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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Saldos antigos.

Um Bom Ano a todos. Janeiro começa seco e frio, não tanto como esperava, mas o suficiente para abrir gretas nas mãos e andar constantemente a pôr creme. Aquela época dos vidros embaciados no carro e não vermos nada quando saímos do estacionamento. Ou a quantidade de casacos que faz com que o cinto de segurança pareça curto. A época que nos faz ter saudades do verão.


Não tenho por hábito andar aos saldos nesta altura nem no verão. Acaba por ser um desilusão o que se encontra aos saldos. São tamanhos que nem sabia existirem ou roupas de 2005 ou 2007, na altura em que havia crédito e não se venderam e agora ainda pior. Mas é sempre interessante observar os espaços e as pessoas.


Os descontos são realmente grandes mas é dificil encontrar alguma coisa que nos sirva ou que valha a pena trazer. Por vezes encontro roupas melhores que estão na secção "Nova coleção".
Para os miúdos vale sempre a pena comprar com os descontos, mas aí as contas são pelos tamanhos e pela estação. Uma roupa de 4/5 anos deverá servir a uma criança de 2/3 anos. Percebo que a dificuldade dos tamanhos começa logo em novo. E deverão servir no próximo verão.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Pormenores junto ao chão.

Gosto de apanhar alguns pormenores durante a travessia de barco. Desenhar os pés, especialmente alguns sapatos ou sandálias, é um desafio. A curvatura do calçado, o modo como as pessoas colocam os pés, apresentam algumas dificuldades que vou tentando ultrapassar.


O acto de desenhar permite-me captar melhor alguns pormenores que normalmente me escapam. Já tenho visto mulheres de botas em dias quentes ou chinelos para ir para o trabalho. Algumas mais altas usam sandálias rasas e as bem baixinhas optam por alguns saltos bem grandes.
Nos homens a variação anda pelos sapatos de vela, ténis ou botas de caminhada. Vou praticando nos ténis que acho mais difíceis.

As mulheres reparam mais nos sapatos das outras mulheres, fazem comparações e tiram ideias para futuras compras. Com a chegada do verão, a atenção redobra e o esforço para manter a elegância é maior.
Mais interessante se tornam os desenhos e as expressões das pessoas que observam.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Óculos que estão na moda.

Outro dia jantava num restaurante italiano, quando na mesa ao lado se sentou uma família. Um casal com uma filha adolescente. Reparei logo nos óculos da rapariga. Uns óculos de aros grossos como usam alguns intelectuais e como exemplo mais conhecido, o realizador Woody Allen.
A rapariga até ficava muito bem com os óculos, mas eram tão grandes que escondiam metade da cara.




A imagem de marca deste homem está a virar moda. Apanhei este artigo da revista Globo e deu para perceber por onde já anda esta tendência. Mas como em tudo, há pessoas que ficam com alguma graça e há outros que parecem os marrões da escola. É preciso ter algum estilo para usar e ficar bem.
Só falta o adesivo enrolado no meio para proteger o nariz. Divirto-me a ver as modas.

Mais uns exemplos neste site.
Foto daqui.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Saruel. São calças Saruel!

Saruel. Soube do nome há uns tempos.

Saruel são umas calças que andam na moda este verão. Já as via em anos anteriores nos festivais, mas este ano chegaram à cidade. Aceito bem as calças de panos de padrões coloridos, mas quando passaram o conceito para os jeans... Parece uma fralda! Como alguns gostam de usar as calças na anca mostrando os boxers de marca, as calças saruel são as indicadas. Dão a entender que estão a cair, mas apenas é um tecido em excesso que vai roçando nas pernas. Os ingleses chamam-lhes "drop-crotch", os Madness cantavam as "baggy trousers" nos anos 80. O conceito de rebeldia está implícito naquela forma de chamar a atenção. O pior é quando passam para a roupa do dia-a-dia.

Li sobre este tipo de calças e são mais antigas que eu pensava. Fazia parte do uniforme do exército francês que patrulhava no norte de África no século XIX. O exército Zouave utilizava a tecnologia da região para aguentar o calor, especialmente entre as pernas.

Essa tecnologia saltou para o século XXI. O mais aproximado que tive, foi no Judo, com umas calças do mesmo género que deixavam espaço para a flexibilidade, fortes puxões e frescura. Talvez seja isso que precisamos de usar para usar no metropolitano todos os dias.
Pintura daqui: Vincent Van Gogh - O Zouave

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