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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Últimos desenhos de 2015


Ano Novo e os últimos desenhos do ano velho. Um desenho rápido enquanto almoçava sozinho no "Vitaminas" ao lado da estação Baixa-Chiado. Eram 4 empregadas na conversa porque eu era o único cliente na altura e desenhei uma delas a pôr as contas em dia nos registos.
Tinha comprado no Ponto das Artes uma caneta Copic Multiliner e experimentei logo ali. Desliza mesmo bem no papel. 
Depois apanhei o barco para o Barreiro e reparei num rapaz ao lado a ler um livro chamado "Novice", que pesquisei e é de uma escritora autraliana chamada Trudi Canavan. Os livros do Fantástico têm mesmo saída. Já não consegui desenhar na passagem de ano e ainda não me estreei este ano.
Um Bom Ano para todos! Tudo a pegar nas canetas e nos cadernos.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

De repente o livro acabou...


De repente o livro acabou na página 96. Comecei a ler outro dia o livro "30 dias em Sydney" do escritor australiano Peter Carey e apareceu-me uma página em branco, aliás, várias páginas.
Enviei ontem um e-mail para as Edições ASA do grupo Leya a pedir explicações e se podiam enviar as páginas em falta em pdf. Sei que o livro está esgotado e faz parte de uma coleção de literatura de viagens com mais 4 ou livros. Como tenho a coleção toda em casa, fui logo a seguir ver se acontecia a mesma falha noutros livros. Pelo menos sei que Praga tem as páginas todas e depois verei Paris.

Hoje na travessia do rio, voltei a abrir o livro na página em branco e fiquei a pensar se deveria continuar como se essa folha não fizesse falta. No meio do pensamento desenhei uma rapariga que mais à frente estava satisfeita a ler um livro. Acho que vou colocar o livro de lado e esperar uma resposta da Editora. A questão é que faltam cerca de 15 páginas salteadas e torna-se impossível seguir o rumo da estória.

Acho que vou pegar no livro sobre Paris e conhecer um pouco mais sobre uma cidade que por estes dias anda no pensamento do mundo, infelizmente.

Actualização: No passado dia 26/11/2015, as Edições ASA responderam ao meu e-mail e enviaram-me o livro em pdf para imprimir as páginas em falta. O meu agradecimento à Cristina Carvalho da Leya pela resolução da questão.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Ler. Como será o futuro deste prazer?


Ontem estive a ver um documentário que havia gravado na RTP2 sobre o futuro dos livros no mundo. Passando a questão entre livros em papel e livros digitais (o importante é ler, não importa o meio), acho que a preservação dos livros digitais será um dos grandes problemas no futuro. Há quem tenha livros em disketes ou DVD, mas teremos leitores para aceder a essa informação? Há livros em papel com 500 anos.
Outra das questões que surge no documentário é a forma como se lê hoje em dia. Os mais jovens preferem resumos, até nós nos habituamos a ler os cabeçalhos das notícias no telemóvel e acabamos por não ter tempo para leituras mais profundas. Onde arranjamos tempo para grandes obras?
Com tantos meios visuais, como incentivar a leitura de "calhamaços" junto dos adolescentes ou a forma como se pesquisa a informação dependendo todo o mundo dos algoritmos da Google? Outra das questões.
Ainda fiquei a pensar no que gastamos para preservar toda a cultura, todos os livros escritos até hoje. No futuro quem conseguirá separar dessa gigante "massa" de informação o que quer ler?
Poderíamos apenas ler resumos dos clássicos e passar adiante para literaturas mais modernas ou mais leves. Há sempre alguém que espera que façam um filme de algum livro e poder "lê-lo" em 2 horas num ecrân.
Chego ao fim do post com mais perguntas que respostas, mas acho que sempre foi assim. As perguntas são diferentes, mas haverá sempre estas dúvidas. 
Boas leituras!

Trailer do documentário aqui.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

O Colosso grego

Acabei há pouco tempo de ler um livro que achei excelente, do melhor que li ultimamente. "O Colosso de Maroussi" do Henry Miller. Sobre a viagem do autor de "Trópico de Câncer" à Grécia em 1939, a convite de um escritor amigo, Lawrence Durrel.

