Mostrar mensagens com a etiqueta Jogos Olímpicos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Jogos Olímpicos. Mostrar todas as mensagens

sábado, 3 de outubro de 2009

Rio de Janeiro 2016

Eram 4 que se torciam para ganhar, mas foi o Rio o vencedor.
Ontem, o Rio de Janeiro tornou-se a primeira cidade da América do sul a conseguir realizar as Olímpiadas de 2016. Parece ficção-científica, mas foi a melhor candidatura para o Comité Olímpico. A cidade de Chicago foi a maior perdedora mesmo com o apoio do Obama. Nem à final chegaram, que a decisão ficou-se pelo vencedor e Madrid.
Madrid seria uma excelente hipótese, até para a economia portuguesa, mas o vencedor justo é mesmo o Rio de Janeiro que apresenta um vídeo promocional bem bonito e ritmado.
Quem quiser ver o futuro e visualizar o projecto pode ir ao site oficial.

Quanto aos logotipos:
Toquio - o mais feio. Parece o canto de uma moldura ou um nó. As cores parecem de um tecido descosido.
Chicago - Típico. Gasto e parece o símbolo de Los Angeles 1984, com a estrela.
Rio de Janeiro - O coração é uma boa ideia, mas não gosto da combinação das cores. Ainda mudarão algumas coisas. Veremos como sairá a mascote.
Madrid - O melhor. Gosto das cores e da mão a mostrar os 5 continentes e símbolo de saudação. Com o M a surgir no centro. Fica para 2020.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Olimpíadas Psicológicas

O atleta Arnaldo Abrantes, esta madrugada, fez a prova dos 200m e ficou pelas eliminatórias. Normal para um estreante e com tão grande qualidade de atletas presentes. Pena, Francis Obikwelu não ter participado, pois acho que esta é a especialidade dele, em vez dos 100m.
Achei curioso, a explicação que o atleta deu por ter feito um tempo longe do que já fez. Diz que bloqueou com a imagem do estádio cheio. Que só havia visto estádios tão cheios, como espectador de futebol.
Esta declaração é semelhante à nadadora Sara Oliveira, que na primeira prova dos 100m mariposa, sentiu o "peso" da assistência e do ambiente olímpico.
A preparação de um atleta não é só física, também deve ser ao nível psicológico. Eles chegam a palcos destes e ficam encolhidos. Sentem-se pequenos e bloqueiam.
A sensação é de que há atletas que vão para os Jogos Olímpicos, como se fossem visitar a Expo 98 e o exotismo das nações e grandes provas desportivas.
É pena, pois acabam por desistir e começam a bloquear toda a carreira do atleta. Sei que no atletismo, em Portugal, a assistência é mínima. Pouca gente assiste às modalidades amadoras e depois em provas internacionais ficam amedrontados com a importância dos jogos e a quantidade de pessoas, tanto nos estádios, como no mundo que estão a assistir. Muita pressão. Um atleta deve-se concentrar na prova, nos adversários e no fim da prova apreciar o espectáculo onde esteve. Na pista, no tapete, dentro da piscina, não há público, apenas atletas.
O caso do Michael Phelps, tem milhões de olhos a vê-lo, é falado em todo o mundo. A pressão sobre o seu desempenho é fortíssima e ele sai de Pequim com 8 medalhas de ouro. Realmente é um atleta do Olimpo e entra para a história.
Quanto aos atletas nacionais é necessário analisar bem a questão psicológica que também afecta alguns futebolistas quando vão a grandes provas europeias. Não sei como seria o comportamento de alguns dos jogadores da selecção se estivessem chegado à final do Europeu. Alguns bloqueariam e ficariam "lesionados" em termos psicológicos. Vemos como ficam quando falham um penalti importante.
Espero que o velocista Arnaldo Abrantes amadureça para os Jogos de Londres em 2012. Merece mais oportunidades pelo trabalho que ele vem desenvolvendo. Meses atrás li uma reportagem sobre ele e o pai que também foi velocista em Seul, em 1988. Há que aprender com os erros e pensar para o futuro.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Judo fora dos Tatames

