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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

De repente o livro acabou...


De repente o livro acabou na página 96. Comecei a ler outro dia o livro "30 dias em Sydney" do escritor australiano Peter Carey e apareceu-me uma página em branco, aliás, várias páginas.
Enviei ontem um e-mail para as Edições ASA do grupo Leya a pedir explicações e se podiam enviar as páginas em falta em pdf. Sei que o livro está esgotado e faz parte de uma coleção de literatura de viagens com mais 4 ou livros. Como tenho a coleção toda em casa, fui logo a seguir ver se acontecia a mesma falha noutros livros. Pelo menos sei que Praga tem as páginas todas e depois verei Paris.

Hoje na travessia do rio, voltei a abrir o livro na página em branco e fiquei a pensar se deveria continuar como se essa folha não fizesse falta. No meio do pensamento desenhei uma rapariga que mais à frente estava satisfeita a ler um livro. Acho que vou colocar o livro de lado e esperar uma resposta da Editora. A questão é que faltam cerca de 15 páginas salteadas e torna-se impossível seguir o rumo da estória.

Acho que vou pegar no livro sobre Paris e conhecer um pouco mais sobre uma cidade que por estes dias anda no pensamento do mundo, infelizmente.

Actualização: No passado dia 26/11/2015, as Edições ASA responderam ao meu e-mail e enviaram-me o livro em pdf para imprimir as páginas em falta. O meu agradecimento à Cristina Carvalho da Leya pela resolução da questão.

sábado, 24 de julho de 2010

Travel Notebook de volta!

Fui apanhado de surpresa ao dar com um episódio da série "Travel notebook" no canal Travel. Esta série, sobre ilustradores-viajantes, havia passado neste canal há uns meses e não a tinha visto.
Agora voltou, mas em horários complicados. Os próximos programas:

Cambodja - Domingo 25/07 - 21h

Namíbia - Segunda 26/07 - 02h

Islândia - Quinta 29/07 - 19h e repete Sexta 30/07 - 00h.

Quem puder ver, aproveite para ver excelentes trabalhos de ilustração em paisagens e gentes que fascinam.
Neste vídeo vemos a ilustradora Elsie Herberstein na Namíbia.


quarta-feira, 14 de abril de 2010

Ilustrações de Guerra

O desenho e a ilustração também vão à guerra. O ilustrador francês Bertrand de Miollis esteve no Afeganistão em equipa com o fotógrafo Thomas Goisque e com o jornalista Sylvain Tesson.


Bertrand de Miollis já havia feito 2 episódios do documentário que passou no canal Travel "Travel Notebook", onde percorreu a Arménia e o Cambodja, sobre viagem e ilustrações. Em 2009, foi para o Afeganistão durante 6 semanas junto com as forças militares francesas. Retratou os afegãs, os militares e as paisagens daquele país. 


O resultado foi editado em livro que saíu em Outubro passado. Em conjunto com fotografias e textos do resto da equipa, retratam um cenário de guerra actual, num país que tem sido uma "mesa de jogo" há séculos.



O desenho vai ganhando espaço junto com as restantes artes na criação de obras sobre a guerra. Ainda há pouco, o óscar para melhor filme foi para uma produção sobre a situação no Iraque.
A visão de um ilustrador está para lá da fotografia. Carrega com a tensão do momento, as cores e o traço também escrevem uma história.

Fotos e desenhos do site oficial do ilustrador: http://www.miollis.com/

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Viajantes - João Oliveira

Há pessoal que arrisca e concretiza um sonho. O João Oliveira largou o emprego, arrendou a casa e colocou a mochila às costas, sozinho. Viajou pelo mundo durante 17 meses e ficou a conhecer pessoas e muitas histórias. Começando no Irão e acabando no Brasil, passou por 23 países.
A notícia estava no Expresso online e cativou-me para saber um pouco mais sobre este viajante. Ele tem um site onde colocou as crónicas e muitas fotografias.

