sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Desenhos de todos os dias #2

Mais um no barco e é do final de Agosto. Ainda vou ter saudades do calor.
As mangas curtas e as alças começam a rarear.

Tenho de começar a apontar as cores. Ainda consigo fazer algumas de memória, mas há dias que a inspiração sai melhor e outros em que a minha cabeça circula pelas margens do rio. Outras vezes pego nas leituras da Ler ou da Visão. Mas tem sido uns dias agradáveis para desenhar.


O caderno que uso neste momento, comprei numa papelaria da rua do Ouro e ainda é de fabrico artesanal. Estou a gostar do caderno. As folhas aguentam bem as aguarelas.

E no próximo dia 9 de Outubro há o X encontro de Urban Sketchers na rua Augusta, em Lisboa. O desafio parece-me muito bom. Pelas 15h estarei por lá.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Desenhos de todos os dias

Começando as aulas, recomeça a vida da sociedade. Como se os dias estivessem em conserva e agora as pessoas voltassem ao trabalho com o aroma a picles. Felizmente o tempo está bom e ainda dá para uns passeios.
No barco reparo que há mais pessoas, o que para mim é bom. Mais poses para desenhar e mais distraídas a observarem-se uns aos outros.


Na semana em que sai o livro do ilustrador António Jorge Gonçalves Subway Life, com desenhos de pessoas que viajam de metro em cidades como Londres, Moscovo, Cairo ou Lisboa, é sempre uma motivação extra voltar ao caderno e desenhar o que se observa nas viagens diárias.

A entrevista do António Jorge Gonçalves no suplemento do Público, o Ípsilon.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Arte em Blade Runner

Este fim-de-semana encontrei à venda em DVD por 9,99€ (o preço mágico nos DVD's) a última versão do clássico Blade Runner. Parece que esta é que é a última. Estive a ver o making of e deu para perceber ainda mais sobre a qualidade do filme, especialmente no tratamento dado à fotografia, cenários e todo o ambiente.


É verdadeiramente um filme muito apelativo em termos visuais. A música dá um complemento muito forte e tem uma carga espiritual que necessita da nossa atenção aos pormenores dos diálogos e das imagens.


Fiquei a conhecer o talento do realizador Ridley Scott para o desenho. Passou para o filme o seu amor pela BD de ficção científica do Moebius e a experiência em publicidade. Quando pegou neste projecto, vinha de um filme excelente que também se tornou um clássico Alien. Enquanto no filme anterior, dominava a claustrofobia e o terror numa nave, neste filme é o ambiente urbano, confuso, sujo e chuvoso que é uma das personagens do filme.


Encontrei estes dois desenhos que as equipas com quem o realizador trabalhou, chamam de Ridleygrams. É nestes desenhos que ele procura transmitir o que pretende em termos visuais. E consegue-o. Um grande talento para desenvolver uma história, imaginar os ambientes e passar para um papel estes desenhos fascinantes. A Arte trabalha aqui num conjunto fabuloso.


Infelizmente, quando o filme ficou acabado, os produtores não entenderam nada da história e começaram a cortar tudo. Colocaram o Harrison Ford a narrar parte do filme e levou uns anos até o realizador voltar a pegar na sua obra e refazer como a queria de início. Felizmente para nós podemos ver este "Final Cut" de um filme belíssimo.

Foto daqui e sketches daqui.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Semana de férias.

De férias esta semana, aproveito para colocar um dos meus desenhos das travessias que faço no rio Tejo. Nas férias, a minha disciplina para desenhar fica mais relaxada. Tento aproveitar para o fazer nas esplanadas ou na praia, mas ainda não tive oportunidades com o tempo suficiente para dar colocar mais que meia dúzia de traços.



A ver se aproveito para colorir alguns dos que já tenho dessas travessias diárias. Tenho pena dos catamarãs não terem lugares no exterior, tem sido uns dias muitos bons para ver o Tejo, as gaivotas e o pôr-do-sol.