Tenho assistido à polémica das declarações do judoca português Pedro Dias sobre o seu combate ganho ao campeão do mundo na categoria -66kg, o brasileiro João Derly. A polémica estalou no Brasil, pois em Portugal, a notícia passou ao lado. A fraca prestação dos judocas portugueses tem sido a principal notícia.
A declaração de Pedro Dias sobre uma possível vingança pessoal sobre João Derly, veio agora a ser desmentida pelos 2 atletas, que não entendem a notícia de uma suposta traição do brasileiro com a antiga namorada de Pedro Dias, a judoca portuguesa Joana Ramos. A cada dia que passa, mais personagens entram na história. Sei que é hábito, os portugueses se queixarem sempre das arbitragens, mas usarem a vida pessoal para justificarem vitórias ou derrotas.
Verdade ou não, a justificação para uma possível traição deu força ao português. Pena que ele não tenha arranjado também um bom motivo pessoal que o fizesse ganhar ao norte-coreano Chol Min Pak, que o afastou da competição. A ele e ao João Derly, que o campeão do mundo, aí perdeu também a chance de ser "repescado".
A polémica já se estendeu também à judoca Joana Ramos, que viu a sua página do "orkut" invadida por mensagens ofensivas. Parece que já estamos no mundo do social, em vez do desportivo.
No fim, todos os intervenientes têm de dar explicações à Imprensa e justificarem não só as derrotas, como o que lhes vai na cabeça.
Deixem os atletas à vontade e pensarem no que entenderem para lhes dar força psicológica nos combates, mas não puxem por detalhes que estão fora dos tatames.
Os atletas não têm de pedir perdão por não conseguirem chegar às medalhas desejadas. Já lhes custa suportar as derrotas que não eram esperadas, para ainda terem de justificar as esperanças que o país neles depositaram. Os campeões do mundo têem perdido quase todos. No Judo, as medalhas não são pedidas. Não se trata de melhores tempos ou mais força. Há tantas variáveis que um campeão do mundo não pode chegar às Olimpíadas e pensar que vai ser fácil. O judoca georgiano Irakli Tsirekidz, conseguiu uma medalha de ouro e com todos os problemas que atingem o seu país, este sim teve de fazer vários combates, físicos e mentais.
A ver se este caso, passa à história, para que o Judo seja visto com seriedade e para não denegrir mais a vida pessoal dos atletas. Já lhes custou a derrota.
Curiosamente, a judoca Joana Ramos, venceu a Taça do Mundo do Brasil, numa final com a representante olímpica brasileira da categoria -57kg, Ketleyn Quadros. E esta trouxe de Pequim a medalha de bronze.
Aguardamos para um novo confronto Pedro Dias x João Derly, mas nos Tatames...

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Quanto custa a medalha de ouro?

Quanto custa a medalha de ouro? Para quem não é desportista de alta competição, é um motivo de orgulho para o próprio país. Para a Imprensa, é a notícia de primeira página. Para o atleta é o prémio por todo o sofrimento, esforço mental e físico, dedicação completa e principalmente a fama.
Algumas semanas atrás, vi na televisão uma entrevista (confissão...) da ex-atleta Marion Jones. A super atleta dos Jogos de Sydney em 2000, admitira o uso de esteróides e agora esperava um perdão. Levou uns anos, imagino, a dormir mal e com peso na consciência. Assim devolveu todas as medalhas de todas as provas da altura. Desiludiu a família, as pessoas que gostavam dela e da sua personalidade e ficará sempre marcada por esse facto. Tantos anos dedicados ao atletismo e depois não sobra nada. Pela fraqueza da facilidade, da rapidez em conseguir resultados mais rápidos e melhores.
Alguns destes atletas sofrem as consequências no corpo. Deve haver alguns que nunca foram apanhados nos testes do doping, mas levam uma vida mais frágil com problemas cardíacos e musculares.
Já não somos ingénuos a ver o desporto. Ficamos, agora, sempre a desconfiar dos resultados. Quem será o batoteiro? Qualquer dia, a medalha vai parar ao 5º ou 6º classificado, pois os primeiros estarão todos dopados.
Mesmo sem o doping, os atletas das grandes potências terão sempre melhores condições que os países médios ou pequenos. No futuro, a contagem das medalhas não terá sentido. Muitos atletas naturalizam-se em países que oferecem mais e depois que representação será essa?
Imaginem os Jogos Olímpicos com apenas 6 países a competirem, com atletas de todo o mundo naturalizados...
A pressão é cada vez maior para obter melhores resultados, muito dinheiro em jogo. As finais de natação com o grande Michael Phelps têm sido de manhã, para apanhar o fuso horário americano do horário nobre da televisão.
E em Portugal, todos os dias há notícia de quantas medalhas irão os nossos atletas trazer de Pequim. Num país que apenas 12% fazem desporto regularmente, é exagerado exigir estarmos na lista dos melhores. Incentivos ao desporto escolar! Mais e melhores instalações! O objectivo não é a medalha de ouro, mas termos uma sociedade saudável. Para os de topo, será difícil escapar do doping...