                          
Em pleno século XXI, mais pessoas perseguem o sonho de viajar sem ser em férias, uma viagem de conhecimento e exploração, uma viagem solitária. Há cada vez maiores possibilidades para fazer o mesmo. Voos mais baratos, maiores acessibilidades de transportes e comunicações pela internet. Venha um livro a compilar as aventuras.
Amanhã vai apresentar as suas aventuras numa conferência em Lisboa.

As fotos são do site do João Oliveira, em  http://www.emviagem.net/

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Viajantes - Megan McCormick

Mais uma grande viajante do Travel Channel, Megan McCormick. Gosto muito da simpatia que irradia enquanto viaja e conhece pessoas. Mantém observações frescas e um pouco ingénuas. É uma das apresentadoras do programa “Global Trekker” e mantém-se no activo ainda a viajar por todo o mundo. E já esteve em Portugal.
Nasceu em 1973 e cresceu na Florida, EUA, tendo tirado o curso de Filosofia e ciência política na Universidade de Boston.
Antes de se juntar à equipa do programa, trabalhou como professora de inglês no Japão e nos bastidores de um programa da MSNBC “The News with Brian Williams”.

Como viajante solitária, visitou a Ásia e a Europa, por países como Japão, Tailândia, Vietname, China, Mongólia, Fraça e Bélgica, Inglaterra e Irlanda, Java e Sumatra, na Indónésia.
Soube do programa por um amigo que é actor e achou que seria um trabalho de sonho. Desde então viajou por muitos outros países.

O que ela diz:
"When I travel on my own I like to see where the road will take me (which frequently means getting lost!)"

"All of these experiences have informed who I am and have given me an enriched perspective. Plus, if I have any memories that start to fade I have a good video to watch to remind me."

"My mom had a map of the world on the hallway growing up and a subscription to National Graphic. It's her fault I can never get a "real" job!"

"I like Japanese, Thai, and the odd hot dog from a bar called Rudy's in New York City."

"The strangest looking thing I have eaten was probably the fruit bat in Micronesia. It was pretty scary looking but well attired by the chef who had tied a little yellow bow around its neck. It tasted like chicken, of course!"

"On drinking "lemonade" made of ants and eggs: "I tell you the truth when I say, it ain't no Countytime Lemonade, but if it had had a little sugar, it would have been nice, actually!"

"I'd like to visit Bhutan because it is still so untouched and I imagine it to be a very beautiful inspiring place."

"I went to Inner Mongolia with my mother and friend and they have the fastest horses I have ever ridden! I was hanging on for dear life! We ate local food and slept under the stars. It was one of the best trips of my life."


Links:

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Viajantes - Robin Esrock e Julia Dimon

Tenho assistido a um programa sobre viagens no National Geografic - "WordTravel" - com 2 escritores de viagens, tal como se definem. Robin Esrock, sul-africano de 34 anos e Julia Dimon, canadiana, percorrem em cada episódio, um país e relatam diferentes aspectos desse mesmo país. Por vezes fazem o mesmo percursos, ele procura uma vertente mais aventureira e radical e ela uma mais cultural.
A personalidade de cada um dá o tom de cada reportagem e assisto aos medos, curiosidades e diversões dos dois. O que diferencia este programa das outras centenas que existem sobre viagens, é que eles assumem que apenas procuram assuntos para escrever na sua coluna do jornal. Passamos o episódio todo a vê-los fazer apontamentos nos cadernos e a actualizar os textos no computador, mas a simpatia e o modo fresco como os descrevem, dá vontade de os ler.
Não é fácil encontrar assuntos interessantes para escrever e numa altura que há tantos livros, revistas, viajantes e escritos de viagem, apresentar algo de diferente é muito complicado, especialmente evitar os clichés. Por mim, gosto da simplicidade e da cumplicidade entre eles.
Conheceram-se na localidade de Koycegiz, na Turquia, enquanto viajavam nas suas voltas ao mundo e trocaram impressões sobre as viagens de cada um. Agora têm este projecto de uma produtora canadiana que é visto um pouco por todo o mundo e que lhes permite continuar no que adoram.