Gosto do modo como o Miller encarou toda a viagem e como teve a epifania, mudando para sempre toda a visão da vida do escritor. Adoro como ele, sendo americano, critica os gregos emigrantes, que apenas dizem mal da terra natal e sobrevalorizam os EUA. Ele critica todo um modo de vida consumista e saboreia toda a simplicidade das paisagens cruas e agrestes do país, a energia dos poetas e escritores gregos (o título do livro refere-se ao poeta Giorgos Katsimbalis) e elogia a terra escolhida dos deuses pela Luz.


Fiquei com vontade ler mais livros do Miller, especialmente os escritos após esta viagem. E fiquei ainda com vontade de revisitar a Grécia. Na altura em que lá estive, foi uma desilusão ver pedras que já foram monumentos e observei pouco, o melhor que a Grécia tem de cultura e no carácter do povo. Aguentam há quase 2 anos estoicamente, uma das maiores crises mundiais e esperam saír dela.

Algumas das frases que me ficaram do livro:

“A Grécia, por muito que esteja despida e escanzelada como um lobo, é o único paraíso da Europa.”
“Uma Grécia revitalizada poderia perfeitamente alterar o destino de toda a Europa.”

“Entrámos em choque. Não suporto essa ideia, enraizada na mente dos povos pequenos, de que a América é a esperança do mundo.”

Katsimbalis - “De que me servia ser escritor, um escritor grego? Ninguém lê em grego.”

E no epílogo tem uma carta do amigo Durrel sobre uma das histórias do "Colosso" chamada "galos de Ápia" que é brilhante e define a personalidade do poeta. Lembrou-me um pouco também do Zorba.

Nota: Tirei esta foto em Atenas do alto da Acrópole.

domingo, 20 de junho de 2010

Saramago

Na sexta, ao almoço, vi a notícia da morte do escritor José Saramago. Mexeu comigo e lembrei-me das obras que já li dele. As mais antigas, que já andava afastado do autor há uns anos. Há pouco tempo comprei o "Ano da morte de Ricardo Reis" nuns saldos e ainda o tenho para o ler. Foi um escritor que deixou marca na minha memória literária, especialmente nas personagens de Baltazar e Blimunda no "Memorial do Convento" e da figura de Jesus no "Evangelo segundo Jesus Cristo".


Não concordava com algumas ideias dele, mas admiro a sua obra, o seu estilo próprio da escrita e a divulgação que fez da literatura Portuguesa a nível mundial, com a atribuição do Nobel em 1998.
Uma das maiores façanhas de Saramago, foi ter aproximado Portugal e Espanha culturalmente. É um cidadão Ibérico por casamento e por mentalidade. Deverá ser dos poucos a ter uma homenagem de igual importância em Portugal e Espanha.
Tenho um livro autografado e mais uns quantos que não surgem na imagem. Tenho de voltar a "Levantado do chão" um livro que está por terminar há uns anos e talvez com esta idade perceber melhor o "História do cerco de Lisboa" que também não terminei. Refiro ainda ao "Ensaio sobre a cegueira", livro que adorei e que me chocou na altura. Ficarmos privados de um dos sentidos e a sociedade se transformar com isso. Muito bom.
O escritor partiu, a obra permanece. Vou voltar a pegar nos seus livros.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Esta noite houve Teatro

Esta noite estreou mais uma peça do Grupo de Teatro do Instituto Superior Técnico (GTIST) e também abriu mais uma edição do Festival de Teatro Universitário da Universidade de Lisboa (FATAL). Teatro do bom!

A peça chama-se "Intervalo para dançar" e estou curioso para a ver. O meu irmão, que participa nela, tem-me falado da evolução da ideia a partir do livro de Fernando Pessoa. Espero que esteja ao nivel das últimas peças que o grupo tem apresentado e que já lhes valeu o grande prémio FATAL em 2006.
Tenho gostado de algumas representações que exigem um esforço da nossa imaginação, mas que visualmente  me deslumbram. O cartaz é este:

Sinopse:
"Inspirada no "Livro do Desassossego" de Fernando Pessoa, esta é uma obra incerta por génese e natureza. Resulta de uma construção póstuma e, por isso, eternamente inacabada. Vagueia entre o escritor em nome próprio e os seus heterónimos. Divaga entre o real e o sonhado.

