No passado dia 25/01/2017 um acidente com um dos ferrys que faz a travessia Lisboa-Barreiro, numa manhã de muito nevoeiro, enviou o "Antero de Quental" (os ferries têm todos nomes de escritores) para o estaleiro e assim ficámos com menos um operacional. Tenho apanhado em alguns horários barcos mais pequenos que normalmente fazem a travessia entre o Seixal e Lisboa. Estes apenas levam cerca de 200 passageiros em relação aos maiores que têm uma capacidade de 600. Neste dia não arranjei lugar, mas aproveitei para desenhar o ambiente. A rapariga de frente topou o que eu estava a fazer, mas não se mexeu. Talvez do cansaço do dia.
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segunda-feira, 30 de janeiro de 2017
terça-feira, 13 de dezembro de 2016
segunda-feira, 8 de agosto de 2016
Calor nos Transportes
Um denominador comum nos Transportes Públicos nos verão é o calor. Muitas pessoas, espaço exíguo e ar condicionado a trabalhar, mas sem refrescar. No metro não me queixo porque sentimos os vento a passar nas carruagens, mas quando chega ao barco... Enquanto está encostado não passa uma brisa e aí custa suportar. Melhora um pouco em andamento.
Na travessia para o Barreiro, costumam abrir as portas que dão para a proa e assim corre uma brisa. Como é proibido ir lá para fora, estendem uns cabos de amarração na porta para evitar a passagem. Fica muito mais agradável sentir a brisa marítima a vir de frente. E claro quando apanhamos a ondulação dos outros barcos, sentimos tudo no estômago.
sexta-feira, 24 de julho de 2015
Esta humidade que nos amolece
Não têm sido dias de muito calor em Lisboa, sempre abaixo dos 30º, mas a humidade que vem do mar faz correr àgua com sais minerais por todos os nossos poros.
Ao final da tarde, dentro do barco, o ambiente é quente e húmido e dá uma moleza que por vezes faço metade da viagem com um livro aberto e os meus olhos fechados.
Neste dia, gostei de ver a forma como uma rapariga aproveitou a viagem Lisboa-Barreiro. Deitou-se, saboreando a brisa que vinha de uma janela e lá fora o Tejo na sua ondulação normal e que nos embalava.
sexta-feira, 6 de março de 2015
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Cadeiras amarradas e uma Pepsi
Há dias em que encontramos personagens interessantes. Outro dia vinha no barco ao final da tarde, reparei que perto de uma das portas a fila de cadeiras tinha um cabo enrolado para ninguém se sentar. Provavelmente ou chovia em cima dos bancos ou estariam partidos, não fiquei a saber, mas logo surge um casal a falar alto. O homem olhou para o cabo e perguntava para que todos ouvíssemos, o porquê do cabo. Acabou por se sentar na ponta da cadeira. A mulher tinha ido buscar um refrigerante. Curiosamente era uma Pepsi e logo quando a marca estava em polémica por causa de anúncio sobre o Cristiano Ronaldo. A mulher trouxe uma palhinha, mas o homem bebeu pela lata. Mantinha-se sentado a reclamar. Disse à mulher para se sentar ao lado e de lado, porque com um cabo atravessado não deveria ser muito confortável.
Estive sempre na expectativa de alguém dizer algo sobre a Pepsi, mas ao verem o comportamente alterado do homem de certeza que não era a meio do Tejo que se iria arranjar alguma discussão.
Apanhei o homem em desenho, mas já não consegui a mulher. Desenhei uma rapariga grávida que na fila atrás deliciava-se com um croissant, ouvia música e enviava sms. Personagens que temperam a rotina dos dias e das viagens diárias.
A Pepsi que puxe da criatividade para ultrapassar o mau momento.