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Esperanças Olímpicas

A cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos está marcada para amanhã. Como sempre, antes do evento começar, as notícias sobre os nossos atletas vão aparecendo nas televisões e nos jornais.
Reportagens sobre a vida em Beijing, as curiosidades da organização e as biografias dos atletas mais conhecidos. É muito bom que também se promovam outras modalidades e os seus atletas, para que o futebol não tenha o seu exclusivo. Pelo menos não apanhámos agora, com horas de imagens de acompanhamento dos atletas ao aeroporto, às suas casas e o que comem.
No fim das reportagens vem sempre aquela pergunta das medalhas e das esperanças para estes jogos. Antes, o país ficava contente por um medalha de prata ou bronze. Depois começou a exigir mais dos atletas, mas as condições eram más para a prática de desporto de alta competição. Felizmente que esse argumento já não é utilizado. Temos cada vez mais condições para termos super-atletas. Já ouvi falar em trazer 8 medalhas. É melhor não começarem com prognósticos que no europeu de futebol também já falavam de quem podia ser a equipa que iria jogar com a nossa selecção na final. Claro que quando não trazemos nada, a explicações são comuns a todos os desportos. A imprensa, o clima, a poluição, a comida...
Tudo isso me fez lembrar um quadradinho que surge no album do Astérix nos Jogos Olímpicos e a reacção da claque de apoio ao seu atleta que não havia ganho a prova. Não sei se iremos trazer medalhas, mas espero que os nossos atletas cumpram as esperanças pessoais. As vitórias são deles e para nós ficam as motivações para cada vez mais portugueses façam desporto.
Mais alto, mais rápido, mais forte!

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Olimpíadas e as Cidades

Tenho visto nas notícias, as dificuldades que a China está a enfrentar para que tudo corra bem em Agosto, nos Jogos Olímpicos. Já nem falando da política e dos direitos humanos, a cidade de Beijing enfrenta um grave problema - a poluição!
Da imagem de alguns anos com milhares de bicicletas, a cidade, hoje em dia é atravessada por milhares de carros, novas fábricas, a construção de centrais eléctricas utilizando o carvão e a construção de mais urbanizações como acontece nas principais cidades chinesas.
As Olimpíadas vão passando por todos os continentes de 4 em 4 anos e a Ásia, neste caso a China quis mostrar as suas capacidades de organização do maior evento desportivo que existe no mundo. O evento é tão dispendioso que só grandes cidades se candidatam e conseguem, como o caso de Beijing e de Londres, onde serão feitos os Jogos de 2012.
Como grandes cidades que são, os problemas são equivalentes. A segurança, o tráfego, a logística e um ambiente propício a grandes marcas e recordes.
Com um ambiente tão massacrado como são o destas cidades, os atletas terão algumas dificuldades em conseguir grandes marcas. Imaginemos o esforço de um maratonista a puxar do fôlego nas ruas de Beijing e a respirar todo o ar poluído.
Algumas medidas como diminuir o tráfego, parar fábricas e a construção poderão atenuar alguns dos efeitos piores da poluição, mas acabados os Jogos volta tudo de novo ou ainda pior.
E as estruturas que ficam, serão novamente utilizadas numa cidade que não é das mais saudáveis para a prática desportiva?
Não esquecendo a cidade de Londres com os seus nevoeiros de fumo, que me 2012 ainda serão mais intensos.
Qual a solução para os Jogos Olímpicos do futuro? Fazê-los em cidades mais pequenas? Fazer sempre nas mesmas, para evitar novos gastos astronómicos com equipamentos desportivos? Há necessidade de tantos estádios olímpicos?
O comum dos cidadãos precisa de locais para praticar desporto, mas não todos concentrados em alguma parte da cidade. Talvez seja altura de se unirem alguns países, de modo a dividirem as despesas e mais população beneficiar das estruturas.
Há que rever o caso dos jogos de Atenas e as suas despesas num país com tantas dificuldades.
Ou no caso português, o estádio do Algarve e a sua utilização diária por ninguém.

Mais visitadas...