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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

46º Encontro Urban Sketchers - Gare Marítima de Alcântara


No passado domingo 17, realizou-se mais um encontro de desenho dos Urban Sketchers. O objectivo era conhecer as Gares Marítimas de Alcântara e da Rocha Conde d'Óbidos. Edifícios que foram erguidos nos anos 40, projectos de Pardal Monteiro e que hoje em dia estão fechados.


Só pude ir ao encontro de manhã, em Alcântara e gostei da arquitectura, do Espaço e da vista sobre o Tejo. Os paineis do Almada Negreiros são lindíssimos e o espaço central impressiona até pelo eco.


Lamenta-se alguma degradação em algumas zonas e a não utilização do espaço. É um local que está apagado em Lisboa e apenas faz companhia aos contentores e gruas. Espero que a visibilidade desta iniciativa possa dar uma pequena ajuda a olharmos para este e outros casos que estão na mesma situação.


Desenhei um pedaço do edifício que apresenta umas janelas que gosto muito. O tempo esteve excelente e a troca de impressões ainda melhor.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

BD Amadora 2013

Mais uma edição do Festival de Banda Desenhada da Amadora. Fui no passado sábado ver o ambiente e comprar um livro ou dois.
Este ano das exposições presentes, há a destacar a do ilustrador Ricardo Cabral que foi o autor que fez o cartaz desta edição de 2013. 



Uma exposição interessante é sobre o projecto do Goethe Institut "Comic Transfer" um intercâmbio de artistas de banda desenhada que uniu diversos artistas europeus em torno do tema “A cidade” em 2012.



Uma exposição sobre os 75 anos do Super-homem com o super-heroi em diversos formatos e a sua evolução. Nunca foi muito adepto dos comics norte-americanos mais da BD Europeia, mas vejo com curiosidade este universo que ainda tem sucesso no cinema. 


Exposição do "Dog Mendonça e Pizzaboy"...


"Faz tu mesmo", uma exposição da editora Planeta Tangerina....


Aspecto geral dos stands das editoras e ao fundo sessões de autógrafos...



Ainda desenhei a minha pequena a brincar. Ficou mais comprida que na realidade.
O espaço está muito bom para os miúdos.



domingo, 26 de agosto de 2012

Ilustração Científica com Pedro Salgado

Este fim de semana participei em 2 manhãs num workshop de Ilustração Científica com o professor Pedro Salgado, biólogo e ilustrador. Uma delícia sobre a importância desta àrea de comunicação científica.
Vimos exemplos de trabalhos acabados, trabalhos preliminares e todo o processo de realização de ilustrações que surgem em livros, revistas, zoo's, oceanários e demais utilizações.



A iniciativa da Câmara do Barreiro, que procura divulgar a ciência e a natureza, deu-nos uma oportunidade para conhecer um mundo que existe e por vezes nos passa ao lado. Vou passar a ter mais atenção à fauna e à flora e desafiar-me a desenhar vários tipos de árvore, o pormenor de um ramo ou um insecto. Abriu-me mesmo uma nova perspectiva no desenho. Excelente.

Parabéns ao Pedro Salgado e a sua capacidade de grande divulgador de ciência e desenho.

Links:
Filme (Expedição Amazonia) que assistimos no workshop.
Blog Papiro Papirus com links interessantes sobre ilustração científica

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Nas nuvens

Este fim de semana, fui até às praias da Arrábida e deu para ver um fenómeno metereológico.
Na praia estava muito nevoeiro, calor e humidade, não se via as outras praias. Na serra parecia que estávamos num avião.



Não é comum, mas quando acontece é uma bela imagem que podemos apreciar com calma. Perigoso para quem pensa que assim o sol não queima. Ainda vim de lá rosado.

A 1ª foto é do Portinho da Arrábida e a 2ª do Cabo Espichel.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

27º Encontro UsKP - Castelo Sesimbra

Para o 27º encontro dos Urban Sketchers Portugal, o local era o castelo de Sesimbra. Não pude ir de manhã, de modo que por volta da hora do calor, fui visitar, desenhar um pouco e pôr a conversa em dia com outros Urban Sketchers.