A dramaturgia assenta na estrutura fragmentária do L. do D. e, tal como este, deixar-se-á confirmar pelo desejo dos espectadores em construí-la sentindo. Um espectáculo para se intervalar, dançando."



Links:
FATAL - http://fatal2010.ul.pt/
GTIST - http://teatro.ist.utl.pt/  e no Facebook.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

80 anos de Feira do Livro

Pavilhões montados, livros arrumados e arranca a feira do livro de Lisboa. E lá vou eu de novo dedilhar umas lombadas à procura de bons negócios. Desde pequeno que visito a feira do livro de Lisboa e quase sempre trago um exemplar. Alguma BD, um manuseado ou um autografado.


Há coisas que se mantém, o gelado a meio da tarde e a leitura de algumas páginas no relvado. Acho que o espaço tem vindo a melhorar. No ano passado gostei dos pequenos auditórios com conversas temáticas e também dos pavilhões que estão mais confortáveis para todos.

Para mim a feira é aquele ambiente de poder folhear montes de livros, conseguir encontrar alguns tesouros antigos e aquela voz no altifalante, que reconheço todos os anos, a dizer os livros do dia e os autores presentes. Acho que é sempre a mesma mulher. O tom de voz é o mesmo.

Por isso, a ver se dou lá um salto este ano, que no ano passado, até o Miguel Sousa Tavares estranhou autografar um livro dele, com uma reportagem no Sahara Ocidental. Esgotado há anos. 

Foto daqui.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Gostei deste livro.

Acabei de ler um livro que me emprestaram. "Os Jardins de Luz" do escritor libanês Amin Maalouf. Gostei do livro, o primeiro que li deste autor.

Baseado na história do profeta, pintor e médico Mani, que viveu no século II da era cristã e trouxe uma nova forma de olhar as religiões da época. Agregou pensamentos de Cristo, Buda e de Zaratustra. Procurou um equilíbrio entre a Luz e as trevas.

O livro condensa grande parte da vida do profeta na sua juventude, na sua ascensão como conselheiro dos Reis do Império Sassânida, actual Iraque e na sua morte. As suas viagens pela Ásia não são descritas, apenas referidas.

Grande capacidade de argumentação e em poucas palavras encontrava o termo certo para convencer o Poder nas suas decisões, contrariando o clero da religião Zoroastra.

Fico com a sensação que ele passou ao lado de uma grande carreira. Arrastou multidões, mas a sua insegurança e abstenção na tomada de posições, revelava grandes fragilidades para convencer os descrentes ou adversários. Os seus escritos desapareceram, os seus pensamentos perderam-se no tempo.

Com a queda do Rei que o protegeu, a sua morte foi logo desejada pelo herdeiro que usurpou o trono do irmão. O clero ganhava espaço e acabava com um problema.

Revi muito nessa história a actualidade do mundo. Ontem via o presidente americano Barack Obama receber o Nobel da Paz e percebo que ele irá ter de optar por seguir uma via "Americana" de ver o mundo. Também ele sabe discursar bem e convencer alguns, mas os que sempre dominaram não descansarão enquanto não encontrarem pontos fracos.

Quero ler mais livros deste autor, especialmente um sobre as Cruzadas vistas pelos árabes. Há muito por aprender na História que se reflete nas atitudes de hoje.
 
Foto: Imperador romano Valeriano submete-se ao Rei Sassânida Sapor I. Tirada daqui.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Capas dos Livros

Cada vez gosto mais das capas dos livros. Há uma preocupação cada vez maior com o design e a estética das obras literárias. Quando vamos a uma livraria, no meio de tantos, há alguns que saltam à vista, que apelam ao nosso impulso de leitura. A capa é a primeira impressão e quando o miolo acompanha em qualidade, a compra é quase garantida.

