quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Lisboa que vai mudando IV


Continuando a descer a Rua de São José, chego aos números 138-140. Um edificío que tem a bonita leitaria "A Minhota", referenciada nas Lojas com História. O azulejo exterior é lindíssimo. Existe desde 1927.
A casa está um pouco desleixada, sem a preocupação de melhorar as montras. Não costumo ir lá beber café, sendo mais um ponto de encontro das pessoas mais velhas do bairro.
Faz esquina com a rua do Carrião e local de passagem de muitas pessoas, turistas e quem trabalha por aqui. O prédio ainda é habitado.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Urban Sketchers - 10 anos


Fiz este post aqui no blog em 28/10/2008. Fico muito feliz por saber que fazemos 10 anos a desenhar  e a conhecer pessoas que vibram com o desenho. Mudou a minha forma de estar na vida e já não consigo deixar de rabiscar cadernos diáriamente.


"Para quem gosta de desenho e especialmente desenho sobre as cidades, a paisagem urbana, as pessoas, abre no início de Novembro um sítio que reúne trabalho de desenhadores de todo o mundo e de várias cidades do mundo onde habitam.
Este blog é uma extensão do grupo "Urban Sketchers" do Flickr que já existe desde Novembro de 2007, feito pelo jornalista e ilustrador Gabi Campanario de Seatle, EUA.
Temos alguns desenhadores portugueses como o Eduardo Salavisa e o José Louro, com imagens de Lisboa transpostas para o papel e com imaginação. Não esquecer em Novembro clicar aqui.
Desenho: Tin Salamunic, Richmond, Virginia"

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Lisboa que vai mudando III


Continuando a descer a Rua de São José, desenho os números 144 e 146. Prédio devoluto e degradado.
O número 144 era um antiquário que ainda cheguei a ver aberto com descontos de 50% com vista ao encerramento. Fechou há uns 3 anos.
Este edifício também foi adquirido pelo mesmo investidor para um possível hotel ou apartamentos.
Não consegui perceber o logotipo e o nome que está por cima da porta da loja.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Lisboa que vai mudando II


Ainda na Rua de São José, nos números 148 e 150, funcionou uma loja de instrumentos musicais. Fechou há uns 3-4 anos. A loja que chegou a ter cerca de 40 funcionários antes do 25 de Abril, tinha o R/C e o 1º andar. 
Quando vim trabalhar para esta rua, a actividade estava já muito reduzida. O Sr. Vítor ainda reparava alguns instrumentos. Via-o de manhã no café, sempre muito simpático e na conversa com outros logistas da zona. O café também já não existe.
No número 152, o portão de ferro é do armazém da mercearia do Sr. José. Os edifícios foram vendidos e daqui a uns meses tudo será diferente. 

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Lisboa que vai mudando I

Depois de algum tempo sem postar nada no blogue, volto com um tema que observo diáriamente - a gentrificação dos velhos bairros de Lisboa. Assunto polémico mas que afecta muitas pessoas, pequenos negócios e a vida social. 

No festival de Óbidos "Latitudes" tive oportunidade de conversar com dois sketchers catalães, a Maru Godas e o Lluïsot. Um dos assuntos foi sobre o problema de Barcelona e a constante mutação dos bairros típicos. Eles juntam-se para desenhar as lojas que existem antes do seu desaparecimento e é isso que espero conseguir fazer também em Lisboa, no bairro onde trabalho.


No início de Setembro, na mercearia do Sr. Zé fiquei a saber que, ele e a mulher terão de saír do prédio até ao final do ano. Na rua onde trabalho, um investidor comprou uma série de edificíos para converter em hotéis e apartamentos. Nesta rua, paralela à Avenida da Liberdade, tenho assistido a grandes mudanças. Os turistas sobem e descem, há muitos hostels, restaurantes mais gourmet e as velhas lojas vão acabando.
Nesta mercearia, cujos donos estão ali há mais de 40 anos, compro a fruta para comer a meio da manhã. É com tristeza que os donos falam que terão de se mudar. Vão tentar manter-se no bairro, pois os seus clientes são todos dali. Não vejo mal na recuperação dos edifícios, mas não transformem tudo em hoteis.

A D. São que se encontrava à varanda pensava que eu era um funcionário da CML, de caderno na mão. Gostaram muito do desenho que fiz.

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