Encontrei um lugar à sombra na companhia de algumas formigas e pequenos bichos, desenhei o edifício anexo à igreja onde se encontra o núcleo de arqueologia. Correu bem o desenho, quase uma hora bem passada.
Por volta das 17h30, troca de impressões, um moscatel e alguma conversa.


Exposição de cadernos...

Próximo fim de semana, o encontro é no convento de Cristo em Tomar.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

O Colosso grego

Acabei há pouco tempo de ler um livro que achei excelente, do melhor que li ultimamente. "O Colosso de Maroussi" do Henry Miller. Sobre a viagem do autor de "Trópico de Câncer" à Grécia em 1939, a convite de um escritor amigo, Lawrence Durrel.

Gosto do modo como o Miller encarou toda a viagem e como teve a epifania, mudando para sempre toda a visão da vida do escritor. Adoro como ele, sendo americano, critica os gregos emigrantes, que apenas dizem mal da terra natal e sobrevalorizam os EUA. Ele critica todo um modo de vida consumista e saboreia toda a simplicidade das paisagens cruas e agrestes do país, a energia dos poetas e escritores gregos (o título do livro refere-se ao poeta Giorgos Katsimbalis) e elogia a terra escolhida dos deuses pela Luz.


Fiquei com vontade ler mais livros do Miller, especialmente os escritos após esta viagem. E fiquei ainda com vontade de revisitar a Grécia. Na altura em que lá estive, foi uma desilusão ver pedras que já foram monumentos e observei pouco, o melhor que a Grécia tem de cultura e no carácter do povo. Aguentam há quase 2 anos estoicamente, uma das maiores crises mundiais e esperam saír dela.

Algumas das frases que me ficaram do livro:

“A Grécia, por muito que esteja despida e escanzelada como um lobo, é o único paraíso da Europa.”
“Uma Grécia revitalizada poderia perfeitamente alterar o destino de toda a Europa.”

“Entrámos em choque. Não suporto essa ideia, enraizada na mente dos povos pequenos, de que a América é a esperança do mundo.”

Katsimbalis - “De que me servia ser escritor, um escritor grego? Ninguém lê em grego.”

E no epílogo tem uma carta do amigo Durrel sobre uma das histórias do "Colosso" chamada "galos de Ápia" que é brilhante e define a personalidade do poeta. Lembrou-me um pouco também do Zorba.

Nota: Tirei esta foto em Atenas do alto da Acrópole.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Colagem Ipsílon


No sábado passado, enquanto lia o suplemento do Público "Ipsílon", reparei que ando mesmo afastado do mundo da música. Com a temporada de festivais de verão, nomes que passam na publicidade e que muito poucos conheço. Achei piada às fotos desses grupos nos artigos do jornal. A postura, as caras, as expressões.

Lembrei-me de fazer um apanhado de quase todas as caras e personagens que encontrei o suplemento e resolvi fazer uma colagem. Mais de metade não os conheço e não coloquei os mais conhecidos no papel. Gostei do conjunto e ocupou-me o tempo da "siesta" no domingo.
Gosto de ver o esforço dos grupos de músicos a tentarem ter uma postura de grupo que mais ninguém faz igual. E adorei ver as cenas do colectivo de teatro. As expressões fortes em plena cena e que apelavam a alguma criatividade com a tesoura e o tubo de cola.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

De mochila às costas

Já ando com saudades de andar com a mochila às costas.
Este Inverno tem sido chuvoso e não tem dado para grandes passeios. Uns dias de sol para umas caminhadas pelos campo...

Via hoje esta foto que tirei em Itália na estação de Florença enquanto esperava pelo comboio para Veneza. Almocei ali com 4 mexicanos ao lado. O calor era bastante (Florença parece um forno no Verão) e mal sabia eu, que no comboio não iria estar mais fresco.
Mas a sensação de viagem, de conhecer o mundo... Estou à espera de dias mais solarengos e uns dias de férias para voltar às viagens. Enquanto isso, vou lendo e escrevendo sobre outras...

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Enviei para o passatempo do Fugas...