A equipa portuguesa Nomad poderia fazer uma série portuguesa com os seus correspondentes nos vários continentes, incluindo o Gonçalo Cadilhe na África do Sul e Namíbia.
Fica a ideia. Patrocínios precisam-se.

Links:
http://www.juliadimon.com/
blogue da Julia: http://www.thetraveljunkie.ca/
 
http://www.nomad.pt/default.htm

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Ernesto "Che" Guevara, o Viajante.

Li hoje, no Diário de Notícias, uma notícia sobre a saída de um livro da editora Guerra e Paz. Um livro que relata uma viagem realizada por 2 rapazes em 1953. Um deles, que ainda é vivo, resolveu agora pôr em papel, as peripécias dessa viagem com outro viajante que mais tarde ficaria conhecido pela alcunha "Che". Carlos "Calica" Ferrer, o autor, agora com 76 anos, relata uma viagem da Argentina até à Venezuela na companhia do amigo de infância. Ernesto Guevara já havia feito uma viagem semelhante pela América Latina na companhia do primo Alberto Granado, viagem que passou para o cinema no belíssimo filme "Diários da motocicleta" de 2004.As duas viagens consolidaram a personalidade de Ernesto com uma experiência humana junto das populações que foi encontrando pelo caminho.Mais do que um ícone, o livro procura mostrar a figura humana de um jovem com ideais, antes de se tornar no rosto dos ideais dos jovens revolucionários das décadas seguintes.

domingo, 18 de janeiro de 2009

"Traveller" de Michael Katakis

Fotógrafo e escritor, Michael Katakis, tem dedicado os últimos 25 anos a percorrer o mundo, a fotografar a China, África, Estados Unidos, Coreia, Cuba, Filipinas e alguns países da Europa.
Recebi uma newsletter do viajante Michael Palin a recomendar o último livro de Katakis, "Traveller: Observations from an American in Exile" cujo prefácio abaixo deixo:

“In both his letters and in his journal, Michael has the infectious ability to sense the essence of a place and transmit it to the reader. Whether on the dusty roads of Sierra Leone, in a café on the Bosporus, in a Chinese village without a map, in Dallas, Texas or on the Paris Metro, he makes a place for us beside him.
Michael has two other vital qualities for a good traveler, curiosity and a conscience. I’ve seen his curiosity in action. He goes up to people, says hello and asks where they’re from. And does it with such charm and obvious good intent that soon he has friends around him like the Pied Piper had children. At the same time he worries and he cares. Frustration, disillusion and indignation burst out of these pages, undisguised and deeply felt.
Traveller is the work of a decent and honorable man in a world where the deceitful and dishonorable have far too much influence. If you want to be reassured that the word humanity still means something, look inside.”


Mais do que ler sobre locais que já vimos centenas de vezes na televisão, é obter uma visão (neste caso em escrita e imagem) das diferenças entre nós, seres humanos e as pequenas histórias que coexistem nessas relações de diferença e de proximidade.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Enviei para o passatempo do Fugas...

"Acordar com frio no deserto... Havia começado na noite anterior com uma subida a uma enorme duna e a dureza de trepar enquanto se enterravam os pés na areia. Uma tagine de grupo ao jantar, apenas com uma fatia de pão como talher e uma conversa de horas sob um céu que aqui não se vê, enrolado em mantas.
Tanto frio! A sensação de acordar, a sentir a cabeça fria com uma almofada de areia... Num nascer do sol em pleno deserto marroquino, o que nos passa pela cabeça? É um lugar vazio, apenas areia e o céu. Uns pensam sobre a vida, lugar esotérico para análise de pensamentos. Outros pela felicidade de presenciarem um belo cenário que normalmente apenas vemos por outras lentes que não os nossos olhos. Não cheira a nada, corre uma brisa, aponta-se o olhar para leste.

