião e as manobras do tractor para subir a rua e conseguir descarregar num camião que corta a rua do Passadiço. As manobras são incríveis e aliando a inclinação da rua, há que não derrubar pilaretes ou janelas. 
Neste dia, não estava ninguém e aproveitei para desenhar sem parecer fiscal das obras aos homens da obra. Desenhei este veículo que se farta de trabalhar e que na altura descansava. Uma cadeira velha permanecia ao lado estranhamente, mas fazia companhia ao guerreiro.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

To Florian Afflerbach


Há muito que não desenhava carros e nesta ocasião de homenagem ao Florian Afflerbach, aceitei o desafio 
de enviar um desenho para Manchester. 
Na rua do Carrião, um 2CV esperava por mim. Como não havia onde sentar, fiz todo o desenho bem perto 
do carro de cócoras. Valeu a pena. Gosto do resultado e vou fazer mais.

domingo, 10 de julho de 2016

Euro2016 - Sofrimento até ao fim


Estive a passar férias em Porto Côvo, no parque de campismo da vila e aproveitei para ver alguns jogos do Euro de França na televisão do café do parque. Podia ver sozinho no apartamento, mas a emoção é maior no colectivo. No jogo País de Gales x Bélgica, apenas 5 pessoas a assistir, mas no jogo seguinte (Alemanha x Itália) o café estava repleto.


Como o jogo estava a ser muito táctico, peguei no caderno e comecei com alguns desenhos. Numa das mesas estavam duas jovens alemãs a vibrarem com as jogadas e o resto via o jogo com neutralidade, se calhar a apoiar mais a Itália para a Alemanha não passar.


A Alemanha esteve em vantagem e quase no fim um penalti por uma mão do jogador alemão Boateng. Termina empatado com o penalti marcado pelos italianos. A tensão começava a subir na sala no prolongamento.


Um grupo mais velho desiste de ver o jogo e com a chegada de outro companheiro instalam a mesa atrás de mim para o dominó. O prolongamento termine sem mexida no resultado e segue para os penaltis. As duas alemãs davam gritos por cada golo dos alemães e quase choravam com os falhanços e golos dos italianos. A certa altura todo o café via a marcação de cada penalti e depois olhávamos para as reacção das alemãs. Já torcíamos pela Alemanha em apoio ao sofrimento das duas raparigas. Terminou bem para elas.


Pela hora que escrevo este post ainda não sei o resultado da Final, mas espero que a equipa lusa traga a taça. A manhã começou bem com a vitória da Sara Moreira na meia-maratona dos Europeus de Atletismo em Amesterdão. Não tem o impacto do futebol, mas para mim dignifica muito o desporto nacional e motiva muitos a irem para a rua correr. 

Mais visitadas...