Lembrei-me deste assunto depois de ter visto o top das piores (algumas) capas de sempre em Portugal. Podem votar no blog da Livraria Pó dos Livros, que recomendo.
A primeira capa é de um livro de David Byrne que será editada pela Quetzal em 2010. A segunda é de um livro do Dinis Machado, "Dennis Mcshade" para a literatura policial.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

"Viagens" na Bertrand do Chiado

Na quinta-feira passada passei pela Bertrand do Chiado para assistir a um encontro da revista Ler. O tema era "Arte da viagem: os livros como passaporte" com o José Eduardo Agualusa, a Maria Filomena Mónica, o Paulo Moura e com moderação da Anabela Mota Ribeiro. Sala composta que se foi tornando mais quente em ambiente e na discussão.
Falou-se nos livros de cada um, nas experiências, algumas histórias curiosas até chegar ao cerne da questão  - as viagens. Partir à descoberta ou partir para o conhecido? Da minha parte, reconheço-me mais com o Agualusa e o Paulo Moura que gostam de conhecer outras culturas e outras linguagens. A Maria Filomena Mónica viaja mas com uma grande preparação e pesquisa bibliográfica. E também para o mundo mais próximo da cultura ocidental. Cada um tem a sua forma de "viajar" e é isso que torna tão agradável ler sobre os mais diversos autores. As opiniões divergiam e tornaram o encontro mais dinâmico.
Gosto sempre da altura que chega às perguntas do público. Aqui voltou a aparecer um senhor (há sempre um assim) que se gosta de se ouvir falar e em jeito de questão fez uma retrospectiva sobre a sua vida e a sua paixão pela tauromaquia, até ser interrompido para dar lugar às verdadeiras perguntas colocadas por outras pessoas.
Consegui fazer um pequeno desenho dos intervenientes (as minhas desculpas ao Paulo Moura pelo desenho dele, mas estava de pé e sem apoio para o caderno) e que me deu um certo gozo em complemento com um tema que adoro ouvir e conversar.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Escrever Escrever

Inscrevi-me num curso de Escrita de Viagens, da Escrever Escrever, que me tem preenchido os serões das quartas. O ambiente durante 2 horas e meia, fervilha de ideias e imagens que me transportam para as viagens. Tem sido enriquecedor aprender dicas sobre escrita, sobre formas de tornar os textos mais interessantes e criativos.
O tempo passa num instante e queremos sempre mais. Recomendo alguns dos cursos de escrita, que irão espicaçar a cabeça de todos para melhorar a escrita, a nossa maneira de observar e viver a vida de uma forma mais divertida e positiva.
O curso de escrita de viagens é dado pela jornalista Katya Delimbeuf e não é necessária experiência, apenas vontade de escrever e aprender.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Cybook, agora em Portugal.

Já está disponível em Portugal, o primeiro leitor digital de livros, o Cybook da empresa bookeen. O produto é distribuído pela empresa PIXmania, conforme noticiou a RTP.
Assim chega ao mercado nacional, um aparelho que está a procurar espaço no mercado livreiro. A Amazon já disponibiliza o kindle e este poderá ser um dos caminhos do futuro da literatura e das publicações.
A ver se dá jeito ler livros num ecrân. Pelo menos em termos de livros técnicos irá ser muito bom não ter de andar carregado com todos os livros que se necessita de consultar em trabalhos.
Eu que utilizo constantemente a leituras de códigos fiscais pela Net, vejo grandes possibilidades em termos de leituras de consulta e de publicações diárias.
Quanto à Literatura, prefiro ter o livro na mão e folhear à minha velocidade.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Ernesto "Che" Guevara, o Viajante.

Li hoje, no Diário de Notícias, uma notícia sobre a saída de um livro da editora Guerra e Paz. Um livro que relata uma viagem realizada por 2 rapazes em 1953. Um deles, que ainda é vivo, resolveu agora pôr em papel, as peripécias dessa viagem com outro viajante que mais tarde ficaria conhecido pela alcunha "Che". Carlos "Calica" Ferrer, o autor, agora com 76 anos, relata uma viagem da Argentina até à Venezuela na companhia do amigo de infância. Ernesto Guevara já havia feito uma viagem semelhante pela América Latina na companhia do primo Alberto Granado, viagem que passou para o cinema no belíssimo filme "Diários da motocicleta" de 2004.As duas viagens consolidaram a personalidade de Ernesto com uma experiência humana junto das populações que foi encontrando pelo caminho.Mais do que um ícone, o livro procura mostrar a figura humana de um jovem com ideais, antes de se tornar no rosto dos ideais dos jovens revolucionários das décadas seguintes.

domingo, 18 de janeiro de 2009

"Traveller" de Michael Katakis

Fotógrafo e escritor, Michael Katakis, tem dedicado os últimos 25 anos a percorrer o mundo, a fotografar a China, África, Estados Unidos, Coreia, Cuba, Filipinas e alguns países da Europa.
Recebi uma newsletter do viajante Michael Palin a recomendar o último livro de Katakis, "Traveller: Observations from an American in Exile" cujo prefácio abaixo deixo:

