quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Lisboa que vai mudando III


Continuando a descer a Rua de São José, desenho os números 144 e 146. Prédio devoluto e degradado.
O número 144 era um antiquário que ainda cheguei a ver aberto com descontos de 50% com vista ao encerramento. Fechou há uns 3 anos.
Este edifício também foi adquirido pelo mesmo investidor para um possível hotel ou apartamentos.
Não consegui perceber o logotipo e o nome que está por cima da porta da loja.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Lisboa que vai mudando II


Ainda na Rua de São José, nos números 148 e 150, funcionou uma loja de instrumentos musicais. Fechou há uns 3-4 anos. A loja que chegou a ter cerca de 40 funcionários antes do 25 de Abril, tinha o R/C e o 1º andar. 
Quando vim trabalhar para esta rua, a actividade estava já muito reduzida. O Sr. Vítor ainda reparava alguns instrumentos. Via-o de manhã no café, sempre muito simpático e na conversa com outros logistas da zona. O café também já não existe.
No número 152, o portão de ferro é do armazém da mercearia do Sr. José. Os edifícios foram vendidos e daqui a uns meses tudo será diferente. 

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Lisboa que vai mudando I

Depois de algum tempo sem postar nada no blogue, volto com um tema que observo diáriamente - a gentrificação dos velhos bairros de Lisboa. Assunto polémico mas que afecta muitas pessoas, pequenos negócios e a vida social. 

No festival de Óbidos "Latitudes" tive oportunidade de conversar com dois sketchers catalães, a Maru Godas e o Lluïsot. Um dos assuntos foi sobre o problema de Barcelona e a constante mutação dos bairros típicos. Eles juntam-se para desenhar as lojas que existem antes do seu desaparecimento e é isso que espero conseguir fazer também em Lisboa, no bairro onde trabalho.


No início de Setembro, na mercearia do Sr. Zé fiquei a saber que, ele e a mulher terão de saír do prédio até ao final do ano. Na rua onde trabalho, um investidor comprou uma série de edificíos para converter em hotéis e apartamentos. Nesta rua, paralela à Avenida da Liberdade, tenho assistido a grandes mudanças. Os turistas sobem e descem, há muitos hostels, restaurantes mais gourmet e as velhas lojas vão acabando.
Nesta mercearia, cujos donos estão ali há mais de 40 anos, compro a fruta para comer a meio da manhã. É com tristeza que os donos falam que terão de se mudar. Vão tentar manter-se no bairro, pois os seus clientes são todos dali. Não vejo mal na recuperação dos edifícios, mas não transformem tudo em hoteis.

A D. São que se encontrava à varanda pensava que eu era um funcionário da CML, de caderno na mão. Gostaram muito do desenho que fiz.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Urgência Pediátrica num domingo à tarde


Há uns dias tivémos de passar nas Urgência pediátricas do Hospital. O mais pequeno tinha-se magoado no braço. Num domingo à tarde. Na sala de espera pouca gente e a triagem foi rápida. O dia estava bonito e quente e o ambiente era calmo. Apanhámos a mudança do turno e demorou um pouco mais. Peguei num caderno e desenhei um pouco para passar o tempo. A mais velha pediu o caderno dela e também a desenhei. Sentada na cadeira da frente toda concentrada na janela atrás de mim. O tempo passou mais rápido. O braço do pequeno tinha apenas um pequeno rasgão nos ligamentos. Não havia problema. Felizmente correu tudo bem. E rápido.


terça-feira, 11 de abril de 2017

Desenhar em papel num Seminário de Informática







Num seminário de informática, no CCB, onde se falava de software, digital, ficheiros em pdf e powerpoint, eu desenhava os apresentadores nas folhas de papel que nos distribuíram num capa. Um bom motivo para estar atento, planificando os temas e não adormecendo.

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