quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Lisboa que vai mudando VIII


Subo à Rua de Santa Marta, onde me disseram que há uma frutaria que irá fechar no final de Dezembro. O edifício é bem bonito, faço uns traços e ainda durante a pausa de almoço vou falar com o dono. O Sr. Almeida diz-me que está ali desde 1980 e que esperou quase 2 anos para vender a sua loja. Está satisfeito pelo negócio. A loja é espaçosa e já conta metade das prateleiras vazias - vai ser uma pizzaria. Ao lado mantém-se um centro de estética.
Todos me dizem que o negócio das mercearias é muito complicado no centro da cidade, a faturação não chega para pagar as rendas actuais e as pessoas preferem as grandes superfícies. 
Para quem ficar a viver no centro, terá de se deslocar aos arredores de Lisboa para fazer as compras? Só me estou a lembrar de um Pingo Doce na rua 1º de Dezembro ao lado do Rossio.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Lisboa que vai mudando VI


Na Rua de São José volto a subir e fico a desenhar o n.º 118 - um antiquário. Pela hora de almoço, apanho sempre a loja fechada, mas gosto de ver o mix de artigos na montra. 

Comecei o desenho no dia anterior e neste dia, na varanda do 1º andar, uma senhora estendia a roupa. Chamou o marido e quando cruzei o olhar com ele, sem dizermos nada, mostrei-lhe o desenho que fazia. Ele pergunta-me para quem era o desenho. Disse que era para mim e mostrei-lhe outro da mesma rua. Não sei se à distância ele conseguia ver algo, mas explicou à mulher a minha resposta. Foi para dentro e a mulher continuou a estender a roupa. Tive pena de não ter desenhado a cara do senhor a espreitar no meio da roupa. No andar de cima a roupa já secava ao sol.

Lisboa que vai mudando VII


Chego aos números 134-136 da Rua de São José. Há uns anos tomava aqui café de manhã no restaurante da Susana - "Solar de S. José". Depois foi vendido e os novos donos não conseguiram pegar bem no negócio. 
Foi de novo vendido e comprado por 3 jovens sócios que investiram num restaurante elegante, diferente e com comida criativa - "Sr. Lisboa". Já almocei lá e a experiência vale a pena, pela decoração e pelas mesas que são fogões. Até os wc estão bem giros. Não estou a tentar vender a ideia, mas é um caso que acho, encaixou bem na rua e no bairro. 
O prédio parece que ficou à espreita no meu caderno.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Lisboa que vai mudando V


Na minha descida pela Rua de São José, avanço umas casas e desenho o número 100. Queria conhecer a dona da mercearia "Festival dos sabores do Lima", que foi uma das lojas referenciadas num artigo do jornal O Corvo, sobre esta rua de Lisboa. 
Havia desenhado o edifício uns dias antes e hoje passei por lá a mostrar o resultado. Ela adorou e pediu-me logo uma cópia do desenho. Quando me havia visto a desenhar na rua, pensava que eu era um funcionário da Câmara.
A conversa foi agradável e contou-me de mais uma frutaria, mais acima, que vai fechar nos próximos tempos. Já trabalha ali desde os 11 anos e conheceu muitos dos que deixaram os seus negócios. Por enquanto vai resistindo.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Lisboa que vai mudando IV


Continuando a descer a Rua de São José, chego aos números 138-140. Um edificío que tem a bonita leitaria "A Minhota", referenciada nas Lojas com História. O azulejo exterior é lindíssimo. Existe desde 1927.
A casa está um pouco desleixada, sem a preocupação de melhorar as montras. Não costumo ir lá beber café, sendo mais um ponto de encontro das pessoas mais velhas do bairro.
Faz esquina com a rua do Carrião e local de passagem de muitas pessoas, turistas e quem trabalha por aqui. O prédio ainda é habitado.

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