“In both his letters and in his journal, Michael has the infectious ability to sense the essence of a place and transmit it to the reader. Whether on the dusty roads of Sierra Leone, in a café on the Bosporus, in a Chinese village without a map, in Dallas, Texas or on the Paris Metro, he makes a place for us beside him.
Michael has two other vital qualities for a good traveler, curiosity and a conscience. I’ve seen his curiosity in action. He goes up to people, says hello and asks where they’re from. And does it with such charm and obvious good intent that soon he has friends around him like the Pied Piper had children. At the same time he worries and he cares. Frustration, disillusion and indignation burst out of these pages, undisguised and deeply felt.
Traveller is the work of a decent and honorable man in a world where the deceitful and dishonorable have far too much influence. If you want to be reassured that the word humanity still means something, look inside.”


Mais do que ler sobre locais que já vimos centenas de vezes na televisão, é obter uma visão (neste caso em escrita e imagem) das diferenças entre nós, seres humanos e as pequenas histórias que coexistem nessas relações de diferença e de proximidade.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Vendendo oferecendo.

Novos estilos de vendas vão surgindo. A wook (ex-webboom) agora quer oferecer um milhão de livros a quem se registar na página da livraria virtual. As pessoas vão verificando se os livros que pretendem comprar surgem com o aviso de desconto de 100%. É uma excelente ideia para cativar as pessoas para conhecerem o novo site. Li a notícia no Público e como sempre há comentários aprovadores e reprovadores. No entanto acho que a ideia vai um pouco de encontro às ideias do uso dos cartões como nos postos de combustíveis e nos supermercados. A oferta de descontos que só podem ser usados em compras futuras, obriga a uma fidelização dos clientes um pouco forçada. Uma pessoa vai e compra e depois fica com descontos por gastar e acaba por voltar lá. Em vez de ir para a concorrência, o cliente vai continuando a consumir no mesmo.
A ideia da wook poderá ter pernas se as pessoas não se fartarem de estar constantemente à espera do tal livro que terá o desconto pretendido, poderá também “entupir” o acesso com tanta procura. Eventualmente, alguns ficarão fans do site e deixarão de ir a outros.
Uma boa política de vendas e que são benvindas depois da queda do gigante Byblos, com outra visão de vendas e marketing. O pensamento e a escolha do potencial cliente são sempre incógnitas.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Kindle e Readius vão ser as nossas estantes?

Na Feira de Frankfurt, que decorre por estes dias, discute-se o futuro do livro. Li no Público que o futuro passa pelo livro em formato digital. Foi apresentado mais um gadget para a leitura de textos que também é um telemóvel, o Readius. Mais uma tentativa para cativar leitores. A possibilidade de andarmos com centenas de livros na mão e lermos em qualquer lado é aliciante, mas será agradável estar sempre a carregar as baterias, para continuarmos a ler? Mas também é um enorme alívio para milhares de árvores que são abatidas para imprimir livros em papel. Quando temos centenas de livros em casa a encher de pó e que provavelmente não iremos ler mais, não pensamos que são milhares de folhas que serviram apenas uma vez. Claro que podemos emprestar ou trocar o livro com alguém e de novo o objectivo da leitura volta ao livro. Fala-se que dentro de 10 anos, haja mais livros em formato digital. O Kindle está aí a conquistar adeptos. Faz-se downloads de dezenas de livros e ficam mais baratos a quem os compra. Não pagamos o material, apenas o conhecimento transmitido pelo escritor. Perde-se o hábito de folhear os livros novos, sentir o peso e o cheiro das páginas. Questões que se colocam: Como pedir um autógrafo a um escritor de um livro digital? Quando temos convidados em casa e andam a perscrutar os nossos livros, passamos a ter de os mostrar em lista num ecran?

Como tudo o que é tecnologia acabaremos por nos adaptar e criar novos hábitos. Quem há uns anos pensaria que estaríamos a enviar mensagens escritas por um telemóvel...
Provavelmente o futuro será o de carregar livros em formato digital para um Kindle 5.0 ou um Readius 7.2 e depois esse livro será lido em voz de máquina para podermos continuar a "ouvir" o livro enquanto mandamos mensagens aos amigos ou jogamos on-line. Poderemos assim ir a conduzir em viagens longas e a ouvir um livro à nossa escolha, ou as notícias de um jornal.