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
46º Encontro Urban Sketchers - Gare Marítima de Alcântara
No passado domingo 17, realizou-se mais um encontro de desenho dos Urban Sketchers. O objectivo era conhecer as Gares Marítimas de Alcântara e da Rocha Conde d'Óbidos. Edifícios que foram erguidos nos anos 40, projectos de Pardal Monteiro e que hoje em dia estão fechados.
Só pude ir ao encontro de manhã, em Alcântara e gostei da arquitectura, do Espaço e da vista sobre o Tejo. Os paineis do Almada Negreiros são lindíssimos e o espaço central impressiona até pelo eco.
Lamenta-se alguma degradação em algumas zonas e a não utilização do espaço. É um local que está apagado em Lisboa e apenas faz companhia aos contentores e gruas. Espero que a visibilidade desta iniciativa possa dar uma pequena ajuda a olharmos para este e outros casos que estão na mesma situação.
Desenhei um pedaço do edifício que apresenta umas janelas que gosto muito. O tempo esteve excelente e a troca de impressões ainda melhor.
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Pedaços de viagem
Observo quem passa, como se conseguisse ler os seus pensamentos. Em plena travessia diária entre Lisboa e o Barreiro, capto alguns pedaços de viagem, especialmente ao fim do dia quando as pessoas estão mais descontraídas. De manhã prefiro ler um livro e adormecer com ele na mão, mas à tarde admiro a paisagem da cidade, a ondulação do Tejo e as pessoas que circulam no ferry.
Pequenos pormenores como os jogos nos telemóveis, as festas que se fazem no ecrân para passar algumas fotos, a pintura de unhas, o saborear de uma cerveja e a postura de quem vai de pé.
Hoje foi diferente, quando assisti a um exercício da marinha com 2 lanchas rápidas. Uma de cada vez fizeram um encosto no ferry durante uns segundos. Fizeram dos 2 lados do barco. Pude ver a expressão dos militares muito concentrados no trabalho e os passageiros a olharem para eles. Largaram o ferry e provavelmente fizeram o mesmo com o seguinte que seguia 5 minutos atrás.
São 20 minutos que dura a travessia, sempre com pedaços de viagem.
domingo, 10 de março de 2013
Domingo de sol e chuva
Um domingo de chuva, vento, sol, chuva... Mesmo carregado de nuvens, o Tejo continua belo. Os barcos atravessam, chove bem, um cenário grandioso de nuvens carregadas. Há beleza também nestes dias. Por outro lado apela à criatividade para passar o tempo. Após uma boa chuvada consegui ver esta imagem.
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Pequeno-almoço no rio
Todos os dias precisamos de nos maravilhar com o quotidiano e na rotina dos transportes. Até na procura de motivos para desenhar às vezes não é fácil encontrar algo diferente, mas pego nas coisas simples.
Muitas vezes vejo que muitos passageiros tomam o pequeno almoço na viagem de barco para Lisboa. Um pacote de leite ou de sumo e uma sandes. Para muitos é o pouco tempo de manhã em casa e para outros o gosto por saír de casa em jejum e depois comer no caminho ou no café antes de entrar ao trabalho.
Esta rapariga ia bem descontraída a apreciar a paisagem e a beber um pacote de leite.
Muitos acabam por dormir ou vão a ler, mas gostei de a ver a saborear o passeio e a ver o rio. Em tantas viagens, acho que devemos procurar nos surpreender com a beleza de algo simples. A ondulação do rio, os barcos que passam, a paisagem de Lisboa (sempre linda vista do Tejo!) e até aproveitar para desenhar um pouco.
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Depois da chuva, o calor
Ainda na segunda fiquei com os pés molhados da chuva e hoje temos um calor de Junho.
Nem dá tempo para os corpos se habituarem à diferença.
O tempo está a ficar bom para desenhar ao ar livre. Estes foram feitos no feriado do 1º de Maio, num dia cinzento de chuva. Enquanto uns andavam nos descontos do Pingo Doce, estive a saborear a paisagem do rio Tejo.
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