"Acordar com frio no deserto... Havia começado na noite anterior com uma subida a uma enorme duna e a dureza de trepar enquanto se enterravam os pés na areia. Uma tagine de grupo ao jantar, apenas com uma fatia de pão como talher e uma conversa de horas sob um céu que aqui não se vê, enrolado em mantas.
Tanto frio! A sensação de acordar, a sentir a cabeça fria com uma almofada de areia... Num nascer do sol em pleno deserto marroquino, o que nos passa pela cabeça? É um lugar vazio, apenas areia e o céu. Uns pensam sobre a vida, lugar esotérico para análise de pensamentos. Outros pela felicidade de presenciarem um belo cenário que normalmente apenas vemos por outras lentes que não os nossos olhos. Não cheira a nada, corre uma brisa, aponta-se o olhar para leste.

O céu começa a ficar laranja, juntamos-nos mais para nos mantermos quentes e algumas palavras vão-se ouvindo de cada um de nós. Começam por ser sobre a temperatura, depois sobre a beleza do céu e depois... não há mais palavras. Procuro a máquina, registo o momento para mostrar a outros que não estão lá, porque os que estão, gravam este belo momento na memória das coisas boas. Quando o sol aparece, o calor começa a aquecer partes do corpo que ainda estão frias e dormentes. A sensação de conforto começa a percorrer todo o corpo. O sol já vai no alto e o meu pensamento vai para um chá de hortelã bem quente e bem doce para reconfortar o estômago. Enquanto percorro o caminho até acampamento revejo todo o filme da noite e do amanhecer. A foto apenas verei na volta, conserva-se na rolo á espera que a reveja e possa contar este momento a outros.
Já assisti a belos pôr-do-sol na praia e no campo, a alguns momentos de nascer do sol, especialmente das saídas que duravam até de manhã, mas este ficou na minha memória como um dos mais belos.
Pelo deserto, pela companhia com quem dividi o meu lugar num 4x4 durante uma semana e pela experiência que foi conhecer um país que aqui tão perto de nós, é tão diferente."

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Pânico em Hydra

Enviei este texto para o Jornal Público em 2007 e foi publicado no suplemento Fugas em 29 de Dezembro, no passatempo Leitores em Fuga:

Em Novembro de 2006, eu e a minha mulher, voltávamos de uma estadia de 3 dias na ilha de Hydra, na Grécia. Esperávamos a chegada do único catamaran que estava a funcionar nesse dia em que um temporal se havia abatido desde a véspera e não abrandava. A visão daquela embarcação a “surfar” as ondas altas e a entrar no pequeno porto, deu-nos a volta a barriga e empurrava o nosso almoço para fora. Pessoas com malas de viagem entraram rapidamente, debaixo de chuva, no “FlyingCat”. O nome era propício, pois na procura dos lugares, voávamos nos corredores a tentar chegar o mais perto da popa. Ficámos junto à janela e lá fora a ondulação forte não sossegava o espírito. O medo de naufrágio crescia. Numa das descidas de uma onda mais alta, um vidro perto de nós rachou de alto a baixo. Algumas pessoa gritaram. A tripulação começou a distribuir sacos de enjoo. Mudámos para o meio do barco a pedido da tripulação. Abracei uma das colunas e senti-me a perder os sentidos. Coloquei a cabeça entre os joelhos para me sentir melhor. Os meus braços estavam dormentes. A televisão que tinha sido desligada foi substituída pelos sons de agonia de grande parte dos passageiros. Parámos no porto da ilha de Poros, um intervalo numa viagem atribulada. A tripulação circulava com um saco grande a recolher os pequenos que haviam sido distribuídos. As lágrimas corriam-me pela cara e estava branco. A segunda parte até ao porto de Pireu iria ser igual e novos sacos foram sendo distribuídos. A rapariga grega que distribuía os sacos, disse-me qualquer coisa em grego e não entendendo nada, a minha expressão falou por mim e ela deu-me mais dois sacos. A expressão “grego”, sentia-a em todos os sentidos.
A chegada foi um alívio. O céu estava muito cinzento lá fora, não chovia. As pessoas saíam devagar. Demorei a levantar-me. Uma experiência de cerca de 3 horas que nunca havia sentido.
Apanhámos o metro para Atenas e nessa noite apenas jantei uma torrada e um chá, após um banho quente.

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