O céu começa a ficar laranja, juntamos-nos mais para nos mantermos quentes e algumas palavras vão-se ouvindo de cada um de nós. Começam por ser sobre a temperatura, depois sobre a beleza do céu e depois... não há mais palavras. Procuro a máquina, registo o momento para mostrar a outros que não estão lá, porque os que estão, gravam este belo momento na memória das coisas boas. Quando o sol aparece, o calor começa a aquecer partes do corpo que ainda estão frias e dormentes. A sensação de conforto começa a percorrer todo o corpo. O sol já vai no alto e o meu pensamento vai para um chá de hortelã bem quente e bem doce para reconfortar o estômago. Enquanto percorro o caminho até acampamento revejo todo o filme da noite e do amanhecer. A foto apenas verei na volta, conserva-se na rolo á espera que a reveja e possa contar este momento a outros.
Já assisti a belos pôr-do-sol na praia e no campo, a alguns momentos de nascer do sol, especialmente das saídas que duravam até de manhã, mas este ficou na minha memória como um dos mais belos.
Pelo deserto, pela companhia com quem dividi o meu lugar num 4x4 durante uma semana e pela experiência que foi conhecer um país que aqui tão perto de nós, é tão diferente."

terça-feira, 14 de outubro de 2008

As viagens de Michael Palin

Há 20 anos, o popular actor, comediante, escritor e apresentador de televisão, refez a volta ao mundo em 80 dias. Repetindo a história de Jules Verne, conseguiu com muito esforço e sem o uso de aviões, dar a volta ao mundo dentro do prazo dos 80 dias.
Recebi uma newsletter que o Michael Palin e a equipa vão fazer um especial sobre esse documentário.
Lembro-me muito bem de o ver na RTP1. O seu humor, o seu gosto por viagens cativaram muita audiência para os documentários da BBC. Muitos anos depois dos Monthy Python que o tornaram famoso, encetou no final dos anos 80, uma série de documentários que o tornaram ainda mais famoso como viajante. Em português apenas encontrei o livro "Sahara" sobre a sua grande viagem pelo maior deserto de Àfrica.
E não mais parou de viajar com os seguintes programas:

  • "Pole to Pole" (1991) - Viajando do Pólo Norte ao Pólo Sul, indo pelo máximo de terra ao longo da longitude 30º.


  • "Full Circle with Michael Palin" (1996/97) - Circularização de todo o Oceano Pacífico.


  • "Michael Palin's Hemingway Adventure" (1999) - Retratando todos os países por onde andou Hemingway.


  • "Sahara with Michael Palin" (2001/02) - viagem pelo maior deserto da Terra.


  • "Himalaya with Michael Palin" (2003/04) -Viagem pela região dos Himalaias e entrevista ao Dalai Lama.


  • "Michael Palin's New Europe" (2006/07) - Viagem pela Europa de Leste e registando as mudanças nos países da antiga Cortina de Ferro.

Os documentários são da qualidade BBC e contamos sempre com o humor, a curiosidade, a humanidade deste actor que se tornou um grande viajante. Não me irei esquecer que ele visitou os canais de Veneza na barca do lixo, para ver os canais que os turistas não conhecem.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Backpackers - Flashpackers

Durante muitos anos, os jovens de 20 anos, viajaram por todo o mundo com a "casa" às costas. A mochila pesada com a roupa toda amarrotada, ficavam em hotéis baratos e de quartos com beliches e wc comunitário.
Grandes experiências, viagens cansativas, horas a percorrer as cidades, estações de comboios e comendo sandes de atum e salsichas. O interrail, as boleias, tudo faz parte de uma fase da vida de diferentes gerações.
Mas, a tecnologia foi-se desenvolvendo. Hoje em dia, ainda há jovens "caracóis" com a mochila pesada às costas e dormitando pelos bancos de comboios de toda a Europa. A diferença está nos mais velhos, perto dos 30 anos, que passaram a fazer viagens com outro conforto, mas seguindo o mesmo espírito das experiências dos mochileiros.
Assim, a mochila passou a ter rodinhas, o Laptop passou a acompanhar sempre. A câmera digital, o telemóvel são ferramentas necessárias. Mantêm as conversas por mail, por mais longe que estejam, pesquisam hotéis, restaurantes e claro, as companhias aéreas de low-cost para as viagens mais em conta.Se antes, era a aventura, sem orientação, a desdobrar mapas enormes e a pedir informações em várias línguas, hoje, apenas muda o cenário, porque o "escritório" anda sempre funcional em qualquer lugar da terra.
Fazem-se blogs com diários de viagem, actualizados diáriamente.Os hotéis vão instalando tomadas para pc's, espaços para internet wireless, enfim tudo o que o viajante pode
usar para estar próximo de casa e dos amigos. Tirar fotos de paisagens em lugares distantes e enviá-las para os amigos que estão no escritório a trabalhar.
Enfim, o viajante de hoje não conhece o perigo de se perder, de perder o contacto com a casa, excepto, se lhe roubarem toda a tecnologia. Aí, a aventura está de volta!!