Recomendo a leitura do blog Ciberescritas da jornalista Isabel Coutinho sobre este assunto.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Nobel da Literatura e outros

Chegamos a Outubro e divulgam-se os prémios literários de 2007 em diversos países. O mais importante, ou antes, o mais mediático desses prémios é o Prémio Nobel da Literatura.
Tão importante que alguns escritores sonham com a almejada medalha com o perfil do senhor Nobel e outros dão-lhe pouca importância. Provavelmente, por nunca a conseguirão ganhar. Um deles, em 1964, recusou o prémio. Jean-Paul Satre foi um rebelde nesse sentido. Os últimos prémios têm sido entregues todos, a 10 de Dezembro de cada ano. Data da morte do inventor que dedicou a sua fortuna ganha com a invenção da dinamite a causas mais nobres e a descargo de consciência pelo mal que a sua invenção iria causar à humanidade.
Na próxima quinta-feira saberemos quem ganhou o Nobel deste ano. Há muitos candidatos eternos, como o foi Saramago durante anos até o ganhar em 1998. Não teve mais descanso na carreira e teve de se afastar para a ilha de Lazarote para conseguir continuar a escrever.
Alguns escritores não aceitam os prémios para se manterem no seu canto a escrever e sossegados. Evitam todo o espectáculo mediático, conferências de imprensa, festas de lançamento, para poderem escrever à vontade e no seu isolamento normal.
Listas de candidatos têm sido divulgadas com escritores como Joyce Carol Oates, Philip Roth, Thomas Pynchon e Don DeLillo. O Israelita Amos Oz também é um possível ganhador. Ora aqui entra outro aspecto, talvez o mais importante. Não tirando o mérito e a qualidade dos escritores, o aspecto político da escolha é muito importante. Um escritor polémico, um escritor conotado com algum partido ou religião. Os governos ficam inchados com a escolha de escritores dos seus países, mas o principal é elogiar a qualidade dos bons escritores que a humanidade deu e conhecê-los através da leitura das suas obras, muitas vezes desconhecidas em diversas línguas. Temos vindo a conhecer traduções de grandes escritores que viram o seu nome aparecer nas montras das lojas. De outro modo, estaria na "tômbola" de escolha de entre milhares de escritores que existem. A divulgação destes prémios são importantes como filtros para o comum dos cidadãos reconhecer excelente material escrito de todos os outros que surgem que nem cogumelos.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Encontrei o livro...

Todos nós temos livros que mantemos na memória para uma possível compra. Quando passo nas livrarias vejo livros interessantes, mas cujo o preço não é muito aliciante ou não é urgente o comprar naquele momento. Assim, vamos ficando com eles na "lista de compras".

No Sábado passado, fui almoçar com família a Vila Real. À tarde, um pequeno passeio pelo centro da cidade. Uma feira de antiguidades estava na praça principal. Gosto sempre de passear os olhos pelas curiosidades e principalmente por livros que são antigos ou que se encontram esgotados. E foi um livro esgotado que fui encontrar no meio dos outros.
Gosto de ler as crónicas do Miguel Sousa Tavares no "Expresso" e já li alguns livros dele. Especialmente, o livro "Sul - Viagens", cujas reportagens me marcaram. Longe vão os tempos, em que lia reportagens de grande qualidade na excelente revista "Grande Reportagem".

Ora, naquela banca de livros no centro de Vila Real, fui descobrir um pequeno livro de reportagens do José Manuel Barata Feyo e do Miguel Sousa Tavares. O Livro "Sahara, a República da Areia" que procurava há alguns anos. Trata-se de um livro de 1985, com relatos da viagem ao Sahara e com fotos da reportagem.
Um dos livros mais antigos da minha "lista de compras" foi encontrado e pude-o comprar. Não em Lisboa ou arredores, mas em Vila Real. O passeio soube ainda melhor.

Sabe-se lá que preciosidades correm pelas nossas feiras de Norte a Sul do país. Objectos guardados anos e anos em sótãos e garagens e que de repente vêm a luz.

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