Foto da mochila: http://www.traveltech1.com/powerpackbackpackwlaptopcompartment.aspx

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Viajar em 2008 num 2cv!

Estava a ler hoje, no semanário SEXTA, sobre a aventura de um português de 27 anos que está a fazer a viagem Porto-Beijing num Citröen 2 CV. Neste momento está em são Petersburgo com cerca de 9.000 km feitos.
Tiago Moreira Alves está a fazer a viagem de uma vida. Ainda por cima num carro que já tem uns anos, mas que não se vira nas curvas apertadas. Vi outro dia, um vídeo de uns testes para ver se o 2CV se virava. Mito? Comprovaram que não se vira, devido ao sistema de suspensão. Apenas se virou quando o fizeram a andar para trás. O peso do motor fez o carro virar logo.
Acho que foi uma excelente escolha para uma viagem destas. Melhor preparado que qualquer um dos carros de cidade que existem hoje.
No site (http://www.2cvportobeijing.com/) está o diário e as fotos. Ele procurou fazer um projecto que também apoia o Movimento Para olímpico. As fotos são vendidas em postais e uma parte da venda vai ajudar este movimento.
As viagens hoje são tão rápidas de avião que nos esquecemos de sentir as diferenças ao passar pelos países, a mudança da geografia, da língua, das pessoas que se encontram pelo caminho. São viagens inesquecíveis em carros carismáticos e que são também eles personagens das histórias vividas nessas viagens. Boa viagem e um grande apoio a projectos como este!

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Encontrei o livro...

Todos nós temos livros que mantemos na memória para uma possível compra. Quando passo nas livrarias vejo livros interessantes, mas cujo o preço não é muito aliciante ou não é urgente o comprar naquele momento. Assim, vamos ficando com eles na "lista de compras".

No Sábado passado, fui almoçar com família a Vila Real. À tarde, um pequeno passeio pelo centro da cidade. Uma feira de antiguidades estava na praça principal. Gosto sempre de passear os olhos pelas curiosidades e principalmente por livros que são antigos ou que se encontram esgotados. E foi um livro esgotado que fui encontrar no meio dos outros.
Gosto de ler as crónicas do Miguel Sousa Tavares no "Expresso" e já li alguns livros dele. Especialmente, o livro "Sul - Viagens", cujas reportagens me marcaram. Longe vão os tempos, em que lia reportagens de grande qualidade na excelente revista "Grande Reportagem".

Ora, naquela banca de livros no centro de Vila Real, fui descobrir um pequeno livro de reportagens do José Manuel Barata Feyo e do Miguel Sousa Tavares. O Livro "Sahara, a República da Areia" que procurava há alguns anos. Trata-se de um livro de 1985, com relatos da viagem ao Sahara e com fotos da reportagem.
Um dos livros mais antigos da minha "lista de compras" foi encontrado e pude-o comprar. Não em Lisboa ou arredores, mas em Vila Real. O passeio soube ainda melhor.

Sabe-se lá que preciosidades correm pelas nossas feiras de Norte a Sul do país. Objectos guardados anos e anos em sótãos e garagens e que de repente vêm a luz.

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